O que lhe motiva a ser candidato?
Um ano atrás me filiei ao PSL e fui acompanhando a progressão do partido na cidade, que culminou na convenção na qual iríamos decidir que rumo tomar: se seguiríamos para uma coligação ou se sairíamos com chapa própria. E, na convenção, foi decidido que sairíamos com chapa própria, para podermos colocar o partido para a cidade, ser conhecido. A partir desta decisão, partimos para um segundo momento, que foi a escolha de quem levaria essas propostas para a cidade. E aí meu nome foi indicado. Mesmo surpreso, aceitei essa indicação, não era planejado, existia a possibilidade de eu sair candidato a vereador. Mas aceitei o desafio. Quero levar as propostas e o programa que a gente vem desenvolvendo para a cidade em diversas áreas que a cidade necessita de alterações e modificações.
Você é conhecido pela luta ambiental. Acha que ela deve ser mais discutida na cidade?
Ela sempre foi discutida na cidade. Comecei a participar do movimento ecológico em 1984, no Diretório Acadêmico da Faculdade de Ciências Econômicas da Unisantos. E já promovia reuniões para discutir o movimento ecológico. A agenda ambiental vem se consolidando desde a década de 1970, quando surgiram os primeiros partidos ecológicos. Ela não pode estar dissociada de qualquer atividade humana. E, numa gestão governamental, acontece da mesma forma. Então, como a gestão ambiental é transversal, queremos imprimir junto ao secretariado esta atividade ambiental de forma cotidiana, para transformar educacionalmente e, depois, colocar isso com objetivo de governo. E a variável ambiental não pode estar fora desta perspectiva.
Qual é a principal bandeira da sua campanha?
Nós faremos um governo sustentável. É um compromisso, depois de 27 anos de militância ambiental. Ela estará inserida em todas as plataformas do governo como proposta de futuro. Todas as gestões que vimos ao longo do tempo, estão defasadas. Hoje, um governo não pode estar dissociado a tudo que vem sendo discutido internacionalmente. Os encontros internacionais discutem uma nova postura, nova forma de viver, nova forma de consumo. Temos que trazer para o santista uma forma de vislumbrar o cidadão do século 21. Com novas tecnologias, vamos ter que aprimorar a gestão tecnológica da prefeitura de Santos, trabalhar mais as tecnologias em função do atendimento da cidade. Agilizar o atendimento à população. Podemos fazer mais porque tenho experiência na gestão pública. E, aqueles profissionais que não encontrarmos nos quadros do partido, vamos buscar na sociedade santista. Nós temos um dos maiores parques universitários do estado e do país. Então, dentro das universidades santistas, temos doutores, médicos, pós-graduados e pessoas de qualidade técnicas suficientes para dar suporte ao governo. Então, vamos buscar uma relação direta do governo com as universidades. Em todos os países civilizados as universidades tem um papel fundamental e nós temos que estreitar essa relação.
Qual a principal questão a ser resolvida na cidade?
São inúmeras, acho que não dá pra pinçar uma questão e tratá-la como a principal porque nós, santistas, precisamos desenvolver na cidade uma nova política. Você tem visto pelas pesquisas que a população tem rejeitado aqueles que governaram a cidade no passado, a população está vislumbrando candidatos que tem uma proposta nova para a cidade. E aquele modelo do século passado de gestão pública já está ultrapassado. Temos que mudar. Todas as secretarias do governo tem que ter uma nova política, uma nova proposta. O PSL, na convenção, estabeleceu um slogan de campanha que é “Santos Pode Mais”. Nós temos uma cidade relativamente pronta na parte insular, mas precisamos de um aprimoramento. O santista quer qualidade no serviço público e percorrer este caminho é o que nós queremos.
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| “Nós temos uma cidade relativamente pronta na parte insular, mas precisamos de um aprimoramento” (Foto: Nara Assunção) |
Segundo pesquisa da Enfoque/Jornal Boqnews, para 42% dos santistas a área que deve ser priorizada pelo próximo prefeito é a saúde. Como analisa esse dado?
