Deputados eleitos pela Baixada Santista apresentam propostas à região | Boqnews
Foto: Divulgação deputados

Política

17 DE MARÇO DE 2019

Deputados eleitos pela Baixada Santista apresentam propostas à região

Conforme levantamento do jornalista e ex-secretário Finanças de Santos, Rodolfo Amaral, a Baixada Santista perdeu R$ 62 bilhões em repasse entre 2010 e 2018

Por: Felipe Rey

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Após cinco meses do término da eleição, os 94 deputados estaduais tomaram posse na última sexta-feira (15), no plenário Juscelino Kubitschek da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Desse montante, quatro deputados tem base a Baixada Santista: Kenny Mendes (PP), Caio França (PSB), Paulo Correa Jr. (PATRI) e Tenente Coimbra (PSL).

Neste mandato, o PSL e o PT serão os partidos com o maior número de integrantes na bancada estadual.

Cada bancada contará com 15 e 10 parlamentares, respectivamente.

Mobilidade

Com 162.166 votos, o deputado estadual Caio França (PSB) garante que a prioridade será o desenvolvimento regional.

Em especial na área da saúde, mobilidade urbana, moradia e educação.

“O nosso trabalho é pela ampliação dos leitos e do custeio dos hospitais da região. Além de novas unidades dos AMEs”, ressalta.

Na visão da mobilidade, França destaca a necessidade de avanços nas obras.

Para ele, a ligação seca entre Santos-Guarujá e a extensão do VLT para a Área Continental de São Vicente e Litoral Sul são as primeiras pautas a serem discutidas.

Na questão da saúde pública, ele garante que irá batalhar para que os convênios, rescindidos na primeira semana do governo João Doria (PSDB), sejam retomados.

“Ano passado ajudei a intermediar convênios importantes para a saúde. Dentre eles a mudança do Hospital Municipal de São Vicente (antigo CREI) e a ampliação dos leitos do Hospital dos Estivadores”, finaliza.

O deputado acabou sendo um dos mais votados entre os parlamentares do estado de São Paulo. Foto: Arquivo/Boqnews

Saúde em pauta

Na visão do ex-vereador de Santos e eleito deputado estadual com 117.567 mil votos, Kenny Mendes (PP), a saúde e a segurança serão primordiais neste mandato.

“O aumento do efetivo policial precisa ser tratada de forma séria”, afirma.

No entanto, mesmo também estando focado na área da segurança, o parlamentar pretende se debruçar no repasse que será distribuído à saúde a partir de 2020.

Segundo Kenny, a verba que vêm à Baixada Santista está menor do que a esperada.

Vale ressaltar que o orçamento repassado para o litoral paulista ainda será votado ainda em 2019.

Por fim, o deputado relata que já detêm um projeto em relação a saúde e transporte.

“Tenho um projeto que será de um ônibus adaptado que passe em todas as praças de cidades movimentadas para recolher sangue”, acrescenta.

 

Deputado garante que irá se averiguar em relação aos repasses feitos pelo estado. Foto: Arquivo/Boqnews

 

Segundo mandato

Diferente dos outros dois parlamentares, o deputado Paulo Correa JR (PATRI), eleito com 44 mil votos, irá priorizar a descentralização do Porto.

Na visão dele, deveria ocorrer uma administração técnica e não de indicação política vinda de Brasília.

“Seria uma administração que participem o governo do Estado, os municípios de Santos, Cubatão e Guarujá. Além do governo federal”, afirma.

Correa ainda salienta que a ampliação do VLT e a a possibilidade da reativação da ligação entre Cubatão-Santos, por meio de hidrovias, serão uma das pautas discutidas neste mandato.

Em contrapartida, na questão da segurança, o parlamentar indica que pretende analisar os dados da Polícia Militar em relação a Operação Verão Permanente.

“A lei torna o policiamento extra fixo nos finais de semana e em feriados prolongados”, garante o mandatário.

Para ele, ao averiguar o balancete, poderá, portanto, estudar novas medidas a serem tomadas caso haja pontos a serem melhorados.

 

Jovem político

Novato,  o deputado estadual, Tenente Coimbra (PSL), eleito com 24.109 mil votos, já detêm propostas que visam melhorar três áreas. Neste caso, saúde, segurança e transporte.

Na questão de cuidados, Coimbra garante que irá batalhar por um maior reconhecimento para o agente de segurança. Como, por exemplo, melhores salários, estrutura e equipamentos.

“Em grandes centros, com alta circulação de pessoas, instalaremos softwares de reconhecimento facial nas câmeras já existentes. O que vão auxiliar na captura de foragidos”, ressalta.

Na área da saúde, o mandatário já trabalha, em conjunto ao vice-governador, para melhorar o Hospital dos Estivadores.

Além de trabalhar na questão da construção do IML no Estuário, em Santos.

O deputado ainda ressalta que também está cobrando um repasse maior do estado à região.

Tendo em vista que, na visão dele, o corte dos convênios está prejudicando a saúde da Baixada Santista.

“Estamos atuantes reivindicando, junto ao governo do estado, o cumprimento dos acordos de convênios que foram solicitados na gestão anterior”, garante.

Por último, na questão do transporte, ele conta que está participando da Frente Parlamentar de Regulamentação do Transporte Hidroviário por meio do Serviço de Travessia de Balsas do Estado de São Paulo.

“É um problema sério em nossa região e que já estamos batalhando para mudar”, relata.

Ele ainda salienta que, neste mesmo setor, há o projeto do aeroporto que ficará alocado no Guarujá.

E também para os transportes fretados que utilizam o Sistema Anchieta-Imigrantes diariamente.

 

Cadê a verba?

As preocupações com os repasses de dinheiro à Baixada Santista deve ser encarada como meta aos novos parlamentares.

O jornalista e ex-secretário de Finanças de Santos, Rodolfo Amaral, reuniu alguns dados onde disserta sobre o montante que o Governo do Estado não repassa à Baixada Santista.

Segundo ele, entre 2010 e 2018, a região deixou de receber cerca de R$ 62 bilhões em relação ao que teria direito.

“Só na área de saúde foram mais de R$ 4,2 bilhões. A região representa cerca de 4,05% de todos os indicadores do Estado”, disse, mas não tem recebido o mesmo percentual.

No entanto, para Amaral, os parlamentares eleitos deverão acompanhar com rigor a execução orçamentária.

E assim, poderão amenizar este grave problema que é constante há mais de duas décadas.

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