Promessas. Você vai escutar muitas delas nos próximos meses, com a aproximação do período eleitoral. Elas variam das óbvias às mais impossíveis, tudo para conquistar o eleitorado. Mas, será que os políticos sabem quais são as prioridades dos seus moradores?
A Enfoque Comunicação/Jornal Boqnews realizou levantamento com 1.200 santistas de todas as áreas do Município (zonas Noroeste e Leste, morros, área central e orla da praia) e perguntou: qual área o futuro (a) prefeito (a) de Santos deverá priorizar? Era possível fazer até duas citações.
O resultado mostra que a maior parcela da população ainda sente muitos problemas quando o tema é a saúde. O assunto foi lembrado por 42,7% dos entrevistados, o dobro da segunda área, a educação, apontada por 21,9%. Em terceiro lugar vem a segurança, que, mesmo constitucionalmente sendo de responsabilidade do Estado, é lembrada como prioridade para o próximo chefe do Executivo, com 11,1%.
Temas que constantemente são frutos de fortes debates, como transporte público e trânsito vêm logo atrás. O primeiro tema deve ser priorizado para 6,8% dos santistas, enquanto o segundo, por 3,7%.
O bom momento econômico que a cidade vive também é refletido neste levantamento. Apenas 0,3% dos participantes apontaram emprego como área a ser trabalhada com mais afinco pelo prefeito. O tema recebeu menos citações que meio ambiente (0,9%) e cultura (0,5%), por exemplo.
Detalhamento - Segundo a pesquisa, o próximo prefeito deve levar em consideração as necessidades de cada região antes de tudo. Um exemplo é que para 29% dos moradores da Ponta da Praia, região que concentra pessoas com maior poder aquisitivo na Cidade, a saúde deve ser prioridade, enquanto na Zona Noroeste, este percentual chega a 59,7% - o dobro.
Enquanto no Campo Grande, um dos bairros mais populosos de Santos, 35,5% apontaram a educação como foco principal de trabalho do próximo chefe do Executivo, na área central (Vila Nova, Centro Histórico, Paquetá e Valongo) o índice para o mesmo tema é de apenas 6,2%. São os contrastes de uma cidade populosa.
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| Resultado da pesquisa por bairros (Arte: Bruno Rodrigues) |
Levando em consideração as respostas dadas por homens e mulheres de forma separada, as três áreas de destaque na pesquisa permanecem como as mais lembradas, só que há uma diferença entre as maiores preocupações. Entre o sexo feminino, 46,1% apontam a saúde como prioridade e, entre o sexo masculino, este índice é de 38,6%. Na segurança o quadro se inverte: 15,1% dos homens afirmam que este tema que deve ser priorizado. Entre as mulheres, este índice é de 7,9%. Quase a metade.
Quando considerada a divisão pelas três zonas eleitorais de Santos, a saúde também é a principal preocupação. O destaque fica para a disparidade dos números na educação. Na zona 118ª, que compreende a Zona Noroeste, morros, Vila Mathias, Encruzilhada e a área central, 15% dos entrevistados a apontaram como prioridade; já na 273ª, que responde pelos bairros do Boqueirão, Gonzaga, Pompeia, José Menino, Campo Grande, Marapé e Vila Belmiro, o percentual é de 31,7%, mais que o dobro.
O transporte público é apontado como destaque quando os resultados levam em consideração a faixa etária dos entrevistados. O item é o terceiro (saúde e educação aparecem nas primeiras posições) para quem tem de 16 a 24 anos (10,1%) e para aqueles com mais de 69 anos de idade (6,8%). Os jovens e mais idosos, de forma geral, dependem mais do transporte coletivo e essa pode ser uma das justificativas para o resultado. O item, por exemplo, é mais importante, para essas duas faixas etárias, que a segurança. Nas demais, os resultados são semelhantes e também apontam certa prioridade para os três itens de destaque na pesquisa.
