Economia

Como equilibrar as finanças em meio à crise econômica

A crise econômica causada pela pandemia da Covid-19 impacta o orçamento das famílias neste início de ano

11 de janeiro de 2021 - 10:25

João Pedro Bezerra

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O início do ano é marcado pelo pagamento de contas e impostos. Afinal, nesta época surgem diversas despesas, como IPTU, IPVA, material escolar para quem tem filho e, claro, a fatura dos cartões de créditos, usados nas compras dos presentes em dezembro.

A situação costuma ser similar em janeiro. No entanto, em 2021 com a crise sanitária e econômica causada pela pandemia da Covid-19, o cenário será ainda mais difícil para a população.

Assim, muitas pessoas estão endividadas. Com o acúmulo de contas, fica a pergunta. Como driblar a crise e deixar o orçamento no azul neste começo de ano? Para a professora de Economia da Universidade Católica de Santos (UniSantos), Célia Ribeiro, é importante realizar um orçamento familiar para equilibrar as contas, ou seja, é necessário haver esforços de todos os membros da família.

A docente também destaca como os desempregados devem lidar com a situação econômica do País neste momento “Muitas vezes a saída é aceitar um salário menor para não ficar fora do mercado por muito tempo. Outra opção é empreender seu próprio negócio. Mas é importante buscar orientação e apoio de instituições como o Sebrae para aprender a calcular os custos da empresa e outras ferramentas de gestão. Quando existe uma reserva de emergência, a pessoa desempregada ganha um tempo com menos stress para sua recolocação no mercado”, enfatiza a economista.

O endividamento das famílias tem sido algo preocupante, principalmente diante da pandemia. Segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o número de famílias endividadas no Brasil chegou a 66% no mês de novembro de 2020.

De acordo com a pesquisa, o cartão de crédito é o principal responsável por esse endividamento, somando 77,8% dos casos.

Panorama

Uma das causas para manter a economia aquecida em 2020 foi a criação do Auxílio Emergencial, que tinha como objetivo beneficiar pessoas que ficaram sem renda por conta da pandemia, caso dos autônomos e desempregados.

O benefício mensal de R$ 600 nos três primeiros meses e depois de R$ 300 até o fim de 2020 foi importante para suprir os mais atingidos pela pandemia e para aquecer a economia brasileira, aliviando a situação financeira das famílias.

No entanto, o Auxílio Emergencial foi encerrado neste. Mais de 67 milhões de brasileiros foram beneficiados pelo programa. Alguns não precisavam do auxílio, mas conseguiram burlar o sistema. De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes o fim do auxílio emergencial será benéfico para controlar a inflação, que nos últimos meses está crescendo. Basta ir aos supermercados para sentir a diferença dos preços dos produtos. Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro disse que o Brasil está quebrado e ele não poderia fazer nada. Depois, voltou atrás.

Segundo o economista Denis Castro, o fim do auxílio terá um impacto maior sobre as pessoas mais carentes. E para a economia como um todo o impacto maior será sentido no setor de serviços, bares, restaurantes, hotéis, academias e estética.
Em relação, ao panorama econômico do Brasil em 2021, Denis ressaltou que o governo tem que se cercar dos melhores técnicos e especialistas para tomar as melhores decisões. “O País não está quebrado.

Temos que realizar as reformas tributária e administrativa. Há muito trabalho a ser feito. Os conflitos políticos que temos observado são bastante danosos para a economia, política e, principalmente, para sociedade”, enfatizou Dênis.

Oportunidades

Mesmo com as dificuldades é possível sair da crise econômica, realizando cursos e empreendendo. A economia criativa é uma ótima saída.

O Sebrae disponibiliza diversos cursos gratuitos, como: Iniciando um pequeno grande negócio; Análise de negócio; Marketing; entre outros.

Além disso, algumas prefeituras oferecem cursos, como a de Guarujá que abriu inscrições para capacitação de novos empreendedores. Em Santos, inscrições para o workshop Pedraria e para o curso de moda.

As duas atividades, com 10 vagas cada, são gratuitas e as inscrições, exclusivas para moradores da Cidade, devem ser feitas na Avenida Conselheiro Nébias, 388, Encruzilhada, de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 18h. No ato da inscrição, é preciso apresentar documentos pessoais e comprovante de residência.

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