Em 2004, Papa e Cascione disputavam voto a voto quem iria para o segundo turno contra Telma de Souza. Cascione vencia, conforme as pesquisas, até agosto daquele ano, quando perdeu espaço para Papa, que foi para o segundo turno, e venceu posteriormente por 1.771 votos. Indignado com a situação, Cascione resolveu apoiar a petista Telma de Souza, chegando a pedir votos para ela. Quem diria, Cascione, que um dia o ferrenho opositor do PT estaria andando de mãos dadas com um dos símbolos do partido na Cidade.
Em 2008, Cascione não concorreu, mas apoiou Mariângela Duarte (PSB) à Prefeitura. Em 2010, Mariângela e Telma concorrem à Assembleia Legislativa e Cascione ao Congresso. Além de estar com muito dinheiro na campanha (somente os dois anúncios publicados nas primeiras páginas dos jornais A Tribuna e Orla custaram algo em torno de R$ 50 mil), Cascione teve que recorrer ao atual prefeito - a quem não nutre simpatia - para tentar obter alguns votos.
Porém, os eleitores não são bobos. A coerência é algo fundamental que um político deve ter. E Cascione pagou o preço por ter apoiado o PT e Lula durante o seu último mandato como deputado e acabou não se reelegendo em 2006. Agora, usa da mesma tática ao adotar a imagem de Papa para sua campanha nesta reta final. Será que vai dar certo ou o peso da incoerência prevalecerá?
Voltas que a política dá
A política é engraçada. Opositores de ontem, podem ser aliados de hoje. Neste final de semana, dois candidatos a deputado federal publicaram anúncios em jornais ao lado do prefeito João Paulo Papa, tentando pegar carona na popularidade do atual governante municipal, que obteve quase 191 mil votos em 2008. Primeiro, Beto Mansur (PP), seu antecessor, algo até então justificável, apesar das linhas de governo de Mansur e Papa serem bem distintas. A surpresa é o ex-deputado Vicente Cascione (DEM) aparecer em publicidades publicadas em jornais neste final de semana ao lado de Papa. É bom a gente recordar…
Em 2004, Papa e Cascione disputavam voto a voto quem iria para o segundo turno contra Telma de Souza. Cascione vencia, conforme as pesquisas, até agosto daquele ano, quando perdeu espaço para Papa, que foi para o segundo turno, e venceu posteriormente por 1.771 votos. Indignado com a situação, Cascione resolveu apoiar a petista Telma de Souza, chegando a pedir votos para ela. Quem diria, Cascione, que um dia o ferrenho opositor do PT estaria andando de mãos dadas com um dos símbolos do partido na Cidade.
Em 2008, Cascione não concorreu, mas apoiou Mariângela Duarte (PSB) à Prefeitura. Em 2010, Mariângela e Telma concorrem à Assembleia Legislativa e Cascione ao Congresso. Além de estar com muito dinheiro na campanha (somente os dois anúncios publicados nas primeiras páginas dos jornais A Tribuna e Orla custaram algo em torno de R$ 50 mil), Cascione teve que recorrer ao atual prefeito – a quem não nutre simpatia – para tentar obter alguns votos.
Porém, os eleitores não são bobos. A coerência é algo fundamental que um político deve ter. E Cascione pagou o preço por ter apoiado o PT e Lula durante o seu último mandato como deputado e acabou não se reelegendo em 2006. Agora, usa da mesma tática ao adotar a imagem de Papa para sua campanha nesta reta final. Será que vai dar certo ou o peso da incoerência prevalecerá?