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Opiniões

05 DE SETEMBRO DE 2016

Prato vazio

Por: Da Redação

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“Quero acordar bem cedinho. Fazer um lanchinho. Laranja, café, leite e pão…Comer, comer, é o melhor para poder crescer!”

Os mais antigos – acima dos 35 anos – devem se lembrar desse conhecido refrão da música infantil da banda Genghis Khan, que fez muito sucesso na década de 1980, que retratava a importância dos alimentos como promotores da saúde.

E para que tenhamos saúde é preciso se alimentar, pois nos ajuda a ter energia para andar, pensar ou trabalhar, além de ajudar as crianças a crescer de forma saudável, renovar as células do organismo e prevenir doenças. Tudo isso sempre de forma equilibrada, ingerindo carne, frutas, legumes e verduras.

Apesar da importância em nossas vidas, muitos desses produtos alimentícios que sustentam o ser humano são amplamente desperdiçados. Um terço de toda a comida produzida no mundo vai para o lixo. Há perdas no campo, no transporte, no armazenamento e, por exemplo, em nossas residências, no processo culinário.

Desperdício
Segundo estimativa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), ao menos 870 milhões de pessoas no planeta vivem na insegurança alimentar. Ou seja, comem num dia e no outro não.

Em nosso país, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) contabilizam em 10% o desperdício das frutas e hortaliças ainda no campo e indicam 50% de perda no transporte. E se o alimento chega machucado, aí é motivo de mais descarte: 58% do lixo é de comida.

O Brasil é considerado ainda um dos dez países que mais desperdiçam comida em todo o mundo, com cerca de 30% da produção praticamente jogada fora na fase pós-colheita, já que não há armazenamento adequado para grãos e hortaliças.

Mudança
Um projeto de lei em tramitação no Congresso há dez anos – chamado de Bom Samaritano – isenta de responsabilidade civil ou penal o doador de alimentos, em caso de dano aos consumidores, desde que não se caracterize dolo ou negligência. Atualmente, um empresário não pode doar alimentos porque, se alguém passar mal, o doador acaba acusado de ser o responsável.

Portanto, o combate ao desperdício no Brasil deve ocorrer, prioritariamente, com a mudança na legislação, para que que as indústrias, os mercados e os restaurantes estejam dispostos a doar seu excedente aproveitável.

Mas é claro que a consciência da população também é muito importante para evitar o desperdício. Então, fica a dica para consumir os alimentos antes que eles estraguem, aproveitar todas as partes e perder o preconceito com as sobras de comida são algumas dicas valiosas para reduzir o desperdício.
Bom apetite!

 

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