A saúde continua como a área que deve ser priorizada pelo próximo prefeito para todos os entrevistados na análise pela escolaridade. Entre os que se declararam analfabetos o segundo tema que deveria ser priorizado é a segurança (18%), quase o dobra daqueles que informaram ter o ensino fundamental (9,1%).
A educação deveria ser prioridade para 20,6% dos pesquisados que afirmaram possuir o ensino médio completo ou incompleto, mais que o dobro de respostas dadas por aqueles que informaram ter o ensino fundamental (9,8%). Este grupo também elencou como um dos principais assuntos a ser tratado pelo próximo prefeito o transporte público (9,8%).
É registrada uma “inversão de prioridades” na análise dos dados quando é levada em conta a renda de todos que participaram da pesquisa. Em todas as faixas a prioridade é a saúde, menos àqueles que têm rendimentos acima de 20 salários mínimos. Para este grupo a principal preocupação é a educação (46,2%), seguida, aí sim, da saúde e segurança (ambas com 23%).
Outros números que chamam a atenção ficaram por parte do grupo que se declarou “sem renda”. Para eles, a saúde é o principal ponto a ser trabalhado. O item recebeu 50% das citações, o maior índice em todas as faixas de renda. Este grupo também foi o único que colocou o transporte público entre as principais áreas a ser trabalhada. O tema ficou em terceiro lugar, com (12,5%).
Dados - A pesquisa ouviu 1.200 eleitores santistas, 55% mulheres e 45% homens. A distribuição por zona eleitoral foi feita da seguinte forma: 273ª (34,7%), 272ª (32,7%) e 118ª (32,6%). Quanto à faixa etária, 25,1% tem entre 45 e 59 anos; 20,9% entre 25 e 34 anos; 19,7% entre 35 e 44 anos; 14,6% entre 16 e 24 anos; 12,9% entre 60 e 69 anos; e 6,8% acima de 69 anos. No nível de escolaridade, 47,5% tem o 2º Grau completo ou incompleto e 28,9% o nível superior completo ou não. Pelo menos 48% dos entrevistados tem renda familiar de 1 a 3 salários mínimos.
Promessas. Você vai escutar muitas delas nos próximos meses, com a aproximação do período eleitoral. Elas variam das óbvias às mais impossíveis, tudo para conquistar o eleitorado. Mas, será que os políticos sabem quais são as prioridades dos seus moradores?
A Enfoque Comunicação/Jornal Boqnews realizou levantamento com 1.200 santistas de todas as áreas do Município (zonas Noroeste e Leste, morros, área central e orla da praia) e perguntou: qual área o futuro (a) prefeito (a) de Santos deverá priorizar? Era possível fazer até duas citações.
O resultado mostra que a maior parcela da população ainda sente muitos problemas quando o tema é a saúde. O assunto foi lembrado por 42,7% dos entrevistados, o dobro da segunda área, a educação, apontada por 21,9%. Em terceiro lugar vem a segurança, que, mesmo constitucionalmente sendo de responsabilidade do Estado, é lembrada como prioridade para o próximo chefe do Executivo, com 11,1%.
Temas que constantemente são frutos de fortes debates, como transporte público e trânsito vêm logo atrás. O primeiro tema deve ser priorizado para 6,8% dos santistas, enquanto o segundo, por 3,7%.
O bom momento econômico que a cidade vive também é refletido neste levantamento. Apenas 0,3% dos participantes apontaram emprego como área a ser trabalhada com mais afinco pelo prefeito. O tema recebeu menos citações que meio ambiente (0,9%) e cultura (0,5%), por exemplo.
Detalhamento – Segundo a pesquisa, o próximo prefeito deve levar em consideração as necessidades de cada região antes de tudo. Um exemplo é que para 29% dos moradores da Ponta da Praia, região que concentra pessoas com maior poder aquisitivo na Cidade, a saúde deve ser prioridade, enquanto na Zona Noroeste, este percentual chega a 59,7% – o dobro.
