Como conciliar os interesses da cidade com a metropolização?
Hélio Hallite (PRTB)
‘Vamos começar do zero. Começar pelo nosso vizinho, São Vicente’
“Tudo tem que ser refeito com relação à metropolização, que é uma lição de casa não feita. Não feita pelos governos municipais, não feita pela CONDESB, não feita pela AGEM e por todos os organismos que trabalharam a favor da metropolização. Vamos começar do zero. Começar pelo nosso vizinho, São Vicente, que tem uma situação de gestão administrativa e financeira muito diferente de Santos e a sua má gestão interfere diretamente na nossa vida, na nossa realidade. A questão ambiental e as outras questões mais interferem negativamente, ou vão interferir positivamente, se a gestão for boa.
Vamos fazer a lição de casa entendendo que o que acontecesse com São Vicente hoje tem impactos importantes com relação à sobrecarga dos nossos equipamentos públicos, especialmente educação e saúde”.
Carina Vitral (PCdoB)
‘Nossa Cidade precisa ser solidária com toda a nossa região’
“A nossa Cidade precisa ser solidária com toda a nossa região. Precisa liderar, sim, mas com humildade, com transparência e trazendo todas as cidades do entorno em conjunto com o nosso desenvolvimento. O problema da segurança, por exemplo, é um tema muito específico da metropolização, porque sabe-se que a segurança é um problema metropolitano. E nós queremos trabalhar em conjunto com as prefeituras, formando um centro de excelência e controle de casos de insegurança, junto com as Guardas Municipais de todas as cidades, junto com a Polícia Militar e Civil. Essa é uma forma concreta de utilizar da região metropolitana em benefício das pessoas”.
Débora Camilo (PSOL)
‘O PSOL tem um projeto que realmente é voltado para a maioria da população’
“O que a gente percebe é que hoje a AGEM não consegue desenvolver uma política de forma autônoma, porque há uma interferência direta do Governo Estadual nas decisões, no desenvolvimento da política para a região como um todo. Para que haja uma possibilidade que a gente faça um projeto voltado para todos, para a região, também se faz necessário que os prefeitos e prefeitas eleitas nas demais cidades também tenham esse projeto.
O PSOL tem um projeto que realmente é voltado para a maioria da população. Nós não temos nenhum tipo de vínculo com grandes grupos e, infelizmente, o que a gente verifica é que nas demais cidades há esse vínculo, porque muitos precisam pagar a fatura das suas campanhas. Então, umas das dificuldades vai ser justamente encontrar nas demais cidades esse empenho para se fazer políticas voltadas para a maioria da população”.
Paulo Schiff (PDT)
‘Postura do Prefeito de Santos tem que ser uma postura de humildade’
“A postura do prefeito de Santos em relação à metropolização como cidade polo, tem que ser uma postura de humildade, e não uma postura de arrogância. É evidente que precisa ser repactuado, por exemplo, a remuneração dos serviços de Saúde. A gente percebe que as ligações de Santos – com Cubatão pelo sistema Anchieta-Imigrantes, que também (serve) para São Paulo e ABC; com Guarujá pelo sistema de balsas; com São Vicente pelo José Menino e Itararé – estão todas esclerosadas. É todo dia de manhã congestionamento, todo dia no final da tarde, congestionamento. São trabalhadores, estudantes, são pacientes que perdem o horário e que são prejudicados por isso. A carga de movimentação no Porto triplicou nesses últimos vinte anos, com esse mesmo grupo político no poder, e nada foi feito. O sistema viário e rodoviário continua igual”.
Marcelo Del Bosco (PPS)
‘Um projeto na época do governador Mário Covas e não conseguimos dar um passo efetivo’
“Primeiro, eu acho que toda pessoa que administra a Cidade não tem que pensar em si própria, e sim – não só nos moradores por quem ela foi eleita – mas também na sua região. Nós temos na Baixada Santista os nove municípios – a Região Metropolitana foi um projeto na época do governador Mário Covas – e nós não conseguimos ainda dar um passo efetivo.
