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Foto: Carlos Nogueira/PMS

Segurança

13 DE MARÇO DE 2026

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Santos reduz taxas de criminalidade e terá projeto contra violência doméstica

Dados mostraram que os índices de criminalidade na Cidade diminuíram comparando o ano de 2024 ao de 2025

Por: Vinícius Dantas
Da Redação

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Santos teve queda no número de crimes em todos os indicadores levantados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo em 2025.

Foto: Vinícius Dantas

Sendo assim, os dados foram divulgados durante coletiva de imprensa na última terça-feira (10), no Centro de Controle Operacional (CCO) da Prefeitura, pelo secretário de Segurança de Santos, Flávio de Brito Junior, o comandante do 6º BPMI, tenente coronel Fábio Nakaharada, e o delegado seccional de Santos, Rubens Barazal.

 

Números

No ano de 2024, ocorreram 19 casos de homicídios e 11 em 2025, portanto, uma redução de 42,11%.

Além disso, vale destacar que nos últimos anos, Santos não teve qualquer latrocínio (roubo seguido de morte).

Já sobre o roubo de veículos, foram 127 no ano passado e 140 em 2024, diminuindo 9,29%.

Portanto, sobre os furtos de veículos, foram 1.180 em 2024 e 954 em 2025, uma redução de 19%.

Desse modo, roubos de carga foram 30 em 2024 e 22 em 2025, com queda de 27%.

Aliás, nos outros tipos de roubo, foram 1.487 em 2025 e 1.701 em 2024, uma redução de 12,6%.

Já sobre os outros tipos de furtos, 5.593 foram em 2025 e 5.657 em 2024, uma queda de 1,13%.

 

Integração

De acordo com Flávio de Brito Junior, muitas vezes as forças de segurança estavam atuando em três áreas distintas da cidade, cada qual em uma área distribuída para que possa reduzir esses números e a sociedade possa sentir a melhora na sensação de segurança.

“Esses números mostram resultados que são obtidos com bastante trabalho e planejamento entre as três forças de segurança. Agradeço bastante o apoio da Polícia Militar, o apoio da Polícia Civil. Nós conversamos, realizamos reuniões, juntamos os nossos objetivos para que eles possam conversar e identificar as manchas de calor de cada região para que a gente possa proporcionar e oferecer para a sociedade, para o santista, uma maior sensação de segurança”.

 

Monitoramento

Além disso, o comandante do 6º BPMI falou sobre a importância do CCO – Centro de Controle Operacional, que tem 3.199 câmeras distribuídas pela Cidade, sendo 99 delas ligadas ao programa Muralha Paulista.

“O sistema de câmeras que temos em Santos tem, além da tecnologia da Muralha Paulista, que identifica placas e propriedades, o videopatrulhamento, que é tanto preventivo quanto investigativo para mandar para a Polícia Civil, porque os videopatrulheiros retroagem as imagens e conseguem fazer, na maioria das vezes, uma análise para mandar para a Polícia Civil”.

Desse modo, Nakaharada informou que no mês de fevereiro, as forças de segurança, as secretarias de Finanças e das Prefeituras Regionais, e concessionárias de saneamento e energia, atuaram em forças-tarefa, sendo seis ações em ferros-velhos, com três flagrantes de furto de energia elétrica.

“Essas operações em conjunto entre as forças de segurança demonstram que os problemas são resolvidos de forma planejada, de forma pensada por todos os órgãos envolvidos sem ego, sem vaidade, visando sempre o interesse público e ainda nós temos as reuniões mensais com os delegados de polícia e nós fazemos um alinhamento entre polícias preventiva e investigativa para abaixar esses indicadores e trazer mais segurança para a população.”

 

Investimentos

Além da integração entre as forças de segurança, o delegado seccional Rubens Barazal destacou os investimentos do governo estadual. “O Governo investiu em viaturas, armamentos, softwares de inteligência. Tudo isso é fundamental para que possamos chegar aqui e apresentarmos esses números.”