Eu concordo inteiramente (com os números), até porque, como santista, eu vou às policílinas, frequento todos os espaços ligados à saúde, os prontos-socorros, e constatei nos últimos anos, foram unidades numa situação estrutural muito ruim. Eu mesmo vi paredes rachadas, falta de pintura, ar condicionado não funcionando, cadeiras dos médicos sem rodas, mesas quebradas… Até perguntei a um dos médicos como ele conseguia trabalhar em um lugar tão ruim, e ele me disse que não era só o problema estrutural e, sim o problema salarial também. Temos que pagar bem os médicos para termos qualidade no atendimento do santista, além de mexer na gestão da saúde da cidade. Isso é uma prioridade, até porque sentimos isso na pele.
Uma ação do Governo Papa que será concluída no mandato do próximo prefeito é a aquisição do Hospital dos Estivadores. O que pensa para esta área?
Tudo que a atual gestão fez de bom vamos dar continuidade. Aquilo que for importante, no caso este hospital, vamos, sem dúvida nenhuma, levar adiante e concluir as obras e melhorar os equipamentos, além de aprimorar, da melhor fora possível, a condição da saúde aqui na cidade. O Estivadores contribuiria de fora decisiva para termos um atendimento de excelência no nosso município.
Santos vive um momento de expansão econômica causado pelo boom imobiliário. Como se desenvolver aliando este crescimento à qualidade de vida?
O pré-sal foi uma desculpa pra especulação imobiliária. Vejo da seguinte forma: nossa obrigação é pensar a cidade, para que não ocorra aqui o mesmo que aconteceu em Macaé (RJ). Temos que priorizar a qualidade de vida dos santistas. Não adianta vivermos sobre uma especulação e trazermos pra cá milhares e milhares de pessoas e não ter onde alocá-las na cidade, deixá-la em condições inabitáveis. Um dos maiores problemas do brasileiro é a falta de planejamento. Não podemos trazer uma quantidade enorme de pessoas para área insular, é impossível. Isso vai afetar diretamente a qualidade de vida das pessoas. Acho que as torres que vem sendo construídas foram produto de uma legislação que foi discutindo governo atual, inclusive no legislativo e que precisam de correções. Ao assumir o governo, nós vamos promover a rediscussão do Plano Diretor e faremos isso dentro do conceito de desenvolvimento sustentável, consultando a população. É uma coisa que está faltando na cidade.
Então o que fazer para que os santistas não vivam à margem deste momento e se integrem a este momento de crescimento?
Temos que implantar o conceito de desenvolvimento sustentável que, nestes últimos anos, não existiu na cidade. A Agenda 21 não foi implantada. Um dos pré-requisitos do desenvolvimento sustentável é a participação popular, que não foi contemplada no atual governo. Para que isso ocorra temos que mudar completamente a forma de se comandar a cidade.
Você defende um choque de gestão?
A primeira coisa que o PSL fará quando assumir o governo é uma auditoria em todas as secretarias municipais. Assim, termos uma informação real de cada secretaria para que, em cima delas, a gente possa trabalhar o programa que estamos desenvolvendo. Não diria que falta transparência, mas precisamos de dados concretos. Não queremos informações apenas vindas da Imprensa, mas, sim, fazendo uma constatação real dos dados que encontrarmos nas secretarias.
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| “A primeira coisa que o PSL fará quando assumir o governo é uma auditoria em todas as secretarias municipais” (Foto: Nara Assunção) |
Hoje um dos principais calcanhares de aquilles do santista é o trânsito. Na sua opinião, Santos caminha para ter rodízio?
Hoje o rodízio é a última instância para a solução do problema. Em primeiro lugar, no governo do PSL, os cobradores de ônibus vão voltar ao transporte público. Nós vamos discutir isso com a empresa concessionária. Por quê? Você tem reparado que principalmente nas vias dos canais, devido ao espaço estreito do leito carroçável, os ônibus têm parado para pegar os passageiros e, como cobrador é o próprio motorista, ele tem que para o ônibus e cobrar. E uma fila enorme fica atrás do veículo. Futuramente, teremos que eliminar o estacionamento do lado esquerdo para ter um fluxo contínuo. E inibir uma coisa que ocorre hoje na cidade que é o desvio de função. A função do motorista é dirigir o ônibus, prestar atenção, porque ele tem que zelar pela integridade física daqueles que estão dentro do carro. Esse desvio de função não pode ocorrer na cidade. Então, com o cobrador, você dá mais agilidade ao ônibus na sua atividade diária na cidade.
