Santos, 475 anos

Em entrevista, Rogério Santos destaca a necessidade de superar desafios

Prefeito de Santos enfatizou pontos importantes para o futuro da cidade

26 de janeiro de 2021 - 09:00

Da Redação

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Ao participar do programa Jornal Enfoque, da  BoqnewsTV, o prefeito santista, Rogério Santos, elencou os desafios de seu mandato e destacou os planos para superar a pandemia, manter a qualidade de vida da Cidade e reduzir as desigualdades sociais.

Rogério Santos participou do Jornal Enfoque/ Foto: Carla Nascimento

Manaus vive uma tragédia. A Secretaria de Saúde de Santos está preparada para abastecer os hospitais com oxigênio?

Todos os contratos foram revistos na transição do governo. A prioridade é que todas as pessoas que necessitam de atendimento tenham as condições aqui em Santos. O coronavírus é uma doença imprevisível. A Secretaria de Saúde garante todos os equipamentos para os hospitais da cidade. Não faltará oxigênio.

Quais providências para um retorno seguro das aulas em Santos?

Eu entendo que o lugar mais seguro para uma criança é dentro da escola. Tenho percorrido, alguns bairros e vejo crianças na esquina se aglomerando sem o uso de máscara, ao mesmo tempo algumas crianças não conseguem acompanhar as aulas, pois não tem internet em casa. Precisamos pensar em igualdade. Estamos seguindo o calendário estadual, com o início das aulas em fevereiro. Em um primeiro momento, os alunos vão precisar ir apenas uma vez na semana para a escola (20%). Nos outros dias, os estudantes poderão fazer a atividade por meio do material didático impresso e também de forma online. A Prefeitura já comprou todos os equipamentos necessários, como álcool gel e máscaras para os professores.

No primeiro momento, as aulas presenciais voltam com 20%, logo poderemos ter 40% ou 60%?

O retorno gradual é fundamental, mas todas as decisões precisam ser pautadas diariamente em razão das decisões do Estado. Este período inicial será híbrido com 20% das aulas de forma presencial, conforme a eficiência e a segurança, nós poderemos avançar.

Quais suas propostas para os moradores mais carentes?

Precisamos retirar as palafitas e isso já começou. No governo anterior, foram removidas mais de 800 pessoas que moravam nessas condições. Elas estão agora em conjuntos habitacionais no São Manoel e no Caneleira. Estamos construindo mais de 1000 unidades habitacionais no Tancredo Neves, em São Vicente. Com isso, vamos diminuir o déficit habitacional, que é grande. Além disso, há o Bom Prato na Vila Gilda, que também contará com uma policlínica, na qual está na fase de planejamento. Em relação aos cortiços, precisamos dar moradias dignas para essas pessoas. Para isso, trabalhamos o ser humano como um todo. As vilas criativas, em parceria com a Unesco, é um exemplo de melhoria.

A população de rua é um desafio nas administrações devido à complexidade deste problema. Quais os projetos efetivos do seu governo para diminuir uma situação tão grave e delicada?

A população de rua é uma questão social, um drama em âmbito nacional, agravado ainda mais com a pandemia. Nós estamos investindo com a abertura de novos equipamentos. Hoje, Santos concentra 50% das vagas da Baixada Santista para pessoas em situação de rua. Vamos ampliar na quantidade, qualidade e parcerias. Será dado o total suporte para os profissionais da saúde e de assistência social na questão deste atendimento aos moradores de rua.

O Emissário está fechado desde julho do ano passado por uma questão judicial, já que a empresa responsável pela obra tinha como objetivo uma contrapartida na Área Continental. Quais são as tratativas para as obras serem retomadas efetivamente?

O Emissário é um lugar maravilhoso na cidade de Santos. Teremos no local um dos parques mais modernos no Brasil com a instalação de equipamentos para cinco modalidades olímpicas. Já era para estar pronto, a gente entende as questões jurídicas, mas independente da questão jurídica, a Prefeitura vai realizar as obras. Eu já dei a autorização para que os profissionais da Secretaria de Obras revisem todos os projetos. A área é importante para Santos, assim como a Lagoa da Saudade, que foi revitalizada e é um novo atrativo turístico nos morros.

Santos completa 475 anos. O que o sr espera do município para esta nova década?

Eu espero uma cidade ainda mais solidária, isso é uma característica de Santos e com essa solidariedade de forma sustentável conseguiremos vencer os desafios. Neste momento, o desafio é a pandemia da Covid-19. É preciso vencer este problema na questão da saúde e da economia. Para isso, o melhor remédio se chama solidariedade, empatia e prevenção. Assim, venceremos esta etapa de início da nova década.

Qual legado o senhor espera deixar quando sair do cargo de prefeito?

Que a gente faça a qualidade de vida ser sempre o maior patrimônio do santista, com emprego qualificado aos jovens, oportunidades aos pais e mães de família para que tenham a garantia de dignidade. Que Santos seja a cidade com igualdade social. Temos uma boa qualidade de vida, mas ainda temos desigualdades em algumas regiões da Cidade.

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