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Novos horizontes

O casarão de número 689 é o mais antigo da Avenida Conselheiro Nébias, com mais de 120 anos, e desde 2005 é tombado pelo patrimônio histórico (Condepasa). Lá, estão milhares de obras literárias e elementos históricos, tanto em nível regional como nacional, como uma escrivaninha que pertenceu ao ex-presidente Prudente de Moraes e uma cópia do papel onde Osório Duque Estrada escreveu o original do Hino Nacional Brasileiro. Trata-se do Instituto Histórico e Geográfico de Santos (IHGS), um dos centros mais importantes de memórias sobre a Cidade, que nas últimas décadas sofreu com o isolamento e o esquecimento, mas já visa novos horizontes.



O primeiro chamariz do local — e motivo pelo qual o lugar é conhecido como “museu literário” — é a grande quantidade e variedade de livros nas salas. Apesar de o site do instituto indicar um total de 3 mil obras, segundo o presidente da instituição, Paulo Gonzalez Monteiro, a Secretaria Municipal de Cultura contabilizou mais de 10 mil livros ao todo, focando principalmente a história de Santos e da região. A antiguidade das publicações serve como base para o principal público pesquisador do local, formado por estudantes.

No entanto, esse arquivo  possui danificações, como livros empilhados em cima de outros, por falta de local adequado nas estantes, bem como obras sem capa ou desgastadas e com pó. Trata-se de uma herança dos últimos anos em que o instituto, por falta de organização, viu perder visitantes e até mesmo artigos históricos, como quadros de Benedicto Calixto, que “sumiram misteriosamente" há cerca de 15 anos. “Até hoje perguntam onde foram parar os quadros”, conta Monteiro, eleito para o cargo há um ano.



O ocorrido foi mais um marco do difícil passado do local, fundado em 1938 com o intuito de propagar a cultura santista e que viu, nos últimos anos, o espaço se tornar "restrito", isolando-se do resto da Cidade. O próprio Paulo Gonzalez Monteiro, de 37 anos, o mais jovem a ocupar a presidência do local, relembra, inclusive, que era alertado por sua mãe, quando garoto, ao passar próximo do casarão, que ali era um lugar fechado à população.

Ressurreição

Projetos para modificar a imagem dos últimos anos existem e necessitam da aprovação de um novo estatuto,  que deveria se adequar ao Código Civil, de 2001. A expectativa, segundo Monteiro, é a da realização de uma assembléia visando a mudança até março do próximo ano para que o local se torne uma associação.

“O estatuto atual impede a busca de recursos, por não estarmos adequados ao Código. Com a confirmação, poderemos ingressar em programas de incentivo e recuperação de acervos e mesmo nos parâmetros da Lei Rouanet”, explica, ao citar também que, por ser considerado um instrumento de utilidade pública, o instituto recebe R$ 3 mil mensais da Prefeitura. “O IHGS não precisa de muito para se reerguer. Claro que precisamos mais do que obtemos (com a Prefeitura), mas a forma de se conseguir isso é por divulgação, aprimoramento da imagem e é o que desejamos”.



Os primeiros investimentos estão previstos para a estrutura do casarão, cujo projeto está inclusive preparado. “Queremos construir um espaço noterreno que fica atrás do instituto, com biblioteca, sala de informática, auditório e salão de festas. Além disso, desejamos restaurar toda a casa, dentro do que for viável, para que retorne às características antigas”, revela Monteiro.

Um dos objetivos, com essas mudanças, é justamente aumentar o número de freqüentadores, tornando o local mais aprazível e próximo à sociedade. Ao se observar o livro de visitas do IHGS, nota-se que, entre os últimos cinco dias de novembro e os primeiros de dezembro, as assinaturas não chegavam à metade de uma folha de papel normal. A pouca visitação também se reflete  nos próprios membros. Hoje, há 80 pessoas no quadro de filiados, embora cerca de 30 compareçam por reunião — sendo a minoria parte representativa do grupo de membros.

