A dança e o batuque são características marcantes da cultura negra. O jornalista, historiador e estudioso da cultura afro-brasileira, J. Muniz Jr., destaca que a questão da dança e do batuque, que evoluiu até chegar ao samba, chegou com os escravos. "Eles subiam à serra para serem vendidos e já faziam batuques, que eram conhecidos como afoxé ou tantan da crioula". Já no início do século 18, existia a Festa de São Gonçalo e tudo era liberado: brancos brincavam com negros; pobres com ricos e todos dançavam ao som dos batuques negreiros.
Muniz recorda que os escravos participavam das festas cristãs, como a de Nossa Senhora do Monte Serrat, "uma celebração secular", diz. E, nestes momentos, podiam mostrar todas as habilidades que tinham com os pés. "Eram feitas rodas de samba-pesado, ou a batucada brava no terreno atrás da igreja do Monte". Os movimentos feitos na dança são semelhantes aos do que hoje existe na capoeira. "Negros de outras regiões vinham para cá para desafiar os santistas. Era uma grande festa", afirma.
No Carnaval, essa roda era formada no meio da praça José Bonifácio, que ainda não abrigava qualquer monumento. "Os dançarinos eram chamados de negros da pesada, por causa do samba", conta o jornalista.
Nos tempos do Império existiam muitos músicos negros, mas não só sambistas. Só na década de 1930 surgiram as primeiras escolas de samba na Cidade. "A grande maioria era formada por negros, mulatos e mestiços. Os brancos que chegavam eram chamados de brancos negreiros e isso não era ofensa: era a mostra de que sabiam dançar tanto quanto os negros", explica Muniz Jr.
Hoje, as escolas de samba congregam todas as raças e são um dos últimos redutos da cultura, tradição e do folclore negro na cidade.
Gastronomia
Feijoada, Acarajé, Vatapá, Caruru são iguarias que aguçam o paladar e têm origens africanas. José Luiz de Carvalho Aguiar, conhecido como Babalorisà Badeh, titular da Cadeira Religiosidade e de Matriz Africana do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Santos, afirma que essas comidas saíram das camadas mais carenes e atingiram a elite.
"Se estudarmos a história da culinária brasileira veremos como ela é rica e tem uma influência muito grande da negritude. A mandioca, farinha, são elementos usados pelo negro que foram apromarados e apropriados em diversas receitas. Além dos doces", conta.
Hoje, acarajé e vatapá, por exemplo, podem ser encontrados, em Santos, nas tradicionais feirinhas do Boqueirão (sábado) e no Sesc (domingo). Baianas devidamente trajadas preparam as iguarias para deleite daqueles que admiram as comidas.
Programação
Domingo (18/11)
- Plantio de árvore sagrada da África, no Jardim Botânico Chico Mendes, no Bom Retiro, às 10 horas.
- 1ª Mostra Cultural de Hip Hop (com foco na cultura étnica), no Mercado Municipal, das 13 às 18 horas.
- missa na Paróquia São João Batista (Praça Guadajara), no Morro da Nova Cintra, para lembrar o aniversário da morte de Zumbi dos Palmares, às 18h30.
Segunda (19/11)
- Apresentação de A viagem da Abayomi, no Museu do Café, no Centro Histórico, às 15 horas. Entrada gratuita.
Terça-Feira (20/11)
- Deposição de flores junto ao busto de Zumbi, na Praça Palmares (canal 4) e presença da banda da Polícia Militar. Apresentações de capoeira, danças ciganas e candomblé, às 10 horas.
- Salão do Pregão da Bolsa do Café se transforma em uma roda de capoeira com o grupo do Mestre Cícero, às 15 horas, com entrada gratuita.
- No Sesc, o Sistema Kalakuta traz para Santos parte de sua pesquisa sobre gêneros africanos. Os integrantes do coletivo e os santistas Maurão (DJ Dubkilla Dubilla do Coletivo Futuráfrica/ Santos) e J. Muniz Jr. (pesquisador do samba santista) realizam um bate-papo com o público às 15 horas no auditório. A entrada é grátis.
- À noite, também no Auditório do Sesc, das 21 às 24 horas, tem Festa Afrobeat com discotecagem dos DJ`s convidados. A entrada também é gratuita.
