A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) anunciou nesta sexta-feira (6) a liberação de R$ 9,4 milhões para a elaboração do Plano Regional de Macrodrenagem da Baixada Santista (PRMBS). O anúncio ocorreu durante a 262ª reunião ordinária do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), realizada em São Vicente.
O contrato firmado com a Agência Metropolitana da Baixada Santista (AGEM) garante os recursos por meio do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). O plano vai atender nove municípios da região e beneficiar cerca de 2 milhões de moradores.
A iniciativa busca integrar o planejamento de drenagem urbana para reduzir alagamentos e inundações, problemas históricos da Baixada Santista. A região enfrenta desafios agravados pela urbanização intensa, influência das marés e aumento de eventos climáticos extremos.
Segundo a secretária da Semil, Natália Resende, o plano vai permitir uma atuação preventiva e mais eficiente. “O Plano Regional de Macrodrenagem reduz alagamentos, protege a população e orienta investimentos com foco nas áreas de maior risco”, afirmou. Ela destacou ainda que o documento amplia a cooperação entre os municípios e contribui para soluções sustentáveis e alinhadas à adaptação às mudanças climáticas.
O PRMBS vai servir como base técnica para medidas preventivas e corretivas, priorizar áreas vulneráveis e incorporar Soluções Baseadas na Natureza (SBN). O plano também vai apoiar políticas ambientais municipais e promover a integração entre os planos locais de drenagem. A execução do projeto terá duração de 24 meses.
Investimentos em canais e monitoramento hídrico
Durante a agenda em São Vicente, Natália Resende acompanhou as obras de desassoreamento dos canais Alcides e Penedo, realizadas no terceiro ciclo do programa Rios Vivos, da SP Águas. As intervenções buscam melhorar o escoamento da água, reduzir alagamentos e preparar os canais para futuras obras de modernização da drenagem urbana. O investimento chega a R$ 3,3 milhões.
Moradora da região há 20 anos, Silvana Costa Araújo relatou os impactos das enchentes no dia a dia. “Quando o canal transborda, a água entra nas casas, as pessoas não conseguem circular e as crianças não vão à escola. A obra ajuda, mas a conscientização também é importante”, disse.
Outros projetos financiados pelo Fehidro seguem em andamento na Baixada Santista. Com investimento de R$ 12,7 milhões, os municípios recebem obras de drenagem, ações de monitoramento hídrico e sistemas de emergência voltados à resiliência climática.
As cidades de Bertioga, Itanhaém, Mongaguá e Praia Grande receberam R$ 8,4 milhões para obras de drenagem. A SP Águas investe R$ 4 milhões em novos radares meteorológicos de alta precisão e R$ 233 mil na modernização da rede de monitoramento hidrológico da região.
Desde 2023, os recursos do Fehidro somam mais de R$ 37 milhões em projetos de drenagem para oito municípios da Baixada Santista: Bertioga, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.
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