Estudantes de Medicina levam atendimento às comunidades ribeirinhas
Um grupo de estudantes de Medicina da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) integram o Projeto Barco Solidário, vinculado à própria instituição desde o começo de 2018, com o objetivo de prestar atendimento médico voluntário às comunidades ribeirinhas e indígenas da Amazônia, região Norte do País.
No total, participam 22 voluntários. Em 2019, as equipes viajam nos meses de março e maio para assistir às comunidades.
Somente neste ano, os estudantes da Unimes totalizaram 1000 atendimentos médicos e odontológicos nas regiões do Alto do Manaquiri e Autazes.
Entre as atividades das equipes, além do atendimento médico e odontológico, constam palestras educativas para comunidades, visitas domiciliares e apoio às escolas das regiões.
“Penso que os alunos evoluem muito, especialmente no tratamento com o paciente. A realidade é bem diferente, muitas pessoas não têm acesso adequado aos atendimentos mais básicos de saúde, por isso, também recrutamos alguns estudantes de Odontologia para irem juntos”, contou o coordenador do curso de Medicina, Dr. Cláudio França, preceptor da equipe Barco Solidário da Unimes.

Estudantes arrecadam medicamentos para reabastecer a farmácia e para poderem realizar doações (Foto: Reprodução / Facebook)
Experiência
Maria Cecília Biasi Cruz, de 21 anos, é uma das estudantes engajadas no projeto, em que participa desde 2017.
Ela, que cursa o 8º semestre de Medicina, explica que sempre esteve envolvida em causas sociais desde a infância.
“Brincava com crianças de orfanatos de Santo André, onde morava, e fui de grupos de responsabilidade social na escola”, contou.
“Não tenho palavras pra descrever o quão gratificante é a sensação de fazer o bem ao próximo. Tentamos mostrar a partir do projeto que o cuidar, muitas vezes, é mais importante que só medicalizar”, explicou.
“Mesmo em situações precárias, nas quais não temos maca para deixar o paciente, ou saneamento básico, conseguimos resultados muito satisfatórios somente com o cuidado de olhar e mostrar que estamos lá por eles”, completou a estudante.
Para poder prestar o atendimento, a equipe aluga um barco que funciona como um ‘hospital itinerante’.
Dentro, ficam dispostos medicamentos, materiais e outras indumentárias para o atendimento nas regiões de difícil acesso logístico.
Os estudantes arrecadam a verba por meio de bazares solidários, eventos e financiamento coletivo (crowdfunding). Quem quiser contribuir, pode acessar o site