É possível fazer os cobradores voltarem sem majorar a passagem?
É uma passagem cara para o serviço que existe hoje em Santos. Eu uso ônibus há 27 anos. Deixo meu carro em casa e trabalho no Centro. Por isso, pego quatro ônibus por dia. Então, dos candidatos que estão participando desta eleição, acredito que sou o que mais anda de ônibus. Posso afirmar o seguinte: numa cidade como a nossa, que pretende ser turística, não pode ter ônibus sujo, e a gente encontra isso quase todo dia em Santos. Precisamos de ônibus limpos e ágeis. E temos que mexer na questão do conceito de transporte circular, isso já está esgotado na cidade. Precisamos de um transporte integral. uma passagem que o cidadão pague R$ 2,90, R$ 3,00 e possa utilizar o ônibus, VLT, a ciclovia e outro modais de transporte. Esse transporte tem que estar integrado na cidade e com a Região Metropolitana. E, aí sim, discutir com as cidades da Baixada, Agem e Condesb, a integração do transporte. Temos que ter um transporte metropolitano, coisa que até hoje não tivemos. As mudanças tem que ser maiores que aquelas que existiram no passado e, nos últimos oito anos, não vimos nenhuma grande alteração no sistema. Pra dar mobilidade urbana, tem que intervir de forma objetiva para dar agilidade aos ônibus, integrando os modais, para, aí sim, evitar o rodízio.
O que pensa para eliminar os gargalos que estão se formando em Santos, principalmente nas entradas da cidade?
Na medida em que você oferece ao santista um transporte de qualidade, faz com que ele deixe o seu meio de transporte em casa. E deixando o automóvel, você diminui a quantidade de veículos nas ruas da cidade. Evidentemente que algumas intervenções físicas vão ter de ser feitas nas entradas da cidade. Agora, existe um processo que temos que programar que é a educação ambiental e, um dos pontos, é a não utilização do automóvel. Você anda por aí e vê inúmeros automóveis com uma pessoa só dentro. Sem necessidade. E faz isso porque não tem um transporte de qualidade. Na medida em que a gente revolucionar o transporte público, faremos com que as pessoas deixem os seus carros em casa, até para evitar poluir demais certos pontos da cidade, como, por exemplo, o Centro.
Acredita que o túnel ligando a Zona Leste à Noroeste pode colaborar com a melhora do trânsito?
Acho que pode colaborar, mas tem que ser precedido de um relatório de impacto ambiental necessário para obras de grande porte, mas que a gente vislumbra que vai minimizar os problemas do tráfego na cidade, principalmente na avenida Nossa Senhora de Fátima. Depois do estudo podemos rediscutir o projeto, após detalhar os impactos que esta obra pode causar.
Como será a sua relação com o Estado e a União?
Sou formado em Gestão Pública e a minha função é trazer qualidade de vida para a cidade. E o relacionamento com os governos estadual e federal é primordial. Todos nós sabemos que não podemos ficar isolado de uma relação política com eles, independente de razões políticas, da vaidade de quem esteja no poder, mas a necessidade da população tem que ser premiada, em qualquer decisão que possa ter deste relacionamento.
Outra questão que incomoda o santista é a segurança. Como prefeito, que medidas preventivas adotará para dar mais tranquilidade aos moradores?
Em primeiro lugar, quero aumentar o efetivo da Guarda Municipal. Em segundo lugar, quero que nós tenhamos um guarda nas escolas públicas. Outra coisa que quero desenvolver durante o governo do PSL é a implantação de câmeras nas escolas municipais. Nós precisamos dar segurança aos alunos das escolas municipais, nó só às crianças, mas aos professores. Uma das formas de inibir essas ações criminosas nas escolas é a implantação de câmeras de monitoramento. Aí, vamos dar mais tranquilidade ao profissional da educação que trabalha nas nossas escolas, aos pais que estarão sabendo que suas crianças estarão monitoradas. Além de integrar atividades da Guarda Municipal com a Polícia, seja militar ou a civil. Também vamos aumentar a quantidade de câmeras de monitoramento que existem e aprimorar o monitoramento que existe na cidade como um todo.
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| “Uma das formas de inibir essas ações criminosas nas escolas é a implantação de câmeras de monitoramento” (Foto: Nara Assunção) |
As mini-cracolândas se espalham pela cidade. O que fazer na questão da prevenção e tratamento dos usuários de drogas.