Nós temos o CONDESB (Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista); nós temos a Agência Metropolitana, uma parceria entre o Estado e os municípios, mas todo prefeito que assumir a partir de 2017, em todas as cidades da Baixada, tem que estar conversando, e muito, principalmente relacionados à saúde; nós temos aí o morador em situação de rua que passa por todas as cidades. Então nós vamos trabalhar com todos os prefeitos da região metropolitana para levar projetos para o governador e também para a Presidência da República”.
Paulo Alexandre Barbosa (PSDB)
‘É fudamental que as ações possam ser articuladas’
“Não há como pensar o desenvolvimento das cidades de forma isolada. Nós vivemos em uma região metropolitana, onde as ações das cidades vizinhas interferem em Santos e a recíproca também é verdadeira. Portanto, é fundamental que as ações possam ser articuladas. Aqui, em Santos, nós fazemos, por exemplo, um atendimento na área da saúde que é regional. Nós temos equipamentos que atendem quase 50% de pessoas de fora da cidade, como é o caso do PS da Zona Noroeste, o caso da nossa UPA central.
Nós temos essa responsabilidade em nível regional e nós temos que continuar avançando nas políticas metropolitanas, contando com a colaboração do Estado e da União nessa direção, porque é muito importante que nós tenhamos recursos do Estado, que nós tenhamos essa união dos prefeitos em torno daquilo que é relevante. Nós tivemos já amostras importantes. Muitos recursos que foram obtidos nesse primeiro mandato tiveram a participação de todos os prefeitos da região porque nós fomos reivindicar de forma regional”.
Genival Bezerra (PSDC)
‘A primeira coisa que nões temos que ter é uma aliança na questão da saúde’
“Eu acredito que Santos, por essa grande metrópole da qual faz parte Praia Grande, Cubatão, Bertioga e municípios próximos, tem que haver entre os prefeitos eleitos uma disposição política de reorganizar essa aliança. A primeira coisa que nós temos que ter uma aliança é na questão da saúde, porque todos os municípios perto estão com problema na saúde.
Se nós organizarmos uma frente para cuidarmos das prioridades que tem os municípios, eu acredito que vai ser uma voz muito forte para ir ao Estado pedir uma posição de solução, ou em Brasília e em qualquer lugar. Essa reorganização dentro dos municípios, eu acho que vai ser uma perspectiva de retorno dentro das necessidades que são prioridades, que os municípios têm, como Santos também. Então, nós vamos montar essa frente, chamar os prefeitos para um diálogo e nesse diálogo colocar quais são as prioridades que estão afetando as nossas Cidades. E é um caminho, através do diálogo, de se chegar a um resultado 100% para todo mundo”.
Edgar Boturão (PROS)
‘Eu acho que o prefeito de Santos deve liderar esse processo e eu vou fazer isso’
“Eu entendo que, nesse tema da metropolização, o prefeito de Santos tem que liderar esse processo. É preciso que a metrópole da Baixada Santista realmente saia do papel. Um dos problemas mais sérios e que caracteriza, na verdade, uma metrópole efetivamente, é a mobilidade urbana, é a facilidade que as pessoas têm em se deslocar entre os municípios que formam essa metrópole; é a pessoa ter a facilidade de morar em uma cidade e estudar em outra; a pessoa morar numa cidade e trabalhar em outra, e fazer esse triângulo com certa facilidade, com certa rapidez durante o dia, para que não haja transtornos na vida do cidadão.
Isso, lamentavelmente, não existe aqui na Cidade, como também nunca se tomou maior providência na questão da saúde intermunicipal. Santos paga o pato em cima dessa situação: problemas que ocorrem fortemente nas outras cidades e que as pessoas vêm procurar atendimento aqui. Eu acho que o prefeito de Santos deve liderar esse processo e eu vou fazer isso”.






