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03 DE NOVEMBRO DE 2008

Patrimônio esquecido

Avenida São Francisco, 136. Palácio Acácio Nogueira, conhecido como Palácio da Polícia desde sua criação. Aos poucos, a fachada do prédio projetado em 1943, com área total de 2.950,00 m² (aproximadamente meio campo de futebol) e inaugurado 13 anos depois, dá espaço ao aspecto de abandono caracterizado pelas grades externas enferrujadas e pela ausência de […]

Por: Da Redação

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Avenida São Francisco, 136. Palácio Acácio Nogueira, conhecido como Palácio da Polícia desde sua criação.

Aos poucos, a fachada do prédio projetado em 1943, com área total de 2.950,00 m² (aproximadamente meio campo de futebol) e inaugurado 13 anos depois, dá espaço ao aspecto de abandono caracterizado pelas grades externas enferrujadas e pela ausência de limpeza.







Foto: Luiz Nascimento
Foto: Luiz Nascimento



Na parte interna, o prédio se mantém bem conservado, pois é possível realizar reformas que adequem o local ao uso da população e dos funcionários. Desta forma, depois de muita insistência, foi possível a instalação de elevadores que transportassem os usuários ao 5º andar. Antes da adaptação realizada em 2006, existia apenas o elevador central que chegava até o terceiro andar. Depois, apenas subindo as escadas.

O projeto original é baseado em arquitetura moderna e linhas clássicas com custo de Cr$ 12 milhões na época (equivale a quase R$ 4 mil e 500 reais) e abrigou a cadeia pública da Cidade, o Cadeião, até o  início dos anos 90.

Atualmente, o local, onde está o Deinter 6, encontra-se na Área de Proteção Cultural do Programa Alegra Centro e tem nível de proteção 2 (exige que sejam mantidas as características originais da fachada), passa por impasses que dificultam a liberação da restauração externa.

Segundo o delegado assistente da diretoria, Fabiano Genofre, o interesse por parte do departamento existe, mas é preciso se adequar às exigências municipais. “É preciso preservar a arquitetura externa do prédio e isso implica no cumprimento de várias orientações. Há aproximadamente quatro anos foi feito um projeto de restauração. No entanto, foi comunicado extra-oficialmente que seria necessário utilizar alguns materiais de construção de difícil acesso. Com isso, a idéia ficou só no papel”, recorda.








Foto: Luiz Nascimento
Foto: Luiz Nascimento




Além de  respeitar as regras, outra dificuldade está relacionada à disponibilidade do orçamento estadual.  Conforme Genofre, a restauração está avaliada em aproximadamente R$ 2 milhões e depende do repasse de verbas do Governo do Estado.

“Para construirmos a nova sede do 7º distrito policial foram gastos R$ 1,5 milhão e tivemos que lutar bastante para que o projeto entrasse na fila das construções emergenciais. No caso da revitalização do palácio, temos que enfatizar a urgência que existe”. No último encontro que o  delegado-diretor)) Waldomiro Bueno Filho teve com os membros da  Agem  – Agência Metropolitana foi  solicitado apoio para que o projeto saía do papel.

Os reparos internos, conforme Genofre, são feitos pelos respectivos departamentos e seções que possuem “autonomia” para se adaptar às necessidades.

Secretaria

De acordo com o secretário de Planejamento, Bechara Abdala Pestana Neves, as exigências técnicas para qualquer tipo de obra no Centro Histórico são simples. “Nosso interesse é que sejam feitas mais reformas e que haja mais investimento no local. Por essa razão os técnicos estão disponíveis para orientar qualquer projeto”, salienta.








Foto: Luiz Nascimento
Foto: Luiz Nascimento


O secretário aconselha que os interessados em investir na revitalização do Centro devem procurar a legislação municipal e conhecer melhor os programas de incentivos fiscais.

Cadeião

Há 17 anos, o jornal santista Espaço Aberto publicava reportagem sobre a situação precária da edificação que ainda abrigava detentos no térreo.
“Embora poucas pessoas tenham conhecimento, o Palácio da Polícia, no centro da Cidade, continua abrigando presos à disposição da Justiça.

Pior, em condições mais degradantes, pois dezenas, por vezes mais de uma centena de detentos, ficam amontoados nas celas do antigo correcional do 1º DP (andar térreo do Palácio da Polícia) por longo tempo”.

As antigas celas, tanto no térreo como no quinto andar, abriram, respectivamente, espaço para o estacionamento do Deinter-6 e ao local de treinamento dos policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) de Santos.

No estacionamento, as grades das salas já não existem, mas as  externas de ferro permanecem lá, enferrujadas, e reforçam a impressão de cadeia abandonada. Já no quinto pavimento, há cenários que aperfeiçoam as táticas do GOE.

Curiosamente, neste ambiente do prédio, que também abrigava centenas de detentos, o calor é intenso devido à ausência de janelas, além da baixa altura do teto.

Os demais andares do palácio abrigam um conglomerado de diferentes delegacias e seções administrativas. No entanto, as características originais transpassam a sensação de estar em um labirinto, com seus  corredores e escadarias.

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