Porto de Santos

Navio de bandeira de Hong Kong encerra as atracações na Libra Terminais

Navio Cosco Shipping Volga, de Hong Kong, encerra as atividades na Libra Terminais, em Santos. Futuro da área está indefinido.

26 de abril de 2019 - 19:07

Da Redação

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Cosco Shipping Volga é o último navio a atracar no terminal da Libra neste sábado (27), cujas operações deixarão de ser realizadas no local. Cerca de mil funcionários vivem o dilema sobre o futuro dos seus empregos. Foto: Divulgação

 

Com a atracação do navio Cosco Shipping Volga, previsto para sábado (27), às 19 horas, a Libra Terminais encerra suas atividades no Porto de Santos.

Pelo menos em relação à movimentação de contêineres e cargas.

A embarcação é de bandeira de Hong Kong e mede quase 300 metros de comprimento por 48,2 metros de largura.

Apesar do contrato com a administradora portuária se encerrar em apenas maio do próximo ano, o fim contratual entre a armadora e a Libra antecipou a interrupção das atividades.

A armadora passará a operar na DP World (ex-Embraport).

Assim, até lá, o terminal deverá se ocupar apenas da guarda de contêineres durante o período contratual restante.

Portanto, salvo  novos fatos ocorrerem.

A Codesp aguarda uma posição oficial para verificar as alternativas disponíveis.

Desta forma, a Libra vai iniciar seu processo de demissões dos quase mil funcionários de forma gradual.

Diante do impasse, tudo poderá ocorrer.

 

Situação

Assim, em nota, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) afirmou que, em 2018, a Libra respondeu por 12,6% do total de contêineres movimentados no cais santista.

Isso é equivalente a quase 327 mil unidades.

Portanto, questionada sobre o fato de que a Libra foi condenada a pagar a dívida com a Codesp de cerca de R$ 2 bilhões, a autoridade portuária informou, por meio de sua assessoria, que em outubro deste ano será definida as condições e prazos de pagamento.

“O prazo a ser estipulado não poderá ser inferior a 180 dias nem superior a 5 anos”, afirma.

A nova destinação da área será definida pela Autoridade Portuária de Santos, Secretaria Nacional de Portos e a Antaq.

Assim, eles aguardam definição para saber se o término do contrato será antecipado  ou se apenas ocorrerá a suspensão dos atendimentos às embarcações.

A partir daí, serão adotadas a medidas cabíveis para a cessão a outras operadoras.

Por sua vez, segundo a estatal, há interesse de empresas para a assinatura de contratos de transição.

Desta forma, trata-se de instrumento válido por até seis meses e utilizados para que a área não fique inoperante até que o novo arrendatário, a ser definido em leilão, assuma a área.

Conforme a estatal, existe também interesse de empresas produtoras de papel e celulose em utilizar o terminal para escoar aproximadamente 7 milhões de toneladas por ano.

 

Libra Terminais anunciou o encerramento das atividades até o final deste mês, o que provocará cerca de mil demissões. Foto: Nando Santos

Novos horizontes

Desta forma, um experiente profissional da área portuária não acredita que a área ocupada hoje pela Libra seja destinada para uma empresa semelhante.

Ou seja, que também irá operar contêineres, segmento que mais emprega trabalhadores portuários.

Assim, ele aposta que a área deverá gerar interesse especialmente de empresas do setor de papel e celulose (a Fibria é vizinha à Libra) ou de terminais de grãos (hoje três operadoras atuam no setor no trecho em direção ao bairro da Ponta da Praia).

No entanto, a geração de empregos é bem menor, variando de 4 a 5 vezes menos que em um terminal de carga conteinerizada.

Relembre detalhes da Reportagem sobre o fim das atividades da empresa neste link do Boqnews .

 

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