Meio Ambiente

Dragagem de limpeza do Canal de Piaçaguera: VLI inicia cobertura da CAD

Procedimento envolve um time de especialistas e terá duração de cerca de dois meses. Após conclusão, empresa fará acompanhamento permanente do local

11 de agosto de 2020 - 15:36

Da Redação

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A VLI deu início a fase de fechamento da CAD (Célula Subaquática de Disposição) do Canal de Piaçaguera, litoral sul do estado de São Paulo. A iniciativa, que também contribuirá para melhorar a qualidade da água e da pesca artesanal local; consiste em cobrir os resíduos com uma camada de sedimentos marinhos naturais da própria região. A estimativa é de que todo o processo dure cerca de dois meses. O monitoramento regular será mantido com a avaliação da qualidade da água, sedimentos e avifauna.

Essa é mais uma etapa do projeto iniciado em 2016 que resultou na limpeza de cinco quilômetros do Canal de Piaçaguera e na melhoria da navegabilidade no local. A VLI, empresa responsável pelo Terminal Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), fará a cobertura da CAD com sedimentos retirados do canal do Porto de Santos que foram aprovados em estudos e pelos órgãos ambientais. “Trata-se de material comum daquela região e sem qualquer contaminante. Essa cobertura garantirá o confinamento do material com impurezas retiradas do Canal de Piaçaguera e depositadas na célula subaquática”, explica Giuliano Marchiani, gerente-geral de Sustentabilidade VLI.

 Durante o processo, uma tela de contenção, composta de silte, permanecerá no entorno da CAD. Essa proteção foi instalada no início dos trabalhos, em 2016, e serve como barreira para os sedimentos. Em todas as atividades nunca foi identificado qualquer vazamento. 

CAD

O projeto de limpeza do canal começou com a abertura da CAD. Ela é um espaço em área predeterminada para receber os sedimentos do canal marítimo. A estrutura ficará totalmente submersa e tem forma de cone. Esse espaço recebeu 2,8 milhões de m³ e será coberto agora. Desde outubro do ano passado, quando ocorreu a última atividade no local. O assentamento natural está dentro do previsto e os monitoramentos de água, sedimentos, avifauna e pescados não apresentaram alterações provocadas pela atividade de dragagem.

Histórico

Ao longo de décadas, o Canal de Piaçaguera recebeu sedimentos e efluentes com presença de contaminantes por diferentes empresas que operavam na região à época. O material se espalhou ao longo do canal. Nos últimos anos, com base nas diretrizes determinadas pelo processo de licenciamento ambiental, a VLI adotou solução para corrigir o passivo ambiental histórico. A empresa comprometeu-se com a disposição segura e monitoramento desses sedimentos a partir da dragagem para aperfeiçoar a navegabilidade do trecho. 

A CAD ao lado do canal, assim como a dragagem de limpeza, foram procedimentos cuidadosamente estudados e validados por anos. O projeto tem a aprovação e fiscalização da autoridade ambiental, a Cetesb, que acompanha cada etapa de trabalho e recebe relatórios regulares. “Avaliamos três opções. O projeto foi chancelado por especialistas da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e essa foi a alternativa de disposição mais adequada, especialmente, por minimizar o deslocamento do material. O ponto escolhido para a CAD além de próximo, possui uma série de requisitos técnicos. É um local livre da ação de ondas e correntes”, observa Giuliano.

Monitoramento

Um outro benefício importante do projeto consiste em garantir aos órgãos ambientais e à sociedade um regular controle e o monitoramento dos sedimentos, da fauna e da água, por meio de coletas e análises frequentes feitas por laboratórios credenciados sob responsabilidade da VLI, no âmbito da licença ambiental. A companhia mantém um cuidado constante com o tema, tendo como premissa garantir a segurança das pessoas, das comunidades e do meio ambiente. “O processo contribui para a qualidade do meio ambiente, pois o sedimento que estava disperso ao longo de cinco quilômetros do canal passou a ser mantido num local onde ficará confinado. É mais seguro e adequado para o meio ambiente conter o material na CAD, resguardado das correntes naturais”, ressalta o gerente-geral.

Investimentos

A limpeza do Canal de Piaçaguera é um dos exemplos de como a VLI exerce o seu compromisso com a sustentabilidade ao contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região. A empresa investiu R$ 2,7 bilhões na ampliação do Tiplam. O terminal gera 500 empregos diretos e indiretos e, ano a ano, aumenta o escoamento de grãos, açúcar e fertilizantes contribuindo ativamente para a economia brasileira, em especial, o agronegócio. Só em 2019 mais de 10 milhões de toneladas passaram pelo Tiplam.

Além desses aspectos, a companhia já aportou quase R$ 8 milhões, nos últimos anos em iniciativas diversas; como os projetos Nossa Isca para pescadores da Baixada; Fábrica da Comunidade, em Cubatão; projetos estruturantes nas áreas de educação e saúde de Santos e ajuda humanitária para pescadores, caminhoneiros e famílias com estudantes da rede pública no enfrentamento da pandemia.

Projetos estruturantes nas áreas de educação e saúde de Santos: implantação de núcleos tecnológicos e a modernização das bibliotecas de nove escolas do ensino fundamental da rede pública, beneficiando mais de 8 mil estudantes. Pacote de melhorias no sistema de saúde com o consultório oftalmológico móvel, Escola das Mães em três unidades de saúde e modernização de oito policlínicas.

Nossa Isca: fomento à geração de trabalho e renda dos pescadores artesanais da Baixada Santista (Santos, Cubatão, São Vicente e Guarujá) por meio da capacitação para a produção em taques e comercialização de iscas vivas aos praticantes de pesca esportiva.

Apoio no enfrentamento da pandemia: parceria com empresas, prefeituras de Santos e Cubatão para auxílio a milhares de famílias com estudantes da rede pública, doação de kits de higiene e limpeza para pescadores da Baixada.

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