Conhecer bem aqueles que querem administrar a cidade nos próximos anos é um ponto importante na hora de escolher em quem votar para prefeito ou vereador nas próximas eleições.
De acordo com a legislação eleitoral, é obrigação daqueles que se colocam à disposição do eleitorado, entre outras coisas, entregar, antes do pleito, uma completa declaração de bens. Antes, ter acesso a essas informações era uma Missão Impossível, já que os atores públicos não gostavam de ver a vida exposta e os dados ficavam centralizados nos Cartórios Eleitorais.
Mas, após uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a partir das eleições de 2006, foi implantado um sistema chamado Candex. Por meio dele, o órgão pode colher, digitalmente, todas as declarações e publicá-las na internet.
O Boqnews fez uma análise das declarações de bens dos nove candidatos à Prefeitura de Santos neste ano. Foi possível detalhar e observar aqueles que progrediram e os que regrediram de 2006 até os dias de hoje (ou quatro eleições depois, duas municipais e duas nacionais).
Valores – Somados, os bens de todos os candidatos em 2012 chegam à marca de R$ 12,7 milhões. Entram na declaração imóveis, automóveis, contas bancárias, rendas fixas, cotas de investimento, aplicações e investimentos, ações, joias. (Veja os detalhes das declarações no quadro ao lado).
O candidato “mais abastado” das eleições santistas é Beto Mansur (PP). O deputado federal possui, atualmente, R$ 8,3 milhões em bens. Comparando com os últimos documentos apresentados ao TSE, há uma variação nas declarações. Ou seja, nos últimos dois anos, Mansur perdeu quase R$ 8 milhões em seu patrimônio oficialmente declarado.
Ao se fazer a comparação, é possível verificar que, entre 2010 e 2012, não consta uma fazenda que ele possuía em Goiás, além de cabeças de gado, sacas de soja e de feijão. Além disso, cotas de emissoras de rádio e TV da família (VTV) que estavam em seu nome não foram registradas nesta última entrega.
Sérgio Aquino (PMDB) aparece na segunda colocação, com bens avaliados em R$ 1,6 milhões. Empresário, ele foi secretário Municipal de Assuntos Portuários e Marítimos entre agosto de 2005 e maio de 2012. Como esta é a primeira eleição que participa, não há dados anteriores disponíveis no site do TSE. As declarações feitas por ele e publicadas – também por força da lei – no Diário Oficial do Município só constam a relação de bens, não os valores.
A terceira posição é de José Antônio Marques de Almeida, o Jama (PRTB). Ele declarou R$ 1,3 milhões. Nos últimos anos, teve uma evolução de aproximadamente R$ 500 mil em seu pertences. Em quarto lugar surge o deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), que também apresenta uma curva descendente nos bens. Mas, entre a primeira eleição que participou, em 2006 e essa, acumulou mais de R$ 400 mil.
Em seguida vem o ex-secretário Municipal de Meio Ambiente, Fábio Nunes, o professor Fabião, do PSB. Levando em consideração as três últimas eleições em que esteve presente, o candidato mostra uma variação nos valores acima da casa dos R$ 300 mil. A única candidata que participou de todos os últimos quatro pleitos foi a petista Telma de Souza. As suas declarações têm se mantido sem grandes variações.
Eneida Koury, do PSOL, apresentou uma evolução de R$ 20 mil no comparativo entre o declarado no pleito de 2008, quando também tentou ser prefeita de Santos. Nelson Rodrigues (PSL) também apresenta uma pequena evolução entre o último pleito municipal, quando tentou uma vaga na Câmara pelo PMN e o atual. Por último, o “menos abastado” é Luiz Xavier, do PSTU. O candidato alegou não possuir bens.
Em um comparativo com o País, o candidato mais rico do pleito deste ano é Mauro Mendes, empresário do ramo de metalurgia do PSB. Ele é ex-presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso e é candidato à Prefeitura de Cuiabá. Seu patrimônio declarado é de 116,8 milhões. Já na Capital, São Paulo, o pleiteante com a maior declaração é Gabriel Chalita (PMDB), que possui R$ 11,5 milhões.