Ele encantou gerações e ficará na memória de santistas e
turistas. O lobo marinho Macaezinho, principal atração do Aquário Municipal –
segundo parque mais visitado no Estado de São Paulo e certamente o animal
símbolo da Cidade, morreu neste domingo (10), por volta de 13 horas, com
aproximadamente 18 anos de idade.
A causa da morte será verificada com a
necropsia que feita ainda neste domingo e divulgada nesta semana, mas a equipe
de médicos veterinários do parque acredita que a principal causa seja uma doença
hepática (disfunção do fígado).
O animal chegou ao Aquário em 1995, com
pouco mais de um ano de idade, e viveu mais do que a média dos animais na
natureza, que é de aproximadamente 14 anos.
“Ele cumpriu um papel muito
importante na educação ambiental de toda sociedade. Os aquários e orquidários
são janelas emocionais para as pessoas, onde elas podem observar, conhecer e
respeitar os animais e a natureza. Com certeza ele foi muito importante pra
milhares de pessoas que conseguiu tocar o coração de alguma forma”, afirma a
médica veterinária Cristiane Lassálvia. Toda equipe estava bastante
abalada.
O treinador Renato Lopes de Oliveira está há 30 anos no parque e
cuidou de Macaezinho por todos esses anos. Apesar de ser um animal selvagem, que
pesa em torno de 110 quilos, ele reconhecia a voz do treinador, se deixava
tocar, cuidar e obedecia aos seus comandos. Renato estava com o animal no
momento da morte, e logo preferiu ir embora.
O lobo marinho vinha
apresentando problemas desde meados de janeiro. Coincidência, ou não, ele morreu
menos de 100 dias após a morte da companheira Alegra, com quem dividia o tanque
de 370 mil litros e que morreu no início deste ano em função de um colapso
cardiorrespiratório. “Muitas vezes o stress de situações de perda traz a torna
condições sub-clínicas que estavam de alguma forma estabilizadas”, explica a
médica.
O médico veterinário Gustavo Dutra detalha que o primeiro sintoma
a aparecer foram dificuldades locomotoras nos membros posteriores. “Percebemos
que havia algo errado com os movimentos dele. De lá pra cá fizemos tudo que
podia ser feito clinicamente, com medicações, vitaminas, exames, mas constatamos
que havia uma disfunção hepática e que ele não respondia ao tratamento”. Neste
período Macaezinho teve dificuldades para se alimentar, chegando a precisar
inclusive tomar soro, e emagreceu cerca de 20 quilos.
A idéia é
taxidermizar o animal e homenageá-lo contando sua história numa publicação, que
possivelmente seja um gibi para a garotada. A equipe do Aquário pretende colocar
no tanque um outro animal de grande porte, enquanto isso não é possível, uma das
alternativas é de que seja ocupado com lontras que hoje estão no Orquidário.
Principal atração do Aquário, lobo marinho Macaezinho morre
Ele encantou gerações e ficará na memória de santistas e
turistas. O lobo marinho Macaezinho, principal atração do Aquário Municipal –
segundo parque mais visitado no Estado de São Paulo e certamente o animal
símbolo da Cidade, morreu neste domingo (10), por volta de 13 horas, com
aproximadamente 18 anos de idade.
A causa da morte será verificada com a
necropsia que feita ainda neste domingo e divulgada nesta semana, mas a equipe
de médicos veterinários do parque acredita que a principal causa seja uma doença
hepática (disfunção do fígado).
O animal chegou ao Aquário em 1995, com
pouco mais de um ano de idade, e viveu mais do que a média dos animais na
natureza, que é de aproximadamente 14 anos.
“Ele cumpriu um papel muito
importante na educação ambiental de toda sociedade. Os aquários e orquidários
são janelas emocionais para as pessoas, onde elas podem observar, conhecer e
respeitar os animais e a natureza. Com certeza ele foi muito importante pra
milhares de pessoas que conseguiu tocar o coração de alguma forma”, afirma a
médica veterinária Cristiane Lassálvia. Toda equipe estava bastante
abalada.
O treinador Renato Lopes de Oliveira está há 30 anos no parque e
cuidou de Macaezinho por todos esses anos. Apesar de ser um animal selvagem, que
pesa em torno de 110 quilos, ele reconhecia a voz do treinador, se deixava
tocar, cuidar e obedecia aos seus comandos. Renato estava com o animal no
momento da morte, e logo preferiu ir embora.
O lobo marinho vinha
apresentando problemas desde meados de janeiro. Coincidência, ou não, ele morreu
menos de 100 dias após a morte da companheira Alegra, com quem dividia o tanque
de 370 mil litros e que morreu no início deste ano em função de um colapso
cardiorrespiratório. “Muitas vezes o stress de situações de perda traz a torna
condições sub-clínicas que estavam de alguma forma estabilizadas”, explica a
médica.
O médico veterinário Gustavo Dutra detalha que o primeiro sintoma
a aparecer foram dificuldades locomotoras nos membros posteriores. “Percebemos
que havia algo errado com os movimentos dele. De lá pra cá fizemos tudo que
podia ser feito clinicamente, com medicações, vitaminas, exames, mas constatamos
que havia uma disfunção hepática e que ele não respondia ao tratamento”. Neste
período Macaezinho teve dificuldades para se alimentar, chegando a precisar
inclusive tomar soro, e emagreceu cerca de 20 quilos.
A idéia é
taxidermizar o animal e homenageá-lo contando sua história numa publicação, que
possivelmente seja um gibi para a garotada. A equipe do Aquário pretende colocar
no tanque um outro animal de grande porte, enquanto isso não é possível, uma das
alternativas é de que seja ocupado com lontras que hoje estão no Orquidário.