É impossível encontrar um ângulo da Cidade que não tenha empreendimentos imobiliários em construção. A verticalização continua em ritmo acelerado em quase todos os bairros. De acordo com o corretor e diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Carlos Ferreira, para 2013 já estão planejados mais 114 empreendimentos acima de cinco pavimentos na Cidade.
Esta verticalização e valorização dos imóveis puderam ser percebidas não só em Santos (neste caso impulsionado principalmente com a vinda da Petrobras para a área do Valongo) como também no País. Para se ter ideia, em 2009, a alta no valor das casas e apartamentos no País foi de 22%, a terceira maior do mundo e, em 2010, a valorização chegou a 25%. Em 2011, o Brasil encerrou o ano com a segunda maior valorização de imóveis no mundo, um aumento real de 19,79% nos preços.
Se a população continua vendo as torres sendo erguidas, os preços do metro quadrado (um dos mais caros do País), porém, já se estabilizaram e não continuam tendo aumento como nos anos de 2010 e 2011. É o que acontece em algumas cidades, onde os preços já começam, inclusive, a cair, com imobiliárias fazendo promoções tanto de imóveis novos, mas principalmente de usados.
Na região, de acordo com Ferreira, a mudança de mercado com quedas de preços nos lançamentos já pode ser observada em cidades como São Vicente, Guarujá e Praia Grande. "Santos ainda não vive isso. O que acontece aqui é que os preços se estabilizaram. Desde o começo do ano, os preços apresentam correção apenas da taxa INCC (Índice Nacional da Construção Civil). Com tamanha oferta, não se pode mais aumentar como antes, que de um mês para o outro tínhamos um aumento de R$ 40 mil e existiam compradores. Hoje, as coisas estão mais realistas", crê.
Se o preço do metro quadrado na Cidade, por exemplo, era de R$2,5 mil a R$4,5 mil, em 2010, hoje, pode variar de R$4,5 a R$10 mil. "Este preço não subirá mais. Acredito que os lançamentos não terão baixa nos preços pela alta procura", explica.
O preço, de acordo com o corretor Nilton Renato, varia por diferentes fatores."Além da localização, quando não é novo, levam-se em consideração as condições do imóvel e se existe garagem. No mesmo prédio, às vezes, dois apartamentos do mesmo tamanho podem variar de R$180 a R$240 mil, dependendo da condição", ressalta
Novos em alta
O mercado dos lançamentos espalhados por toda a Cidade - diferente dos usados - ainda continua em alta. "Fiquei perplexo quando soube, ainda no mês passado que um lançamento no Valongo (Valongo Brasil), com salas comerciais de 42 a 100 m² foram vendidos a cerca de R$ 8 mil o m² e lojas de 17 a 82 m² com preços de R$14 a R$16 mil o m². Valor que reforça a economia do município e aumenta a oferta de empreendimentos, sem falar nos empregos criados na construção civil e em toda a cadeia produtiva", ressalta.
Em relação à área residencial, uma das explicações para o bom momento de vendas, segundo Ferreira, é o fato de mais de 30 milhões de brasileiros terem entrado para a classe média, aumentando o poder de compra da população, além das facilidades dos juros baixos e financiamentos de até 35 anos para pagar e a possível utilização do FGTS, em caso de compra do primeiro imóvel.
"Muita gente que está adquirindo os lançamentos são provenitens da capital, que optam pelos novos. Além disso, os próprios moradores da Cidade estão migrando de bairro, com o aumento, principalmente, da renda", observa.
Um ponto negativo em todo este progresso na Cidade, infelizmente, é que a população de classe média- mesmo com a estabilização dos preços - ainda não consegue adquirir o primeiro imóvel aqui, procurando em cidades vizinhas.
É por conta desta alta valorização, segundo Ferreira, que projetos como o Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, não dão certo em Santos, pois raros são os imóveis que se enquadram no valor do programa. Estas pessoas só encontrarão imóveis nas cidades vizinhas.
