O Porto de Santos completa 134 anos de história na próxima segunda-feira (2). Neste cenário, o Porto vive um novo ciclo de investimentos, resultando no desenvolvimento econômico para Santos e Baixada Santista, além da geração de empregos, negócios e oportunidades.
Investimentos
O secretário de Assuntos Portuários e Empregos de Santos, Bruno Orlandi, destaca as ações para garantir competitividade, modernização e geração de empregos.
“O Porto de Santos vive um momento estratégico, com um volume expressivo de investimentos que atacam gargalos históricos e preparam o porto para o futuro. Sob a liderança do prefeito Rogério Santos, a Prefeitura tem participado de forma ativa e contínua desse processo, defendendo a necessidade de soluções coordenadas que integrem porto e cidade”, enfatiza.
Portanto, ele cita que esse avanço passa por três frentes complementares. A estrutural, com obras como os novos viadutos da Alemoa, as melhorias viárias na Avenida Perimetral, a dragagem do canal, o túnel Santos–Guarujá e a terceira pista da Imigrantes, que ampliam a capacidade de acesso e a eficiência logística.
Além da operacional, com o fortalecimento de sistemas de agendamento de cargas, controle de fluxo e gestão de filas. Ainda: a regulatória, com diálogo permanente entre a Autoridade Portuária, o Governo do Estado e os municípios.
Segundo o secretário, projetos como o Tecon 10, o novo Terminal de Passageiros e o avanço do Parque Valongo mostram que é possível modernizar o porto, gerar empregos e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade de vida dos santistas.
De acordo com a Autoridade Portuária de Santos (APS), em uma janela de cinco anos, R$ 12,5 bilhões – um recorde – até 2028 serão destinados às obras que vão preparar o Porto de Santos para o futuro, atendendo à demanda crescente de todos os tipos de carga.
APS
Segundo a APS, algumas dessas intervenções são: Túnel Santos-Guarujá – (leilão realizado, empresa construtora definida); derrocamento (retirada de rochas do canal de navegação) para permitir a dragagem de aprofundamento do canal de navegação de 15 metros para 16 metros, o que atrairá embarcações maiores (em execução); Melhorias viárias na perimetral em Santos (em execução), e andamento dos projetos da construção de dois novos viadutos na Alemoa (entrada de Santos pela Via Anchieta) e da perimetral do Guarujá.; Implantação do VTMIS – sistema com câmeras, radares e sensores, entre outros equipamentos, que vai permitir mais eficiência nas operações, segurança na navegabilidade e apoio no combate a ilícitos (licitação em andamento); reforço de berços de atracação da Ilha Barnabé (fase de assinatura de contrato).
Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, “as obras acontecem em várias frentes para preparar o Porto para o crescimento da demanda”.
“São intervenções para que o Porto de Santos possa avançar em logística, reduzir custos e emissões, ampliar a movimentação de cargas e manter sua importância para o desenvolvimento do Brasil”. Pomini completa afirmando que as obras ainda aumentam a conexão Porto-Cidades, beneficiando moradores e a economia da Baixada Santista.
Vale destacar também que a APS deverá leiloar em breve o terminal Tecon 10, com capacidade de 3,5 milhões de TEU, aumentando em cerca de 50% a capacidade total atual do Porto em contêineres. E citar ainda o projeto do aumento da poligonal (área do Porto): a APS aguarda decisão do Ministério dos Portos o aumento em 162%, o que também ampliará a capacidade de movimentação de cargas.
Parque Valongo
Aliás, o Parque Valongo passa pelas obras da terceira fase. Orlandi menciona que o espaço simboliza uma mudança de paradigma na relação entre o porto e a cidade. A terceira fase amplia ainda mais essa integração, transformando uma área antes restrita em espaço de convivência, lazer, turismo e cultura.
“Esse avanço devolveu ao santista o acesso à linha d’água, valorizando o Centro Histórico e mostrando, na prática, que porto e cidade não competem entre si. Pelo contrário: quando bem planejados, caminham juntos, gerando qualidade de vida e renda para a população e fortalecendo a identidade urbana de Santos.”
Segundo a APS, esse processo de revitalização está transformando o maior complexo portuário do hemisfério sul em um polo de cultura, lazer e conexão urbana. “É a integração Porto-Cidade na prática”. Assim, a iniciativa contribui para a revitalização do Porto e do Centro Histórico de Santos, ajudando a atrair público e a movimentar a economia da região. Além de ser importante ainda para a preservação do patrimônio histórico e cultural da cidade e do Porto.
Além disso, vale citar a criação do Parque Valongo, no lugar de onde antes estavam os armazéns 4, 5 e 6, a revitalização do armazém 3 e também do armazém 7 e Casa de Pedra 2.
STS-10
Dessa forma, o secretário comentou sobre a importância do leilão do STS-10 e quais benefícios ele pode trazer a economia local e regional. “O Tecon 10 representa um novo patamar de desenvolvimento para o Porto de Santos e para a cidade. Com investimento de mais de R$ 6 bilhões, o maior terminal de contêineres do Brasil vai ampliar de forma significativa a capacidade do porto, atrair novos negócios e fortalecer a posição de Santos como principal porta de entrada e saída do comércio exterior brasileiro. Esse crescimento se traduz diretamente em mais empregos, mais renda e mais oportunidades para a população da Baixada Santista.”
Aliás, ele cita que é fundamental que projetos estruturantes como o Tecon 10 caminhem junto com melhorias nos acessos, na mobilidade urbana e com a reorganização de áreas estratégicas da cidade. Inclusive, essa é uma pauta que também conta com a defesa e a atuação do deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), que tem ressaltado a importância da transferência do Terminal de Passageiros do Macuco para o Valongo, reforçando a integração entre porto e cidade e garantindo que esse avanço gere benefícios concretos para os santistas.
De acordo com a APS, com o Tecon 10, o Porto de Santos aumentará em 50% a capacidade de contêineres. O ano de 2025 já registrou recordes na movimentação de contêineres em todos os meses. O Porto superou a barreira dos 5,9 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), uma alta de 7,7% em relação a 2024. Em peso, a modalidade somou 62,3 milhões de toneladas (+3,9%).
Além disso, o aumento da capacidade de movimentação de contêineres no Porto atrai atividades acessórias, como a contratação de transportadoras rodoviárias, incremento de depots, serviços de despachantes e toda a cadeia econômica.
Túnel Santos-Guarujá
Dessa forma, o secretário informa que o túnel Santos–Guarujá é uma obra histórica porque integra mobilidade urbana, logística e desenvolvimento regional. Do ponto de vista do porto, ele melhora o fluxo de cargas e aumenta a eficiência logística. Para a população, representa ganho de tempo, segurança e qualidade de vida. “É um exemplo claro de como grandes obras estruturantes podem fortalecer o Porto de Santos e, ao mesmo tempo, melhorar o dia a dia de quem vive na região”.
Segundo a APS, além dos benefícios diretos ao Porto de Santos e as cidades, o túnel permitirá maior integração entre os nove municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista, beneficiando cerca de dois milhões de pessoas/dia. Diretamente, hoje, são cerca de 80 mil que cruzam diariamente o canal. A travessia de balsas é considerada a mais movimentada do mundo (27 mil veículos/dia). Os veículos de carga, que precisam rodar mais de 40 quilômetros para fazer o percurso, terão o deslocamento reduzido de 40 minutos para pouco mais de 1 minuto.
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