Hoje a legislação de drogas foi flexibilizada, mas junto com ela, o Ministério da Saúde ficou de dar suporte aos municípios na implementação de clínicas de tratamento para pessoas com problemas de drogas. Não houve ainda uma contrapartida do ministério em relação a essa nova legislação. Então, o município precisa que o Governo Federal ajude na implementação dessas clínicas de recuperação de drogados. Droga hoje não é mais uma questão de segurança e, sim, de saúde pública. Nós precisamos acolher essas pessoas e tratá-las, com o apoio do Ministério.
Como vê a relação da cidade com o Porto?
Sob o ponto de vista ambiental, nós podemos dizer que seria impossível viver numa cidade sem poluição nenhuma tendo um porto, porque a própria atividade portuária exerce ações que poluem o meio ambiente, como, por exemplo, o canal do estuário e, por sua vez, chegando às praias. Mas, por outro lado, Santos é uma cidade que serve o País. Temos orgulho de ser santista por vários motivos, primeiro porque o Brasil nasceu nesta Ilha. Segundo, que é através do porto de Santos que servimos o Estado e a Nação. E essa relação porto-cidade, ficaria muito mais adequada se o porto fosse administrado de forma tripartite: municipal, estadual e federal. Aí sim teríamos a cidade e o porto vivendo uma relação mais amiúde. Não é possível ele ser dirigido de Brasília se a realidade da atividade portuária é mais próxima do município. Teríamos uma relação mais próxima com o porto. É umbilical. Vamos defender essa ideia politicamente.
A prefeitura implantou recentemente o novo Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos. Acredita que é o bastante para motivar o servidor público?
Em janeiro próximo, fará 27 anos que sou funcionário da Secretaria de Estado da Fazenda e 10 anos que sou diretor executivo do Sindicato dos Funcionários dos Servidores da Secretaria da Fazenda. Na qualidade de sindicalista, eu conheço e sei tratar dos problemas do funcionário público e sei que é difícil pra quem é funcionário o trato com a outra parte. Mas, como gestor público, como prefeito, terei uma facilidade maior de entender o outro lado. Acho qeu nós temos que avançar. O funcionário tem que ter um salário digno para fazer um atendimento adequado à população. Mas, quando dizem no Brasil que nós temos um excesso de funcionários públicos, isso não é verdade. Existem exemplos de outros países que a relação do funcionalismo com as pessoas é maior que no Brasil. Isso quer dizer que para oferecer um serviço de qualidade no Brasil é preciso ter mais funcionários, na quantidade exata, através de concursos públicos, para oferecer um melhor serviço. Não é a questão dos funcionários que onera a máquina. Nós temos uma cidade com mais de R$ 1 bilhão e 800 milhões de orçamento. Então, temos que pensar e repensar bem e discutir todo este processo com as categorias que trabalham na prefeitura.
Outra ação do atual Governo que será concluída no próximo mandato será o Santos Novos Tempos. Como vê a execução do projeto?.
Acho que em mais de 400 anos de história, temos uma dívida com aquele santista que tem dificuldades financeiras, dificuldades econômicas na nossa cidade. É inadmissível nós termos favelas, habitações irregulares e condições de vida ruins para quem vive na cidade. Então, projetos desta ordem que visem erradicar favelas e dar melhores condições de vida para a nossa população são uma obrigação de governo e o PSL vai dar continuidade a isso. E faremos correções ao longo do tempo, se forem necessárias. Acredito que o secretário da pasta vai estar vigilante em cima deste projeto. Nada é estático e sempre estaremos mudando o projeto para atender da melhor forma a população.
O que pensa em fazer para melhorar a questão da educação em Santos e a distribuição de vagas nas creches?
Temos que fazer uma análise bairro a bairro, e levantar as demandas dessas creches pra que possam atender a cidade como um todo. Não é possível alguém que mora no Rádio Clube ter que deixar e deixar a criança no Boqueirão, por exemplo. As sociedades de melhoramentos de bairros não tem oferecido um grande serviço para a cidade. Então, eu vou chamar todos os presidentes das sociedades para rediscutir o papel delas. Eu acho que estas entidades podem muito mais do que estão fazendo hoje. Então, neste processo, dentro de uma visão de democracia participativa, trazer as sociedades para a discussão e decidir em cada bairro as suas necessidades e a creche é uma questão que vamos trabalhar com firmeza.