Usados têm venda dificultada
Se por um lado o comércio dos empreendimentos novos continua bom, de outro estão os imóveis usados, que não seguem os mesmos números. De acordo com o corretor de imóveis, Adelso Fernandes, no mercado há 50 anos, e que trabalha apenas com imóveis usados para venda ou locação, este está sendo um dos piores momentos para venda. "Para locação ainda existe uma procura boa, mesmo com os preços altos em relação às outras cidades da região. Já para venda, o mercado está bem difícil. Não há procura alguma. Os preços não colaboram", ressalta.
Os principais fatores que dificultam a venda, segundo Adelso, é a facilidade do financiamento de até 35 anos para imóveis novos e a questão de quem está vendendo o antigo imóvel muitas vezes querer o dinheiro à vista. "Isso acontece ou porque a pessoa está com dívidas ou até mesmo para conseguir pagar o novo imóvel que acabou de adquirir", acredita.
Com tamanha oferta e pouca procura, este cenário pode piorar ainda mais. É o que acredita também o corretor e diretor do Creci em Santos, Carlos Ferreira. Para ele, quem é de fora e está comprando em Santos opta pelos novos. "Já quem é daqui acaba não conseguindo adquirir pelos altos preços e poucas facilidades. Não é difícil encontrar pessoas da Cidade que optam por mudar para os municípios vizinhos na hora de adquirir o imóvel próprio", ressalta.
Os preços, porém, ainda não caíram, apenas se estabilizaram. "Com tamanha oferta de imóveis já não se pode alterar os preços como antes. Se o dono resolver aumentar, a pessoa que procura opta por outro. Eles não diminuíram, mas as contrapropostas começam a ser aceitas para conseguir se desfazer dos imóveis, principalmente para quem tem pressa na venda. É um setor que pode se complicar nos próximos anos até mesmo pela elevada oferta dos novos empreendimentos".
É impossível encontrar um ângulo da Cidade que não tenha empreendimentos imobiliários em construção. A verticalização continua em ritmo acelerado em quase todos os bairros. De acordo com o corretor e diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Carlos Ferreira, para 2013 já estão planejados mais 114 empreendimentos acima de cinco pavimentos na Cidade.
Esta verticalização e valorização dos imóveis puderam ser percebidas não só em Santos (neste caso impulsionado principalmente com a vinda da Petrobras para a área do Valongo) como também no País. Para se ter ideia, em 2009, a alta no valor das casas e apartamentos no País foi de 22%, a terceira maior do mundo e, em 2010, a valorização chegou a 25%. Em 2011, o Brasil encerrou o ano com a segunda maior valorização de imóveis no mundo, um aumento real de 19,79% nos preços.
Se a população continua vendo as torres sendo erguidas, os preços do metro quadrado (um dos mais caros do País), porém, já se estabilizaram e não continuam tendo aumento como nos anos de 2010 e 2011. É o que acontece em algumas cidades, onde os preços já começam, inclusive, a cair, com imobiliárias fazendo promoções tanto de imóveis novos, mas principalmente de usados.
Na região, de acordo com Ferreira, a mudança de mercado com quedas de preços nos lançamentos já pode ser observada em cidades como São Vicente, Guarujá e Praia Grande. “Santos ainda não vive isso. O que acontece aqui é que os preços se estabilizaram. Desde o começo do ano, os preços apresentam correção apenas da taxa INCC (Índice Nacional da Construção Civil). Com tamanha oferta, não se pode mais aumentar como antes, que de um mês para o outro tínhamos um aumento de R$ 40 mil e existiam compradores. Hoje, as coisas estão mais realistas”, crê.
Se o preço do metro quadrado na Cidade, por exemplo, era de R$2,5 mil a R$4,5 mil, em 2010, hoje, pode variar de R$4,5 a R$10 mil. “Este preço não subirá mais. Acredito que os lançamentos não terão baixa nos preços pela alta procura”, explica.