Enquanto no Campo Grande, um dos bairros mais populosos de Santos, 35,5% apontaram a educação como foco principal de trabalho do próximo chefe do Executivo, na área central (Vila Nova, Centro Histórico, Paquetá e Valongo) o índice para o mesmo tema é de apenas 6,2%. São os contrastes de uma cidade populosa.
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| Resultado da pesquisa por bairros (Arte: Bruno Rodrigues) |
Levando em consideração as respostas dadas por homens e mulheres de forma separada, as três áreas de destaque na pesquisa permanecem como as mais lembradas, só que há uma diferença entre as maiores preocupações. Entre o sexo feminino, 46,1% apontam a saúde como prioridade e, entre o sexo masculino, este índice é de 38,6%. Na segurança o quadro se inverte: 15,1% dos homens afirmam que este tema que deve ser priorizado. Entre as mulheres, este índice é de 7,9%. Quase a metade.
Quando considerada a divisão pelas três zonas eleitorais de Santos, a saúde também é a principal preocupação. O destaque fica para a disparidade dos números na educação. Na zona 118ª, que compreende a Zona Noroeste, morros, Vila Mathias, Encruzilhada e a área central, 15% dos entrevistados a apontaram como prioridade; já na 273ª, que responde pelos bairros do Boqueirão, Gonzaga, Pompeia, José Menino, Campo Grande, Marapé e Vila Belmiro, o percentual é de 31,7%, mais que o dobro.
O transporte público é apontado como destaque quando os resultados levam em consideração a faixa etária dos entrevistados. O item é o terceiro (saúde e educação aparecem nas primeiras posições) para quem tem de 16 a 24 anos (10,1%) e para aqueles com mais de 69 anos de idade (6,8%). Os jovens e mais idosos, de forma geral, dependem mais do transporte coletivo e essa pode ser uma das justificativas para o resultado. O item, por exemplo, é mais importante, para essas duas faixas etárias, que a segurança. Nas demais, os resultados são semelhantes e também apontam certa prioridade para os três itens de destaque na pesquisa.
A saúde continua como a área que deve ser priorizada pelo próximo prefeito para todos os entrevistados na análise pela escolaridade. Entre os que se declararam analfabetos o segundo tema que deveria ser priorizado é a segurança (18%), quase o dobra daqueles que informaram ter o ensino fundamental (9,1%).
A educação deveria ser prioridade para 20,6% dos pesquisados que afirmaram possuir o ensino médio completo ou incompleto, mais que o dobro de respostas dadas por aqueles que informaram ter o ensino fundamental (9,8%). Este grupo também elencou como um dos principais assuntos a ser tratado pelo próximo prefeito o transporte público (9,8%).
É registrada uma “inversão de prioridades” na análise dos dados quando é levada em conta a renda de todos que participaram da pesquisa. Em todas as faixas a prioridade é a saúde, menos àqueles que têm rendimentos acima de 20 salários mínimos. Para este grupo a principal preocupação é a educação (46,2%), seguida, aí sim, da saúde e segurança (ambas com 23%).
Outros números que chamam a atenção ficaram por parte do grupo que se declarou “sem renda”. Para eles, a saúde é o principal ponto a ser trabalhado. O item recebeu 50% das citações, o maior índice em todas as faixas de renda. Este grupo também foi o único que colocou o transporte público entre as principais áreas a ser trabalhada. O tema ficou em terceiro lugar, com (12,5%).
Dados – A pesquisa ouviu 1.200 eleitores santistas, 55% mulheres e 45% homens. A distribuição por zona eleitoral foi feita da seguinte forma: 273ª (34,7%), 272ª (32,7%) e 118ª (32,6%). Quanto à faixa etária, 25,1% tem entre 45 e 59 anos; 20,9% entre 25 e 34 anos; 19,7% entre 35 e 44 anos; 14,6% entre 16 e 24 anos; 12,9% entre 60 e 69 anos; e 6,8% acima de 69 anos. No nível de escolaridade, 47,5% tem o 2º Grau completo ou incompleto e 28,9% o nível superior completo ou não. Pelo menos 48% dos entrevistados tem renda familiar de 1 a 3 salários mínimos.