Muitos pais reclamam da falta de professores das escolas da Rede Municipal…
Tenho a felicidade de ter como candidata a vice uma professora, a Renata Benetti, que integra a Rede Pública Municipal. Ela tem uma experiência de quase 20 anos nesta área e isso vai facilitar também o serviço na Secretaria da Educação. Temos que aumentar o número de professores e adequá-los ao número de aulas que temos hoje no município. Outra questão é a de que, temos que rediscutir e melhorar as condições salariais e estruturais dos professores, para que tenham qualidade na aplicação do ensino e, para isso acontecer, temos que diminuir a quantidade de alunos por sala de aula. Assim, será oferecida mais qualidade aos estudantes. Se houver a necessidade, nós construiremos novas escolas.
Mais de 19% da população de Santos é formada por Idoso. Quais projetos desenvolver nesta área?
O idoso, dentro da visão que temos de desenvolvimento sustentável, ele é parte integrante do crescimento político da nossa cidade. A participação é importante e o governo tem que desenvolver programas para que o idoso possa colaborar, não só com a administração, mas com as atividades lúdicas que possam existir na cidade. Estaremos atentos a isso e desenvolveremos ações para este grupo da sociedade.
Durante a maior parte do tempo no ano passado as praias de Santos ficaram impróprias para banho. Como trabalhar essa questão da balneabilidade?
Tenho uma afinidade muito grande com a Secretaria de Meio Ambiente e entendo que há técnicos preparados, só que eu vou mudar alguns aspectos na secretaria. Uma das medidas objetivas que eu vou tomar é que o Departamento de Educação Ambiental vai se desenvolver muito, vai ser um dos departamentos que mais vai trabalhar. Quando falamos de meio ambiente, falamos de educação. Para que o cidadão entenda a sua relação com o meio ambiente, entenda que a cidade é a casa dele e, portanto, na sua casa, você não joga lixo e não prejudica. Quando o cidadão vai passear com seu cachorro na rua, pega o dejeto dele e joga no lixo para ser recolhido pelo caminhão, é incorreto, pois você tem que recolhê-lo e jogar no vaso sanitário. E parte do pessoal deixa esse dejeto na calçada, aí chove e ele vai para a boca de lobo, daí para o canal e, por fim, na praia. E aí temos mais de 60% de praias impróprias, do ponto de vista sanitário durante o ano. Uma cidade que pretende ser turística não pode ter estes índices. Vamos trabalhar a educação com o cidadão para que ele trabalhe isso com o turista também e evite que esse lixo chegue às nossas praias.
Na última semana, dois equipamentos de Santos foram escolhidos como Centros de Treinamento da Copa 2014 e isso mexerá com o Turismo da Cidade. Acha que Santos está preparada?
Isso é fundamental, a cidade estará em voga no cenário mundial e temos que estar preparados, dando todo o suporte necessário para que isso ocorra. A Secretaria de Turismo está muito aquém do que deveria estar numa cidade como a nossa e acho que o Turismo em Santos não foi desenvolvido de forma correta. A quantidade de receptivos, de funcionários preparados para receber esse turista é muito abaixo daquilo que deveria ter ao longo destes últimos oito anos. Um dos projetos que quero discutir é a implantação do turismo ecológico na área continental de Santos. Isso jamais foi desenvolvido e é fundamental numa cidade que tem mais de 240 km² de extensão e grande parte do nosso território é virgem de mata atlântica e pode ser desenvolvido um projeto para trazer americanos europeus, japoneses para que vislumbrem a nossa flora e fauna no turismo ecológico.
O senhor tem pouco tempo na propaganda eleitoral e também não fez coligações. Como fará para difundir suas ideias?
A campanha se iguala quando as propostas que defendemos para a cidade podem atender melhor aquilo que o santista espera como plataforma de governo. Nem sempre uma estrutura menor pode ser decisiva ou não numa campanha. O que importa são as propostas que defendemos para a cidade. Se elas forem de encontro aos anseios da população, mesmo se o partido for grande ou pequeno, o santista votará naqueles que apresentarem as melhores propostas pra cidade.