O preço, de acordo com o corretor Nilton Renato, varia por diferentes fatores.”Além da localização, quando não é novo, levam-se em consideração as condições do imóvel e se existe garagem. No mesmo prédio, às vezes, dois apartamentos do mesmo tamanho podem variar de R$180 a R$240 mil, dependendo da condição”, ressalta
Novos em alta
O mercado dos lançamentos espalhados por toda a Cidade – diferente dos usados – ainda continua em alta. “Fiquei perplexo quando soube, ainda no mês passado que um lançamento no Valongo (Valongo Brasil), com salas comerciais de 42 a 100 m² foram vendidos a cerca de R$ 8 mil o m² e lojas de 17 a 82 m² com preços de R$14 a R$16 mil o m². Valor que reforça a economia do município e aumenta a oferta de empreendimentos, sem falar nos empregos criados na construção civil e em toda a cadeia produtiva”, ressalta.
Em relação à área residencial, uma das explicações para o bom momento de vendas, segundo Ferreira, é o fato de mais de 30 milhões de brasileiros terem entrado para a classe média, aumentando o poder de compra da população, além das facilidades dos juros baixos e financiamentos de até 35 anos para pagar e a possível utilização do FGTS, em caso de compra do primeiro imóvel.
“Muita gente que está adquirindo os lançamentos são provenitens da capital, que optam pelos novos. Além disso, os próprios moradores da Cidade estão migrando de bairro, com o aumento, principalmente, da renda”, observa.
Um ponto negativo em todo este progresso na Cidade, infelizmente, é que a população de classe média- mesmo com a estabilização dos preços – ainda não consegue adquirir o primeiro imóvel aqui, procurando em cidades vizinhas.
É por conta desta alta valorização, segundo Ferreira, que projetos como o Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, não dão certo em Santos, pois raros são os imóveis que se enquadram no valor do programa. Estas pessoas só encontrarão imóveis nas cidades vizinhas.
Usados têm venda dificultada
Se por um lado o comércio dos empreendimentos novos continua bom, de outro estão os imóveis usados, que não seguem os mesmos números. De acordo com o corretor de imóveis, Adelso Fernandes, no mercado há 50 anos, e que trabalha apenas com imóveis usados para venda ou locação, este está sendo um dos piores momentos para venda. “Para locação ainda existe uma procura boa, mesmo com os preços altos em relação às outras cidades da região. Já para venda, o mercado está bem difícil. Não há procura alguma. Os preços não colaboram”, ressalta.
Os principais fatores que dificultam a venda, segundo Adelso, é a facilidade do financiamento de até 35 anos para imóveis novos e a questão de quem está vendendo o antigo imóvel muitas vezes querer o dinheiro à vista. “Isso acontece ou porque a pessoa está com dívidas ou até mesmo para conseguir pagar o novo imóvel que acabou de adquirir”, acredita.
Com tamanha oferta e pouca procura, este cenário pode piorar ainda mais. É o que acredita também o corretor e diretor do Creci em Santos, Carlos Ferreira. Para ele, quem é de fora e está comprando em Santos opta pelos novos. “Já quem é daqui acaba não conseguindo adquirir pelos altos preços e poucas facilidades. Não é difícil encontrar pessoas da Cidade que optam por mudar para os municípios vizinhos na hora de adquirir o imóvel próprio”, ressalta.
Os preços, porém, ainda não caíram, apenas se estabilizaram. “Com tamanha oferta de imóveis já não se pode alterar os preços como antes. Se o dono resolver aumentar, a pessoa que procura opta por outro. Eles não diminuíram, mas as contrapropostas começam a ser aceitas para conseguir se desfazer dos imóveis, principalmente para quem tem pressa na venda. É um setor que pode se complicar nos próximos anos até mesmo pela elevada oferta dos novos empreendimentos”.