A dança e o batuque são características marcantes da cultura negra. O jornalista, historiador e estudioso da cultura afro-brasileira, J. Muniz Jr., destaca que a questão da dança e do batuque, que evoluiu até chegar ao samba, chegou com os escravos. “Eles subiam à serra para serem vendidos e já faziam batuques, que eram conhecidos como afoxé ou tantan da crioula”. Já no início do século 18, existia a Festa de São Gonçalo e tudo era liberado: brancos brincavam com negros; pobres com ricos e todos dançavam ao som dos batuques negreiros.
Muniz recorda que os escravos participavam das festas cristãs, como a de Nossa Senhora do Monte Serrat, “uma celebração secular”, diz. E, nestes momentos, podiam mostrar todas as habilidades que tinham com os pés. “Eram feitas rodas de samba-pesado, ou a batucada brava no terreno atrás da igreja do Monte”. Os movimentos feitos na dança são semelhantes aos do que hoje existe na capoeira. “Negros de outras regiões vinham para cá para desafiar os santistas. Era uma grande festa”, afirma.
No Carnaval, essa roda era formada no meio da praça José Bonifácio, que ainda não abrigava qualquer monumento. “Os dançarinos eram chamados de negros da pesada, por causa do samba”, conta o jornalista.
Nos tempos do Império existiam muitos músicos negros, mas não só sambistas. Só na década de 1930 surgiram as primeiras escolas de samba na Cidade. “A grande maioria era formada por negros, mulatos e mestiços. Os brancos que chegavam eram chamados de brancos negreiros e isso não era ofensa: era a mostra de que sabiam dançar tanto quanto os negros”, explica Muniz Jr.
Hoje, as escolas de samba congregam todas as raças e são um dos últimos redutos da cultura, tradição e do folclore negro na cidade.
Gastronomia
Feijoada, Acarajé, Vatapá, Caruru são iguarias que aguçam o paladar e têm origens africanas. José Luiz de Carvalho Aguiar, conhecido como Babalorisà Badeh, titular da Cadeira Religiosidade e de Matriz Africana do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Santos, afirma que essas comidas saíram das camadas mais carenes e atingiram a elite.
“Se estudarmos a história da culinária brasileira veremos como ela é rica e tem uma influência muito grande da negritude. A mandioca, farinha, são elementos usados pelo negro que foram apromarados e apropriados em diversas receitas. Além dos doces”, conta.
Hoje, acarajé e vatapá, por exemplo, podem ser encontrados, em Santos, nas tradicionais feirinhas do Boqueirão (sábado) e no Sesc (domingo). Baianas devidamente trajadas preparam as iguarias para deleite daqueles que admiram as comidas.
Programação
Domingo (18/11)
– Plantio de árvore sagrada da África, no Jardim Botânico Chico Mendes, no Bom Retiro, às 10 horas.
– 1ª Mostra Cultural de Hip Hop (com foco na cultura étnica), no Mercado Municipal, das 13 às 18 horas.
– missa na Paróquia São João Batista (Praça Guadajara), no Morro da Nova Cintra, para lembrar o aniversário da morte de Zumbi dos Palmares, às 18h30.
Segunda (19/11)
– Apresentação de A viagem da Abayomi, no Museu do Café, no Centro Histórico, às 15 horas. Entrada gratuita.
Terça-Feira (20/11)
– Deposição de flores junto ao busto de Zumbi, na Praça Palmares (canal 4) e presença da banda da Polícia Militar. Apresentações de capoeira, danças ciganas e candomblé, às 10 horas.
– Salão do Pregão da Bolsa do Café se transforma em uma roda de capoeira com o grupo do Mestre Cícero, às 15 horas, com entrada gratuita.
– No Sesc, o Sistema Kalakuta traz para Santos parte de sua pesquisa sobre gêneros africanos. Os integrantes do coletivo e os santistas Maurão (DJ Dubkilla Dubilla do Coletivo Futuráfrica/ Santos) e J. Muniz Jr. (pesquisador do samba santista) realizam um bate-papo com o público às 15 horas no auditório. A entrada é grátis.
– À noite, também no Auditório do Sesc, das 21 às 24 horas, tem Festa Afrobeat com discotecagem dos DJ`s convidados. A entrada também é gratuita.