Para trazer orientações sobre a presença de gaviões em Santos e indicar boas práticas de coexistência entre a população e as aves, a Prefeitura iniciará, terça-feira (3), campanha de educação ambiental em locais de avistamentos dos animais.
Pelo mapeamento feito até o momento, o itinerário da equipe da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Semam) percorrerá 15 áreas com concentração de gaviões com ninhos.
Sendo assim, a ação começa no cruzamento entre a Avenida Washington Luiz e a Rua Minas Gerais (Boqueirão).
Na sequência, devem ser abrangidos os cruzamentos das avenidas Washington Luiz e Francisco Glicério (Gonzaga). E depois, a Praça Caio Ribeiro de Moraes e Silva (praça do Sesc – Aparecida).
Além disso, as próximas datas e locais serão divulgadas em um hotsite.
Esclarecimento
Por meio de placas e folders educativos, a equipe técnica estará à disposição em cada local por cerca de três horas. Portanto, para tirar dúvidas e trazer informações sobre os gaviões.
Também esclarecerá os benefícios que as aves trazem, as principais ameaças à espécie e os procedimentos a serem adotados caso sejam avistados gaviões na região.
Desse modo, também será aplicado um questionário de opinião pública para avaliar a percepção da comunidade em relação aos gaviões.
De acordo com a veterinária Michelle Vieira, da Semam, especialista em aves silvestres, os gaviões asa-de-telha (Parabuteo unicinctus) são nativos das américas e avistados em Santos há mais de 20 anos. “Mas, em razão do desmatamento, fragmentação de habitats, mudanças climáticas e expansão urbana, estão buscando alimentos nas cidades, sendo mais frequentemente vistos por aqui. É importante lembrar que são animais silvestres protegidos por lei. Portanto, ferir, maltratar, matá-los ou modificar e destruir ninhos configura crime ambiental”, esclarece.
Recomendações
A especialista ainda traz algumas recomendações. “Os munícipes devem evitar a aproximação com as aves e se atentarem para não deixar restos de alimentos nas proximidades dos locais de incidência, pois atraem presas (ratos e pombos, por exemplo) e, consequentemente, amplia a oferta de alimentos para os gaviões”.
Em caso de ferimentos causados através de eventual contato com as aves, a orientação é que a pessoa procure atendimento em uma unidade de saúde para profilaxia, cuidados e indicação de vacinas, conforme as recomendações médicas.
Caso algum munícipe encontre gaviões ou algum outro animal ferido, deve ligar para o Grupamento Ambiental da Guarda Civil Municipal. Desse modo, pelo telefone 153, ou para o Corpo de Bombeiros (193). Para denunciar crime ambiental, ligar para a Polícia Militar Ambiental (190).
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