Curiosidades sobre a Cidade de Santos | Boqnews
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Cultura

25 DE JANEIRO DE 2023

Curiosidades sobre a Cidade de Santos

Confira palavras, gírias, expressões e curiosidades típicas de Santos

Por: Da Redação

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A cidade de Santos é recheada de curiosidades e dentre elas estão o jardim da orla da praia que segue com o maior jardim de orla do mundo.

Além disso, temos siglas, bordão e até poetas que se destacaram com o tempo.

A cidade de Santos era popular pelo seu nome antigo como, Enguaguaçu, que na língua Guaianá significa Pilão Grande.

No entanto, depois da região dividida e povoada, Braz Cubas, aflito com a circulação de pessoas e doentes, decidiu construir um hospital, no mesmo modelo das Casas de Misericórdias de Portugal.

Dessa forma, brotava a Santa Casa, que recebeu o nome de “Todos os Santos”.
Esse nome também se deu por ser fundada, possivelmente, no dia 1º de novembro – Dia de Todos os Santos.

Assim, o hospital ficou conhecido e ao longo do tempo, as pessoas foram diminuindo o nome e passou a tornar-se Santos, a Vila de Santos, fundada oficialmente em 1546. Essa foi a história mais coerente e contida como oficial. Portanto, Santos traz esse nome por influência da Santa Casa de Misericórdia, o primeiro hospital do Brasil.

013

O DDD acabou virando um símbolo para os Santistas, portanto o uso do 013, usado nas linhas telefônicas da Baixada Santista, foi abraçado, virando marcas de lojas, tatuagens e até mesmo uma hashtag (jogo da velha) nas redes sociais.

Eu falo tu

O santista tem um linguajar marcante que é o pronome tu, prevalecente nas conversas dos Santistas.
E entre elas estão sempre os questionamentos Tu viu? Tu sabia? Tu vai?
Como fomos colonizados pelos portugueses acabamos influenciados sonoramente pelos, tu vais, tu ficas, tu vens, palavras ouvidas no dia a dia dos santistas de antigamente.

Caipirinha Santista

A história da origem da caipirinha se deu em Santos. Dessa forma, segundo o publicitário já falecido Marco Antônio Batan, explicou em seu livro “Terra da Caipirinha” que o primeiro engenho da cana de açúcar do Brasil teve sua construção no ano de 1530 no Engenho dos Erasmos. Para ser mais preciso, no sopé do Morro da Nova Cintra, inclusive, um local que moram descendentes de açorianos e portugueses da Ilha da Madeira até hoje. Portanto, na metade do século XX, nesse local, havia diversos alambiques e plantação de cana de açúcar.

“O “Morrão produzido no Morro da Nova Cintra, famoso na década de 50, era uma pinga artesanal comparável às melhores de Parati. Entretanto, a cachaça industrializada também vendida em garrafas na região – Três Fazendas, Tatuzinho, Pirassununga, Velho Barreiro, Pitu – era originária da região de Piracicaba e adjacências e, portanto, vinha do interior e era chamada pelos caiçaras da região de cachaça caipira, para diferenciar da pinga artesanal ou morrão que era nobre demais para ser misturada com gelo e limão. Caipirinha foi o nome dado à mistura feita com cachaça do interior, diferenciando-se desde o nome do “Morrão”, que era para ser degustado puro” conta no livro.

Pão de Cará

Tradicional pão de cará foi reconhecido como patrimônio santista em 2022.

Desse modo, o vereador Benedito Furtado, autor da lei, explicou na ocasião a importância da valorização da culinária no Município.

“O Brasil é um país muito rico, precisamos valorizar as comidas típicas de cada local e o cará se encaixa nesse perfil, como um item tipicamente santista”. O nome do pão se deu origem por usar o “cará” (ou inhame) na massa, não usado nos dias de hoje, pois o tubérculo encarece o produto que passou por adaptação.

Meca Santista 

O prato eleito em 25 de outubro de 2005 por um workshop realizado pela Prefeitura na UNISANTOS e o SinHoRes. A receita vencedora foi junção de ingredientes regionais, filé de meca grelhado, risoto de pupunha e farofa de banana. Disso, surgiu a Meca Santista. O responsável pela criação foi o chef e professor de gastronomia Rodrigo Anunciato.

Poetas Santistas

Martins Fontes – Nascido em 1884, médico e culto, o poeta José Martins Fontes foi um personagem marcante nas história da cidade de Santos. Com apenas oito anos de idade, Martins Fontes noticiou seus primeiros versos em um jornal chamado “A Metralha” apontando o início de um grande poeta. Portanto, uma de suas frases que ficou reconhecida na região, e permaneceu sendo repetida por muito tempo foi, “Como é bom ser bom!”

Vicente de Carvalho – Nascido em 1866 na cidade de Santos, foi político, advogado, jornalista e poeta. Aos 16 anos, ele abandonou o seminário e com uma licença especial, ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, concluindo o curso em 1886. No ano anterior havia publicado seu primeiro livro, “Ardentias”, que apresentava características românticas.

Em 1889 foi responsável pela fundação do Diário da Manhã, em Santos. Já em 1896 tornou-se fazendeiro em Franca, onde ficou durante cinco anos. Porém, com a frustração da vida agrícola retornou a Santos, em 1901. Além disso, militou na campanha abolicionista e republicana, adotando ao positivismo. Destinou-se à política, advocacia, jornalismo e aos negócios, como fazendeiro, e à literatura.

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