Embarque de graneis sólidos gera impactos socioambientais | Boqnews
Embarque de graneis sólidos gera impactos socioambientais

No meio do caminho, havia uma pedra, já dizia o saudoso escritor e poeta Carlos Drummond de Andrade. Se a inspiração do pensador fosse referência no bairro da Ponta da Praia nos dias atuais, a movimentação de grãos junto aos gargalos rodoviários dariam lugar as pedras.

Analogias à parte, a operação de grãos é uma das maiores causadoras de impactos socioambientais. Quem sofre diretamente são os moradores deste bairro e de outros próximos, como é o caso da Aparecida, Macuco e Estuário. A estimativa é de que 90 mil santistas sejam os mais atingidos por conta da poluição e de problemas de saúde ocasionados pelo corredor de exportação de granéis sólidos. E para esse ano, a expectativa do IBGE é de que a safra agrícola aumente 3% em relação ao ano passado. 

Ao mesmo tempo, a exportação de commodities é um dos grandes carros-chefe do Brasil - para Santos, que representa 25% da balança comercial do País, a relevância é ainda maior. "Existem dois pontos a se considerar. O primeiro deles é que o Brasil tem a tecnologia mais avançada em agronegócio. Por consequência, temos uma produção em grande escala, seja de soja, trigo, milho, entre outras matérias-primas, por um menor preço", explica o engenheiro especialista em Logística, Renato Pavan.

"Outro contexto são os países asiáticos que importam nossos grãos. A China, por exemplo, se encontra num processo de êxodo rural importante, que afeta indiretamente nossa exportação, já que a população migra para a cidade e passa a produzir menos produtos agrícolas".

Solução
Em dezembro passado, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa decretou lei municipal que proíbe novos terminais de grãos na Ponta da Praia. A lei mudava, até então, o regramento de uso e ocupação do solo. Mas em meados de janeiro de 2014, a União derrubou por liminar a legislação do município.

"Apresentamos oito alternativas para o Governo Federal. Em nenhum momento queremos mudar o tipo de atividade dos terminais. A intenção é transferir essas atividades para outras localidades da cidade, com o objetivo de reduzir impactos logísticos e ambientais. Infelizmente, ainda não foi sustentável", afirma o secretário de Assuntos Portuários, Eduardo Lopes. Uma das premissas seria a utilização da Área Continental de Santos para esses terminais específicos. 

Quanto à logística, Pavan acredita que, mesmo com o aumento da safra, a logística deve melhorar. "Antigamente, somente o porto de Paranaguá exigia o agendamento. Isso significa que muitos caminhões passaram a vir para Santos, onde não exigia o documento. O caos se agravou neste ponto. A médio prazo, essa nova exigência vai se consolidar bem em Santos".

Errata
Na edição 981, página 6, na matéria Novos investimentos, diferente do que foi publicado, o projeto BTP - Brasil Terminal Potuário foi implantado na área do que historicamente foi um depósito de lixo portuário. Foram pelo menos seis anos, período em que se fez a remediação da área com tratamento de solo e a construção do terminal. Quanto aos recursos investidos, foram R$ 2 bilhões e não R$ 250 milhões. 
14 de fevereiro de 2014

Embarque de graneis sólidos gera impactos socioambientais

No meio do caminho, havia uma pedra, já dizia o saudoso escritor e poeta Carlos Drummond de Andrade. Se a inspiração do pensador fosse referência no bairro da Ponta da Praia nos dias atuais, a movimentação de grãos junto aos gargalos rodoviários dariam lugar as pedras.
Analogias à parte, a operação de grãos é uma das maiores causadoras de impactos socioambientais. Quem sofre diretamente são os moradores deste bairro e de outros próximos, como é o caso da Aparecida, Macuco e Estuário. A estimativa é de que 90 mil santistas sejam os mais atingidos por conta da poluição e de problemas de saúde ocasionados pelo corredor de exportação de granéis sólidos. E para esse ano, a expectativa do IBGE é de que a safra agrícola aumente 3% em relação ao ano passado. 
Ao mesmo tempo, a exportação de commodities é um dos grandes carros-chefe do Brasil – para Santos, que representa 25% da balança comercial do País, a relevância é ainda maior. “Existem dois pontos a se considerar. O primeiro deles é que o Brasil tem a tecnologia mais avançada em agronegócio. Por consequência, temos uma produção em grande escala, seja de soja, trigo, milho, entre outras matérias-primas, por um menor preço”, explica o engenheiro especialista em Logística, Renato Pavan.
“Outro contexto são os países asiáticos que importam nossos grãos. A China, por exemplo, se encontra num processo de êxodo rural importante, que afeta indiretamente nossa exportação, já que a população migra para a cidade e passa a produzir menos produtos agrícolas”.
Solução
Em dezembro passado, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa decretou lei municipal que proíbe novos terminais de grãos na Ponta da Praia. A lei mudava, até então, o regramento de uso e ocupação do solo. Mas em meados de janeiro de 2014, a União derrubou por liminar a legislação do município.
“Apresentamos oito alternativas para o Governo Federal. Em nenhum momento queremos mudar o tipo de atividade dos terminais. A intenção é transferir essas atividades para outras localidades da cidade, com o objetivo de reduzir impactos logísticos e ambientais. Infelizmente, ainda não foi sustentável”, afirma o secretário de Assuntos Portuários, Eduardo Lopes. Uma das premissas seria a utilização da Área Continental de Santos para esses terminais específicos. 
Quanto à logística, Pavan acredita que, mesmo com o aumento da safra, a logística deve melhorar. “Antigamente, somente o porto de Paranaguá exigia o agendamento. Isso significa que muitos caminhões passaram a vir para Santos, onde não exigia o documento. O caos se agravou neste ponto. A médio prazo, essa nova exigência vai se consolidar bem em Santos”.
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Na edição 981, página 6, na matéria Novos investimentos, diferente do que foi publicado, o projeto BTP – Brasil Terminal Potuário foi implantado na área do que historicamente foi um depósito de lixo portuário. Foram pelo menos seis anos, período em que se fez a remediação da área com tratamento de solo e a construção do terminal. Quanto aos recursos investidos, foram R$ 2 bilhões e não R$ 250 milhões. 
Da Redação
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