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Servidores decidem manter paralisação nesta sexta (10)
Fernando De Maria
9 de março de 2017

Servidores decidem manter paralisação nesta sexta (10)

Milhares de servidores participaram pela manhã da paralisação percorrendo ruas do Centro

Milhares de servidores participaram pela manhã da paralisação percorrendo ruas do Centro. Foto: Fernando De Maria

Em decisão realizada na tarde desta quinta (9), os servidores municipais decidiram manter a paralisação em razão da não resposta por parte da Administração à solicitação de reajuste pela categoria. A concentração iniciará às 8 horas desta sexta (10), na Praça Mauá.

O Sindicato dos Servidores – Sindserv calcula que 5 mil pessoas tenham participado das manifestações ao longo do dia. Ao todo, a Prefeitura tem cerca de 11.500 funcionários. A maior parte dos que entraram em greve são funcionários da Educação. A partir das 19 horas, haverá manifestação na Praça Independência. Às 17h30, o secretário de Governo, Rogério dos Santos, dará entrevista coletiva para fazer um balanço sobre a paralisação.

Durante o dia

Na parte da manhã, milhares de servidores, especialmente da área da Educação, participaram de manifestação de apoio à greve da categoria. Praticamente todas as escolas não tiveram aulas. Já as policlínicas – de forma geral – funcionaram normalmente. Alguns funcionários do PS da Zona Noroeste também aderiram à greve.

No período da tarde, um novo ato ocorreu com saída da Praça Mauá, onde os servidores se instalaram. Nem o forte calor (termômetros marcavam 30 graus por volta das 12 horas, mas a sensação térmica era bem superior) impediu o ato pacífico.

A manifestação percorreu a Praça José Bonifácio, onde fica a sede da Secretaria de Educação, seguiu pela Avenida São Francisco, Praça José Bonifácio, Rua João Pessoa, Rua Martim Afonso e retornou à Praça Mauá. O percurso foi feito nos períodos da manhã e tarde.

Apesar do ato ocorrer na Praça Mauá, em frente ao Paço Municipal, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa não estava no prédio.

O presidente do sindicato, Flávio Saraiva, chegou a informar que ele estaria em uma sala na Prodesan.

A informação oficial é que Barbosa estava com compromissos externos em razão de sua agenda oficial.

Os servidores exigem um reajuste, no mínimo, de reposição da inflação de 5,35%, mais aumento real. O Sindest – Sindicato dos Estatutários que tem promovido as greves pipoca – por setores da Administração  – também exige a reposição da inflação e aumento real.

Outro lado

Alegando queda na arrecadação em razão da crise financeira, a Prefeitura de Santos informa que será impossível acatar o aumento salarial solicitado e deixou para junho ou julho uma nova rodada de negociações. A única certeza seria a correção da inflação (5,35%) para os vales alimentação e refeição.

Esta é a segunda greve que o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) sofre em quatro anos. A primeira ocorreu em março de 2013, meses depois dele ter assumido. Após um dia de greve, o prefeito cedeu e deu aumento de 7% retroativo a fevereiro.

 

Balanço da Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Santos informa que adesão à greve de funcionários foi de 30%, sendo que a maior adesão ocorreu na Educação chegando a 72%, atingindo 13 mil alunos.

Na saúde, a atenção básica foi a mais atingida com 23% de paralisação. Serviços de emergência funcionaram normalmente, com baixa adesão.

Atenção Básica foi o setor mais afetado, 23% aderiram à greve
Prontos Socorros – 11% de adesão à greve                  
Ambesps – 5% de adesão à greve                        
Samu – nenhuma adesão à greve                        
Saúde Mental – 43% de adesão                        
Atendimento Domiciliar funcionando 100%                        
Balanço das unidades de saúde e principais seções administrativas – 23% de adesão
UPA Central e Complexo Hospitalar dos Estivadores, que têm gestão de Organizações Sociais, o atendimento foi normal.
Na Educação, registrou-se 72% de adesão à greve, nas escolas municipais no período da manhã. Dos 2.027 funcionários que estariam trabalhando à tarde, 1.440 não compareceram, totalizando 70% de adesão à greve.
Em algumas escolas que havia professores, a falta de alunos foi grande. No período da manhã, dos 13.893 alunos somente só 337 compareceram às escolas. À tarde, o número de alunos presentes foi de 71 crianças, dos 8.847 alunos de 62 unidades. 
No Programa Escola Total, dos 2.200 matriculados, apenas 31 alunos compareceram nas escolas pela manhã; à tarde, o número de comparecimento foi de 61 alunos.
As 56 entidades conveniadas que atendem educação infantil e ensino fundamental funcionaram normalmente, prestando atendimento aos 8.446 estudantes matriculados. Do total, 38 são creches com 5.600 alunos.
No setor de assistência social, dos sete CRAS, seis estão abertos mas trabalhando com equipe reduzida. O Centro de Referência de Assistência Social Rádio Clube está fechado.
Todos os outros serviços essenciais estão funcionando com equipe reduzida como Creas, Centro Pop, NAI e Casa Dia para idosos. Já os Cecons, Centros de Convivência estão  fechados.  Todos os 3 restaurantes Bom Prato funcionam normalmente.
Nos Centros Esportivos da Secretaria de Esportes como Rebouças , Zona Noroeste e M. Nascimento os atendimentos e atividades não foram comprometidos.              
Cemitérios, serviços de limpeza e zeladoria urbana e manutenção predial estão funcionando normalmente em toda as Subprefeituras.
A Guarda Civil Municipal reforça a vigilância em pontos sensíveis de prestação de serviço. A presença da Guarda garantiu que os servidores que não aderiram à greve tenham acesso ao trabalho. 
 
Os agentes de trânsito atuam normalmente, uma vez que a CET faz parte da administração indireta da Prefeitura e os funcionários não têm relação com sindicatos de servidores municipais.

 

 

 

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