O estado de São Paulo apresentou redução nos principais indicadores criminais no primeiro bimestre de 2026. Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública, os roubos em geral atingiram o menor patamar da série histórica, iniciada em 2001, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Entre janeiro e fevereiro deste ano, os roubos em geral caíram 21,4%. O número de ocorrências passou de 30.180 para 23.719 registros — uma redução de 6.461 casos. Trata-se do menor índice registrado em 26 anos. Somente em fevereiro, o índice reduziu 18,4%, passando de 14.208 para 11.591.
Já os furtos em geral apresentaram queda de 6,9% no mesmo período.
Portanto, as ocorrências passaram de 93.008 para 86.567, o que representa uma diminuição de 6.441 casos. No mês, foram de 44.982 para 42.341 (-5,8%).
Dessa maneira, os resultados reforçam a tendência de redução dos crimes patrimoniais no estado, com impacto direto na segurança da população.
“A redução dos roubos e furtos no estado é resultado do trabalho contínuo das Polícias Civil e Militar, com investimento em inteligência, tecnologia e presença operacional. Seguiremos firmes no enfrentamento à criminalidade, com foco na prevenção e na proteção da população paulista”, disse o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Estratégia, investigação e presença nas ruas
Para o comandante geral da Polícia Militar, coronel José Augusto Coutinho, a redução dos roubos e furtos em São Paulo reflete a atuação estratégica das equipes nas ruas, baseada em planejamento operacional orientado por dados. Segundo o oficial, a corporação utiliza sistemas de análise criminal para mapear áreas de maior incidência, as chamadas “manchas criminais”, identificando padrões de horário, dias da semana e dinâmica dos delitos, o que permite o desencadeamento de operações direcionadas e de caráter cirúrgico.
“Esse modelo de policiamento inteligente integra o emprego qualificado do efetivo, o uso intensivo de tecnologia e o reforço de recursos materiais, ampliando a capacidade de prevenção e repressão”, afirma Coutinho.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, seja na capital, na região metropolitana, no litoral ou no interior, as ações conjuntas incluem a desarticulação de quadrilhas, prisões em flagrante, recaptura de foragidos e enfrentamento ao tráfico de drogas, frequentemente associado aos crimes patrimoniais.
“Trata-se de uma estratégia sustentada por bases analíticas consistentes, que potencializa a eficiência das operações e contribui diretamente para a redução dos indicadores criminais no estado, em parceria com a Militar e outros órgãos”, enfatiza Dian.