Exemplo

Natal solidário: conheça as belas histórias de quem promove o bem ao próximo

De atletas famosos a voluntários anônimos, sempre tem alguém que aproveita esta época do ano para dar exemplo de solidariedade

19 de dezembro de 2014 - 19:53

Cris Challoub

Da Redação

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Natal. Época de amor, celebração. Data celebrada ao redor do mundo. Por mais que, nos últimos tempos, o sentido comercial acabe tendo mais espaço até do que o sentimental, é praticamente impossível não passar por essa época sem sentir vontade de estar próximos da família e amigos.

E é também neste período do ano que surgem boas histórias e lições de dedicação e solidariedade, de amor ao próximo. O Boqnews procurou pessoas e grupos que aproveitam esta época para colocar em prática boas ações, que também podem servir de lição de vida e estímulo para o resto do ano. Um destes exemplos une jovens católicos de três cidades da região: Guarujá, Santos e São Vicente, que participam de um grupo denominado Maranata, vinculado à Igreja Matriz Guarujaense. Vinte meninos e meninas passarão o dia 25 de dezembro ao lado dos 24 internos do Centro de Recuperação Fênix Nova Vida, no Caiubura, em Bertioga.

A opção de deixar a família em casa para confraternizar com aqueles que estão se recuperando da dependência química não foi fácil. Mesmo assim, não falta motivação: o próprio grupo organizará uma ceia, atividades, reflexões e uma peça de teatro. “Para os internos, é diferente, pois eles passarão essa data sóbrios, e muitos deles não tinham esse vínculo familiar. Além disso, a família não passa essa data com eles, por conta de uma estratégia do tratamento. Será um dia especial”, definiu a assistente social da casa, Vanessa Gomes.

Outro exemplo foi promovido pelo pugilista Acelino “Popó” Freitas, que visitou, “à la Popó Noel”, a creche Cantinho da Criança, no Jardim Rádio Clube, na última quinta-feira (18). Chegou em carro aberto, fez festa e se emocionou com o carinho recebido pela molecada. “É impossível não lembrar da minha infância carente lá em Salvador”, disse, em meio a lágrimas.

O ano todo
Dar amor ao próximo é um dos mandamentos natalinos e algumas pessoas — como é o caso dos voluntários — exercem esta atitude 365 dias do ano, doando um pouco de si a quem precisa.

A Santa Casa de Santos, por exemplo, conta com três grupos de voluntários (Rosinhas, Amarelinhas e Verdinhas) que humanizam diariamente o maior hospital da região. Divididos por alas e funções, os grupos oferecem aos pacientes algo diferente da clínica: amor ao semelhante com simples gestos de carinho.

Em unanimidade, os voluntários ressaltam que o trabalho não é fácil, pois requer muita dedicação, disciplina, paciência e principalmente compromisso.

Neste ano, as Rosinhas e os Cavaleiros da Rosa realizaram a típica festa de Natal às crianças diagnosticadas com câncer. Com a presença do Papai Noel e dos familiares, os pequenos saborearam lanches especiais e ganharam guloseimas. Já as Amarelinhas, na última sexta-feira (19), distribuíram singelos presentes aos pacientes e às futuras mamães.

As Verdinhas andaram com suas cestas pelo hospital presenteando os enfermos com mensagens que, muitas vezes, confortam o coração.

Conheça os exemplos de quem promove o bem:

“A festa aconteceu para as crianças e os familiares. No dia, todos ganharam uma cesta de Natal e um panetone. O Papai Noel veio com uma sacola cheia de guloseimas. Foi uma festa muito bonita! As crianças merecem toda generosidade.”
(Nelli Valente Cavallucci – Voluntária – Rosinhas)

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“O Papai Noel percorreu a pediatria do SUS, a creche dos funcionários e a maternidade. Cada mãe ganhou um enxoval. Além disso, sabonetinhos foram distribuídos pelo hospital; é uma simples lembrança, porém depositamos boas energias nela. A gente tenta plantar no coração deles que a importância do Natal não está no material, mas sim na espiritualidade.” (Aparecida Regina – Voluntária – Amarelinhas) 

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“Todos os anos distribuímos mensagens aos pacientes. Para eles, é um momento de muita dor, por isso é difícil oferecer uma palavra para ajudá-los. Não sei se conseguimos despertar o espírito do Natal, mas naquele momento, ao paciente, é um alento.”
(Mirian Pina Corrêa – Voluntária – Verdinhas)

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“Estou muito feliz de estar aqui, de fazer este trabalho social. Eu sei que existem crianças de 2 e 3 anos, e que isso vai ficar marcado na vida delas. Receber presente de um ‘Popó Noel’, ‘Neymar Noel, ‘Pelé Noel’ ou ‘Guga Noel’ vira uma referência na vida delas. Não só pelo ‘noel’, mas também por causa do atleta. Isso que é legal (…) É gostoso mostrar para essa molecada o verdadeiro Papai Noel deles. Hoje em dia, o pai trabalha o mês todo para dar o presente ao filho e ele acha que foi o Papai Noel. E o pai nunca tem a ‘culpa’ que foi ele que deu. Estar aqui para mim é muito emotivo, eu sei o que é isso (pausa para choro). Muitas delas não sabem que celebramos nesta data o nascimento de Jesus, perdemos um pouco desta referência. Eu sempre que dou presente aos meus filhos, falo que foi o pai que levou tanto soco na cara para comprá-lo. Hoje eu posso usar minha imagem para ajudar ao próximo e dar um pouco de atenção para quem precisa”.
(Acelino “Popó” Freitas – Pugilista)

Popó Recortada

 

Nós frequentamos um grupo na Igreja Matriz do Guarujá chamado Maranata, e nos reunimos praticamente toda a semana. No Natal, arrecadávamos brinquedos e distribuíamos no dia 25 nas comunidades guarujaenses mais carentes. Só que neste ano, conhecemos o trabalho da Centro de Recuperação Fênix Nova Vida, e ficamos tocados com o que eles realizam, com a dificuldade que enfrentam para realizar um projeto que ajuda a salvar vidas. Por isso, decidimos fazer algo diferente: juntamos 50 colaboradores que doaram quantias em dinheiro ou alimentos, e montaremos uma ceia natalina para eles no dia do Natal. Destes que doaram, 19 vão para Bertioga, onde fica a casa, no dia 25. Vamos almoçar, fazer dinâmicas e uma peça, simbolizando o que é esta data tão especial. Mostraremos que a sociedade está a favor deles, que Deus é amor, alegria e esperança. Isso é Natal: o que Jesus nos ensinou e deixou para seguirmos ao próximo e dar atenção a quem precisa”
(Robson Lages de Andrade – voluntário)

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