Santos lidera ranking de motoristas habilitados no Estado de São Paulo
Levantamento feito pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) aponta que Santos possui proporcionalmente mais cidadãos habilitados do que a capital paulista.
Com 433 mil habitantes, Santos tem 315.820 condutores (72%). Já a cidade de São Paulo registra população de 12,4 milhões e 6,2 milhões de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) registradas, o que representa 50% da população habilitada.
Dos 46,6 milhões de cidadãos paulistas, 25,9 milhões possuem CNHs registradas no Departamento de Trânsito.
O número representa 55% do total de cidadãos habilitados na comparação com a população do Estado de São Paulo. O levantamento foi realizado com base nos dados de julho de 2021.
“Esses números revelam o impacto que um sistema de transporte coletivo integrado, como o que existe na capital, exerce sobre a utilização do veículo particular no cotidiano dos cidadãos”, afirma o presidente do Detran.SP, Neto Mascellani.
Mas por que as cidades do interior paulista possuem um número maior de cidadãos habilitados? Segundo o arquiteto e professor de Planejamento Urbano da PUC-Campinas, Thiago Amim, a dispersão urbana de cidades menos adensadas e mais espalhadas do que a capital acarreta em uma procura maior pelas habilitações e, consequentemente, a utilização de veículos particulares.
“O desenvolvimento urbano da cidade de São Paulo e de sua densidade populacional viabiliza a utilização de mais transportes públicos como linhas de trem, metrô e ônibus.
No interior temos a verticalização dos municípios e a dispersão dos habitantes em áreas maiores e mais distantes, o que dificulta uma caminhada a pé ou a utilização de um transporte público, que leva muito mais tempo do que uma viagem de carro ou moto.
Além disso, muitas cidades são circundadas por rodovias o que motiva também a procura pela habilitação”, ressalta Amim.
O professor destaca outro ponto que envolve a procura pela CNH: o chamado “movimento pendular”, que é realizado normalmente por pessoas que viajam de um município para o outro diariamente e voltam para sua cidade no fim do dia para dormir. “No interior há a necessidade de um deslocamento maior sem tantas opções de transporte público como na capital. Isso também reflete na busca pela habilitação”, finaliza.