 

Patrulhamento aquaviário

Além disso, um ponto importante é sobre a necessidade de um patrulhamento aquaviário para coibir o tráfico de drogas pelos manguezais da Baixada Santista.

“O Baep (Batalhão de Ações Especiais da Polícia) e o COE (Comando de Operações Especiais da PM) fazem patrulhamentos constantes nos manguezais, o que chamamos de operações ribeirinhas, que trocam tiro, mas o 2° Baep tem embarcação, faz patrulhamento e o COE também. Já pedi ajuda para o COE e está vindo fazer esses patrulhamentos também”, explica o comandante do 6º BPMI, Fábio Nakaharada.

Assim como, o vereador de Santos, Fábio Duarte (PL), PM da reserva, também falou sobre o tema durante o programa Jornal Enfoque do último dia 6. “Grande quantidade de droga se distribui pela água para o varejo e o atacado também para o tráfego internacional de drogas. Com isso, nós precisamos de um patrulhamento aquaviário pela região dos manguezais. Nós temos uma lancha do Baep que realiza ações coordenadas, o que é diferente do patrulhamento. Na favela, eles fazem uma ação de “bigorna e martelo”. A viatura entra por cima, a embarcação por trás e aí fecha a favela.”

 

Entrada da Cidade

Além disso, um Posto de Segurança e Orientação, que ficava na esquina das avenidas Nossa Senhora de Fátima e Martins Fontes com a Rodovia Anchieta, se tornará um Posto Avançado de Zeladoria (PAZ). Desse modo, o objetivo é ampliar os serviços de manutenção urbana na região e facilitar o acesso da população aos atendimentos da Prefeitura.

O secretário de segurança explica sobre as alterações. “No primeiro momento, era para recepcionar as pessoas que chegam a Santos. Com a nova mudança da entrada da cidade do viaduto, praticamente esse ponto que seria de informação para as pessoas ficou obsoleto, porque para as pessoas terem acesso, teriam que descer do viaduto, fazer o retorno no Saboó, voltar, entrar, para Avenida Nossa Senhora de Fátima e fazer retorno, uma coisa inviável. Portanto, hoje aquele local está disposto pela zeladoria da Zona Noroeste.”

 

Violência doméstica

Além disso, um projeto-piloto será implantado em Santos pela SSP para facilitar o registro de ocorrências de violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas.

Nos casos em que não houver flagrante, estupro e nem quando o agressor estiver presente, o próprio policial militar pode fazer o boletim de ocorrência, preencher o formulário nacional de proteção à mulher (Fonar) e encaminhar esse documento eletronicamente para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O registro junto à Polícia Civil provocará o juiz a tomar as medidas necessárias de proteção à vítima.

De acordo com o comandante do 6º BPMI, “a medida evita o deslocamento da mulher à delegacia, especialmente em situações em que ela não tem como se dirigir a um posto de atendimento porque não tem, por exemplo, com quem deixar os filhos. Dessa forma, o caso será levado à Polícia Civil, eletrônica e instantaneamente, para que o Estado consiga ‘enxergar’ e proteger essa mulher”.

O registro junto à Polícia Civil contempla aviso para a rede de apoio mantida pela Secretaria da Mulher, Cidadania,  Diversidade e Direitos Humanos (Semulher), formada pela Casa da Mulher, Programa Guardiã Maria da Penha, abrigos e outros serviços.

Importância da escolha

A escolha de Santos para projeto-piloto é celebrada pelo secretário Brito Junior como êxito da integração entre as forças de segurança. “A Cidade foi escolhida porque desenvolve um trabalho sistemático de segurança pública que envolve a GCM e as polícias Militar e Civil. As três corporações estão alinhadas e em contato periódico para traçar estratégias de atuação em favor da segurança da população”.

A SSP instituirá um comitê responsável pela elaboração do Protocolo de Atuação Integrada, que providenciará relatório sobre as atividades desenvolvidas. Ao final de 30 dias será definida a ampliação gradual para outras regiões do Estado.

 

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