Cubatão testa asfalto ecológico e prepara implantação de operação tapa-buracos
A Secretaria de Obras, Habitação e Serviços Públicos de Cubatão (SOHASP) está testando um tipo de asfalto ecológico, produzido a partir da reciclagem de pneus velhos, que deverá ser utilizado na Operação Tapa-Buracos que está para ter início com mão-de-obra da SOHASP e da Cursan. O produto deverá reduzir bastante o custo da mão-de-obra e o tempo demandado para esse tipo de operação, oferecendo ganhos também em praticidade e durabilidade, além de contribuir para a redução de agressões ao meio ambiente provocadas pelo descarte inadequado de pneus inservíveis. Todo o trabalho para eliminação de buracos e desníveis em vias públicas pode ser efetuado por um único trabalhador, com auxílio de uma simples pá.
Segundo informações do fabricante, o produto não necessita de qualquer tipo de mistura, aquecimento e compactação mecânica. Basta varrer o local e aplicar o asfalto ecológico diretamente sobre ele e, com o auxílio de uma pá, espalhar o produto. Em minutos, a depressão ou o buraco estarão selados, com a compactação sendo feita pelos próprios veículos que transitam pela via.
A Prefeitura testou o produto na manhã de 27 de agosto, nas proximidades do Viaduto 31 de Março, defronte do restaurante Kalabalis, no Jardim Casqueiro. No local, que dá acesso à Avenida Joaquim Jorge Peralta, após a descida do viaduto, dois buracos, com aproximadamente 13 centímetros de profundidade e cerca de um metro de diâmetro cada um, foram selados com o asfalto ecológico para testar a rentabilidade, praticidade e durabilidade do produto. O produto foi testado também no cruzamento da Avenida Nove de Abril com Rua São Paulo, no Centro, outro ponto de tráfego intenso.
Numa avaliação preliminar, feita nesta quinta-feira (3/9), uma semana após a aplicação do produto, o resultado apresentado foi considerado bastante satisfatório pelo secretário municipal de Obras, Wagner Moura dos Santos. “O asfalto foi, de fato, compactado pela simples passagem dos veículos sobre ele. O produto não gruda nos pneus dos automóveis e seu rendimento é muito bom, resultando em considerável economia em relação ao asfalto convencional, que demanda mais tempo e trabalho, além do emprego de contingente maior de trabalhadores. A qualidade também é muito boa, já que o local não foi isolado mesmo com tráfego intenso, e, ainda assim, o asfalto não apresentou qualquer rachadura. Tudo indica que ele é o mais apropriado para recuperação de vias públicas”.
Wagner explica que o asfalto ecológico é um produto indicado apenas para remendos asfaltáticos. “Não se trata de pavimentação de vias e, sim, de recuperação de pisos danificados. Pela rapidez e facilidade com que é aplicado, é uma excelente opção para ser utilizada em operações tapa-buracos, que precisam apresentar resultados imediatos”, disse.
Tapa-buracos
Wagner Moura diz que o próximo passo é ampliar a abrangência do contrato que a Prefeitura mantém com a Cursan para que seja possível iniciar a operação tapa-buracos. Segundo Wagner, a Cursan, até o momento, se limitava a recuperar os passeios públicos. “A partir de agora, essa incumbência vai ser estendida também para a manutenção e recuperação de vias e logradouros públicos”, disse.
Para o diretor-presidente da Cursan, José Carlos Ribeiro dos Santos, o uso desse produto possibilita que a implantação da operação seja antecipada. “Podemos assumir essa incumbência imediatamente, uma vez que o número de funcionários de que dispomos pode dar conta também da aplicação do produto. Em muitos casos, até mesmo as equipes que estão atuando na recuperação de calçadas podem, também, promover a recuperação das vias nas imediações, dada a simplicidade da atividade. E, no caso das que atuarão exclusivamente na operação tapa-buracos, as equipes são bastante reduzidas, de um a dois homens, com apoio somente do transporte do material até o local desejado”.
Ele acrescenta que, com o asfalto convencional, o número de trabalhadores envolvidos numa ação de recuperação de vias, necessariamente, teria que ser muito maior, além de necessitar maquinários, que são dispensáveis com o asfalto ecológico.
“Antes de mais nada, para aplicar o asfalto comum, seria preciso isolar a área e desviar o tráfego de veículos. Seria, também, necessário muito mais gente só para aplicar o asfalto, além do uso de caminhão com o produto, que tem que ser mantido aquecido a mais de 150º para ser aplicado, e rolo compressor para compactar o remendo. Depois, precisaria de um certo período para que o trânsito fosse liberado. Esse processo todo leva muito tempo. Da forma que está sendo implantada, a operação se torna muito mais simples, rápida e barata”, explicou José Carlos Ribeiro, que complementou dizendo que a Cursan aguarda apenas o cumprimento das formalidades por parte da SOHASP para dar início à operação – que passa, também, a integrar o programa Cubatão Mais Bela, de recuperação da cidade.