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Livros ao acesso de todos.  A união das bibliotecas Alberto de Souza, Cândido Portinari e da Sociedade Humanitária de Santos,…

31 de março de 2008 - 11:08

Da Redação

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Livros ao acesso de todos.  A união das bibliotecas Alberto de Souza, Cândido Portinari e da Sociedade Humanitária de Santos, realizada no início de fevereiro, formou um dos principais setores de pesquisas bibliográficas da região, totalizando mais de 50 mil diferentes títulos e com algumas obras consideradas raras. Hoje, as três estão divididas em diferentes espaços na Sociedade Humanitária, localizada à Praça José Bonifácio, 59, no Centro.
Além de integrar os acervos, o local deu mais conforto para quem pesquisa um livro. “O atual local (antes a biblioteca ficava à Rua Amador Bueno) possibilita melhores condições ao público. Hoje, existe rampa de acesso para facilitar os cadeirantes, há piso tátil e está bem adaptado para qualquer pessoa entrar e escolher um livro para ler”, afirma o coordenador das bibliotecas de Santos, Jamir Lopes.
Estão à disposição dos usuários ainda computadores para serem utilizados para pesquisas pela Internet, e fotocópias – serviço pago – para a necessidade de reproduzir algum trecho de obra.
A medida ajudará a permitir maior contato e cuidado ao acervo da biblioteca da Sociedade Humanitária. “Além de dar condições melhores, a mudança teve como objetivo revitalizar a biblioteca deles e integrar as demais existentes no mesmo prédio. É um acervo bem antigo e uma referência na Cidade, utilizado por quem faz algum tipo de pesquisa”, afirma Lopes.
As bibliotecas são divididas da seguinte forma: Alberto Souza possui 31 mil títulos e é direcionada para quem gosta de literatura de uma forma geral ou está fazendo alguma pesquisa para o Ensino Médio; a biblioteca Cândido Portinari, com 8 mil títulos, é a maior da Cidade em referência de Artes, com obras sobre teatro, cinema, vídeo, grandes artistas e demais temas. A da Sociedade Humanitária tem um público voltado a pesquisadores sobre assuntos diversos, em razão do volume de livros raros. 
Desde 1871
A mais antiga é a biblioteca da Sociedade Humanitária dos Empregados do Comércio de Santos, construída e colocada à disposição quando da fundação da entidade, em 1871, como as edições da revista Santos Comercial. Desde sua origem, é mantida por grandes doações. Em seu acervo, encontram-se livros raros, geralmente de edições mais antigas. É comum, por exemplo, o leitor encontrar livros do início da década de 20 do século passado e até antes em boas condições de manuseio.
Frequentada por um público mais específico de universitários e historiadores, a biblioteca concentra muitos livros em sua língua original, como francês, inglês e espanhol. Na sessão dedicada à região, uma série de estudos e levantamentos sobre a Cidade, Baixada Santista e personagens históricos, como os discursos no parlamento proferidos por José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, datados de 1880. 
Uma curiosidade para os amantes de livrarias é o formato de distribuição dos livros pelo espaço. Cada obra tem uma referência que representa o número da estante, a prateleira onde se encontra e a sua localização. Apesar das mudanças no mundo dos livros, foi mantida a forma de distribuição das obras.
 Na biblioteca é possível encontrar ainda Os Lusíadas, de Camões, numa versão rara, e a máquina de escrever do poeta santista Martins Fontes, além  de livros escritos por ele. Parte da biblioteca é formada por obras doadas por seu pai antes de falecer. Somente na Humanitária estão guardados 12 mil 500 títulos.
Além das opções de clássicos da literatura e da pesquisa sobre obras-primas, as salas possuem à disposição uma parte para os periódicos. Lá estão os jornais do dia os semanais e as principais  revistas nacionais.
O horário de funcionamento das bibliotecas Alberto Sousa e Cândido Portinari é de segunda a sexta das 8 às 18 horas e aos sábados das 8 às 14 horas. Já a da Sociedade Humanitária está aberta  somente de segunda a sexta das 8 às 18 horas.  

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