O secretário de planejamento, Bechara Abdala, mudou de opinião. Há duas semanas ele se mostrou contrário à proposta da ex-secretária de Planejamento da gestão Telma de Souza, Lenimar Rios, a respeito da implantação de mudanças na outorga onerosa do direito de construir, que permite ao construtor edificar prédios mais altos caso dê uma contrapartida financeira para construção de moradias populares. Achava que isto adensaria mais tais regiões e provocaria impactos bem negativos.
Agora, em entrevista ao jornal A Tribuna desta sexta (12), ele incluiu a proposta que prevê as mudanças na Lei de Uso e Ocupação do Solo, objeto de discussão nas reuniões dos conselhos municipais de Desenvolvimento Urbano (CMDU) e Econômico (CDES). A mudança prevê que o coeficiente de aproveitamento, que determina o tamanho da área construída em relação à área do terreno, pode ser ampliado de 5 (índice máximo permitido) para 6 na Zona Leste e de 4 para 5 na Zona Noroeste.
A diferença seria acrescida de uma fórmula matemática, cujo resultado prático seria o ônus de prédios mais elevados pagando-se um valor relativamente baixo para os fundos populares - o suficiente para o valor de um ou dois apartamentos ou salas comerciais. Pouco em relação à potencialidade de construção agregada.
A questão é que o instrumento valeria apenas para algumas áreas, chamadas de Corredores de Desenvolvimento e Renovação Urbana (CDRUs), que passariam a ser os eixos Francisco Glicério/Avenida Afonso Pena, Avenida Conselheiro Nébias (entre a linha férrea e o Centro) e as avenidas Nossa Senhora de Fátima e Jovino de Melo (Zona Noroeste).
Assim, se tais mudanças ocorrerem imaginem quanto não irão valorizar os terrenos e imóveis existentes nestes trechos, aumentando a potencialidade de construção e esquecendo que tais vias, por exemplo, são caóticas em relação ao trânsito da Cidade, especialmente a estreita Avenida Conselheiro Nébias, na Zona Leste, e a Nossa Senhora de Fátima. Bom para quem tem terreno/imóvel por lá, que irá valorizá-lo substancialmente...
Mudou de opinião
O secretário de planejamento, Bechara Abdala, mudou de opinião. Há duas semanas ele se mostrou contrário à proposta da ex-secretária de Planejamento da gestão Telma de Souza, Lenimar Rios, a respeito da implantação de mudanças na outorga onerosa do direito de construir, que permite ao construtor edificar prédios mais altos caso dê uma contrapartida financeira para construção de moradias populares. Achava que isto adensaria mais tais regiões e provocaria impactos bem negativos.
Agora, em entrevista ao jornal A Tribuna desta sexta (12), ele incluiu a proposta que prevê as mudanças na Lei de Uso e Ocupação do Solo, objeto de discussão nas reuniões dos conselhos municipais de Desenvolvimento Urbano (CMDU) e Econômico (CDES). A mudança prevê que o coeficiente de aproveitamento, que determina o tamanho da área construída em relação à área do terreno, pode ser ampliado de 5 (índice máximo permitido) para 6 na Zona Leste e de 4 para 5 na Zona Noroeste.
A diferença seria acrescida de uma fórmula matemática, cujo resultado prático seria o ônus de prédios mais elevados pagando-se um valor relativamente baixo para os fundos populares – o suficiente para o valor de um ou dois apartamentos ou salas comerciais. Pouco em relação à potencialidade de construção agregada.
A questão é que o instrumento valeria apenas para algumas áreas, chamadas de Corredores de Desenvolvimento e Renovação Urbana (CDRUs), que passariam a ser os eixos Francisco Glicério/Avenida Afonso Pena, Avenida Conselheiro Nébias (entre a linha férrea e o Centro) e as avenidas Nossa Senhora de Fátima e Jovino de Melo (Zona Noroeste).
Assim, se tais mudanças ocorrerem imaginem quanto não irão valorizar os terrenos e imóveis existentes nestes trechos, aumentando a potencialidade de construção e esquecendo que tais vias, por exemplo, são caóticas em relação ao trânsito da Cidade, especialmente a estreita Avenida Conselheiro Nébias, na Zona Leste, e a Nossa Senhora de Fátima. Bom para quem tem terreno/imóvel por lá, que irá valorizá-lo substancialmente…