12 de dezembro de 2008

Novos horizontes

O casarão de número 689 é o mais antigo da Avenida Conselheiro Nébias, com mais de 120 anos, e desde 2005 é tombado pelo patrimônio histórico (Condepasa). Lá, estão milhares de obras literárias e elementos históricos, tanto em nível regional como nacional, como uma escrivaninha que pertenceu ao ex-presidente Prudente de Moraes e uma cópia do papel onde Osório Duque Estrada escreveu o original do Hino Nacional Brasileiro. Trata-se do Instituto Histórico e Geográfico de Santos (IHGS), um dos centros mais importantes de memórias sobre a Cidade, que nas últimas décadas sofreu com o isolamento e o esquecimento, mas já visa novos horizontes.



O primeiro chamariz do local — e motivo pelo qual o lugar é conhecido como “museu literário” — é a grande quantidade e variedade de livros nas salas. Apesar de o site do instituto indicar um total de 3 mil obras, segundo o presidente da instituição, Paulo Gonzalez Monteiro, a Secretaria Municipal de Cultura contabilizou mais de 10 mil livros ao todo, focando principalmente a história de Santos e da região. A antiguidade das publicações serve como base para o principal público pesquisador do local, formado por estudantes.

No entanto, esse arquivo  possui danificações, como livros empilhados em cima de outros, por falta de local adequado nas estantes, bem como obras sem capa ou desgastadas e com pó. Trata-se de uma herança dos últimos anos em que o instituto, por falta de organização, viu perder visitantes e até mesmo artigos históricos, como quadros de Benedicto Calixto, que “sumiram misteriosamente” há cerca de 15 anos. “Até hoje perguntam onde foram parar os quadros”, conta Monteiro, eleito para o cargo há um ano.



O ocorrido foi mais um marco do difícil passado do local, fundado em 1938 com o intuito de propagar a cultura santista e que viu, nos últimos anos, o espaço se tornar “restrito”, isolando-se do resto da Cidade. O próprio Paulo Gonzalez Monteiro, de 37 anos, o mais jovem a ocupar a presidência do local, relembra, inclusive, que era alertado por sua mãe, quando garoto, ao passar próximo do casarão, que ali era um lugar fechado à população.

Ressurreição

Projetos para modificar a imagem dos últimos anos existem e necessitam da aprovação de um novo estatuto,  que deveria se adequar ao Código Civil, de 2001. A expectativa, segundo Monteiro, é a da realização de uma assembléia visando a mudança até março do próximo ano para que o local se torne uma associação.

“O estatuto atual impede a busca de recursos, por não estarmos adequados ao Código. Com a confirmação, poderemos ingressar em programas de incentivo e recuperação de acervos e mesmo nos parâmetros da Lei Rouanet”, explica, ao citar também que, por ser considerado um instrumento de utilidade pública, o instituto recebe R$ 3 mil mensais da Prefeitura. “O IHGS não precisa de muito para se reerguer. Claro que precisamos mais do que obtemos (com a Prefeitura), mas a forma de se conseguir isso é por divulgação, aprimoramento da imagem e é o que desejamos”.



Os primeiros investimentos estão previstos para a estrutura do casarão, cujo projeto está inclusive preparado. “Queremos construir um espaço noterreno que fica atrás do instituto, com biblioteca, sala de informática, auditório e salão de festas. Além disso, desejamos restaurar toda a casa, dentro do que for viável, para que retorne às características antigas”, revela Monteiro.

Um dos objetivos, com essas mudanças, é justamente aumentar o número de freqüentadores, tornando o local mais aprazível e próximo à sociedade. Ao se observar o livro de visitas do IHGS, nota-se que, entre os últimos cinco dias de novembro e os primeiros de dezembro, as assinaturas não chegavam à metade de uma folha de papel normal. A pouca visitação também se reflete  nos próprios membros. Hoje, há 80 pessoas no quadro de filiados, embora cerca de 30 compareçam por reunião — sendo a minoria parte representativa do grupo de membros.

Da Redação
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