Empresas e caminhoneiros reclamam das paralisações | Boqnews
Empresas e caminhoneiros reclamam das paralisações
Foto: Divulgação
10 de abril de 2015

Empresas e caminhoneiros reclamam das paralisações

Após todas as chamas serem extintas no incêndio que atingiu tanques do terminal Ultracargo, na Alemoa, resta a contabilização dos prejuízos econômicos e ambientais causados pelo maior incêndio em área industrial da história do País.

Desde quinta (2), quando começou o primeiro foco de incêndio em um dos tanques da Ultracargo, 45 empresas do Polo Industrial da Alemoa, onde trabalham cerca de 3.500 colaboradores deixaram as atividades em razão do episódio. Estimam-se que outros 10.500 trabalhadores que prestam serviços às empresas do local também interromperam suas atividades.

A Brasil Terminal Portuário (BTP), um dos principais terminais movimentadores de contêineres, foi a mais prejudicada pela situação, por ser vizinha ao terminal da Ultracargo. Foram suspendidas as operações para recebimento e entrega de contêineres pelos caminhões e um dos berços foi dedicado às embarcações de apoio ao combate às chamas.

Bloqueios
Por questão de segurança, o gabinete de crise determinou o bloqueio do acesso pela margem direita da Rodovia Anchieta, no acesso ao Porto de Santos desde a zero hora da última segunda-feira (6). Até o fechamento desta edição, a Codesp estima que entre 12 a 18 mil caminhões estejam represados nas estradas rumo ao cais. Nos próximos dias, ocorrerão agendamentos. A expectativa da Codesp é que o fluxo seja normalizado dentro de 3 a 4 dias.

Durante o período de fechamento, caminhões que saíram de seus destinos antes do anúncio feito pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e os que possuíam cargas perecíveis e medicamentos foram autorizados a descer durante as madrugadas em comboios com um limite de até 800 veículos.

Com a medida, cerca de 5 mil caminhões foram afetados diariamente. Um cálculo feito pelo Sindicato do Transporte de Cargas de SP diz que o prejuízo médio foi de R$ 500,00 por dia para cada caminhão, totalizando R$ 2,5 milhões diários, ou cerca de R$ 12,5 milhões durante a paralisação (de segunda a sexta).

E o prejuízo não para por aqui: a localização da triagem dos caminhões ocorreu no km 39 em direção ao litoral, oito quilômetros depois da praça de pedágio. Assim, os caminhoneiros que desceram à região foram obrigados a pagar pelas tarifas, cujos valores variam de R$ 66,00 a R$ 132,00, dependendo da quantidade de eixos do caminhão para serem parados logo adiante e informados que precisariam retornar, caso o destino fosse o Porto de Santos.

O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira está convocando todos os caminhoneiros que se sentiram lesados com a paralisação do porto santista, proveniente do incêndio na Alemoa, para entrar com uma ação conjunta contra a Ultracargo.

Além disso, houve também o bloqueio de trechos de atracação de navios no Porto. Segundo o consultor portuário Sérgio Aquino, o custo de demurrage (multa por inoperação) custa uma média de U$ 40 mil/navio/dia (R$ 128 mil). Estimativas do setor apontam que os prejuízos acumulados chegam a R$ 6 milhões. Um anúncio oficial do prejuízo total deve ser divulgado nos próximos dias.

Movimentação afetada
O presidente da Associação de Melhoramentos da Alemoa (AMA), João Menano, mostra-se preocupado com os prejuízos que as empresas do distrito sofreram pela interrupção das atividades em razão do incêndio. Sem contar no reflexo na arrecadação de impostos que deixaram de ser gerados pelos serviços suspensos.

A falta de rotas alternativas também preocupa Menano. “Há a necessidade de aprofundarmos a discussão de termos rotas alternativa de entrada e saída do bairro”, enfatiza. O motivo é claro: o único acesso é pelo viaduto que cruza a Via Anchieta em direção ao cais. Em razão do incêndio, a logística de movimentação de veículos acabou sendo prejudicada, provocando os transtornos e, é claro, prejuízos em cadeia.

Com as vias de acesso ao porto paralisadas, os caminhoneiros foram as maiores vítimas. Cleiton Santos, de 37 anos, afirma que o incêndio prejudicou sua rotina. “Se eu não trabalhar, eu não ganho. Tenho contas para pagar, bate um desespero em mim e nos meus colegas”.

Francisco Canindé, de 45 anos, conta que não pôde fazer seu trabalho e que espera a normalização o quanto antes. “Estou há uma semana parado. Ser caminhoneiro já estava ruim pela situação do País, agora com esse incêndio só atrasou a nossa vida. Temos que correr atrás do prejuízo”.

Da Redação
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