Mobilidade

Filas em horários de pico viram rotina na travessia entre Santos e Guarujá

Pelo menos até meados do segundo semestre, usuários vão conviver com apenas cinco embarcações em circulação na travessia entre Santos e Guarujá, provocando filas nos horários de pico.

23 de abril de 2019 - 17:48

Da Redação

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Travessia de balsas entre Guarujá e Santos

 

Usuários do sistema de travessia de balsas entre Santos e Guarujá (e vice-versa) precisam cada vez mais conviver com a demora para atravessar o canal do estuário.

Especialmente nos horários de pico, que vão das 6h30 às 9h30 e das 16h30 às 20 horas.

Sem contar as adversidades das condições climáticas. Hoje (23), por exemplo, a força da maré reduz a velocidade das embarcações, provocando mais filas.

Na tarde desta terça, cinco embarcações operam, com capacidade para transportar 450 veículos por hora.

A espera era de 45 minutos (até chegar ao bolsão de embarque) do lado de Santos e de 30 minutos  do lado de Guarujá. (exatamente às 17h50).

São cinco balsas em operação – fato que irá se prolongar ao longo do mês de maio. E dos próximos.

Isso porque uma embarcação sempre precisa estar à disposição para vistoria pela Marinha, de forma a garantir segurança aos usuários.

A fiscalização ocorre três vezes por semana, provocando também impacto na operação da travessia

O ideal, reconhece o presidente da companhia, Milton Roberto Persoli, seriam sete embarcações e uma de reserva.

O esclarecimento foi feito durante encontro realizado no dia 10 de abril entre vereadores de Santos e a diretoria da empresa, a pedido do deputado Paulo Côrrea Jr.

 

Travessia entre Santos e Guarujá cresce nos horários de pico. Fotos: Divulgação/Dersa

Situação sofrível

Não bastasse, a atual situação das embarcações encontrada pela nova diretoria da Dersa era sofrível.

“Tivemos que comprar 30 motores novos e retificamos mais 30”, explica Mauro Szwaragun, da Divisão de Planejamento Operacional e Controle.

Ele salienta que a nova diretoria está empenhada em agilizar a travessia e, assim, diminuir as filas nas balsas.

Szwaragun acredita que a partir de meados de outubro e novembro a situação comece a ter um panorama mais favorável com a recuperação de embarcações.

“Nossa meta é que todo o parque de embarcações esteja em operação até o início da temporada da primavera/verão”, salienta.

Mas reconhece que será um desafio.

Isso porque, o alto volume de transporte de motos e bicicletas acaba afetando o transporte dos veículos.

Das cinco embarcações em operação nos próximos meses, apenas três acabam sendo destinadas ao transporte dos carros.

As outras duas transportam, nos horários de picos, apenas motos e bicicletas. Estas últimas não pagam.

No encontro realizado no último dia 10, o diretor de operações da Dersa João Luiz Lopes reconheceu que algo que precisa ser feito, pois os ciclistas embarcam junto com os carros e alguns se sentem no direito de atravessar a qualquer momento, atrapalhando o fluxo.

Uma das sugestões é que seja criado um embarque específico aos ciclistas, com tempo médio, por exemplo, de 20 em 20 minutos.

Segundo o diretor, isso resolveria parte do problema das filas constantes.

No entanto, nada está definido.

 

Mais câmeras

Para facilitar os usuários, a Dersa implantou no seu site mais câmeras de acesso, onde os internautas podem acompanhar novos ângulos de como está o sistema de travessias em tempo real.

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