A Série Divergente: Convergente | Boqnews

Ponto de vista

A Série Divergente: Convergente
bannerSe você já se cansou de futuros distópicos saindo de best sellers young adult e chegando aos cinemas com ares de blockbusters, é melhor não se empolgar muito com o fim de Jogos Vorazes, já que o gênero ainda tem muita lenha para queimar. E o queridinho da vez é a Série Divergente e seu terceiro filme, Convergente. Na verdade, o bom senso de Hollywood até teria a chance de fechar a tampa com esse filme, já que ele termina a saga nos livros, mas como “bom senso” nunca foi o forte de Hollywood, o último capítulo da trilogia foi dividido em dois. E a grande verdade é que, sem sombra de dúvida, todo Convergente, poderia estar contido na metade de um filme. Na verdade se houvesse bom senso mesmo ele poderia estar contido até no primeiro ato de um curta, assim quem sabe a dor de assisti-lo se tornasse menor. Nele, depois de descobrir umas duas verdades diferentes nos dois primeiros filmes, a heroína Tris (Shailene Woodley, que continua sem o mínimo charme) descobre agora que todo o papo de convergente, divergente etc., não vale mais nada e a nova moda são os “puros” e os “danificados”. Ela descobre isso ao fugir de Chicago e descobrir uma nova cidade, muito mais avançada e que, na verdade, está ali para monitorar todo aquela conversa dos dois primeiros filmes sobre aquele muro ser o limite da humanidade. E só essa premissa já deve deixar qualquer espectador com raiva, já que, praticamente toda trama e mitologia criada nos dois primeiros filmes é praticamente deixada de lado em razão de um novo núcleo de personagens ainda mais desinteressantes que os que povoaram o filmes anteriores. 335082Miles Teller e Ansel Ergot continuam lá mesmo depois de terem estourado nos cinemas com Whiplash e A Culpa é das Estrelas (respectivamente), ambos com cara de arrependidos por terem assinado um contrato de quatro filmes para papeis bem coadjuvantes, ainda que Teller (que é um baita ator) continue roubando a cena e novamente seja usado no roteiro como uma espécie de Deus Ex-Machina para finalizar a trama. Do resto, Theo James, como Quatro, mantém a mesma capacidade de ser desinteressante e some diante de absolutamente qualquer um que contracenar com ele. Jeff Daniels (aquele de Debi e Loide e que ganhou credibilidade com a ótima série Newsroom), surge para ficar com o posto de “vilão com grande salário” que era de Kate Winslet, e com muito menos material em mãos, faz menos ainda que a atriz inglesa já tinha feito. Se deixando então resumir a meia dúzia de frases vazias e um embate psicológico com a heroína que não acrescenta nada à trama. E falando em não acrescentar nada, chega a ser vexatório o quanto Convergente acha realmente que está discutindo algo maior, mas apenas arranha a casca de uma série de símbolos e metáforas que poderiam servir de alusão a uma série de problemas contemporâneos. Como se não percebessem que a ficção científica sempre usou distopias para mascarar as críticas à sociedade que se estabelecia naquele momento. Convergente continua falando em castas e igualdade como se não percebesse que já extrapolou essa discussão e provou seu ponto de vista antes mesmo da ação começar no primeiro, fazendo então com que todo resto seja uma repetição disso. Mas parece também que isso é proposital, já que Convergente claramente se preocupa muito mais com um punhado de bugigangas futuristas que não servem para muita coisa fora as necessidades da trama, do que com aprofundá-la em termos narrativos, afinal, o filme sabe o quanto ele é só mais um blockbuster distópico esquecível que vem na esteira de Jogos Vorazes e não sabe muito bem o que fazer com isso em mãos. Críticas sobre esses e outros filmes você pode encontrar no CinemAqui 
16 de março de 2016

A Série Divergente: Convergente

bannerSe você já se cansou de futuros distópicos saindo de best sellers young adult e chegando aos cinemas com ares de blockbusters, é melhor não se empolgar muito com o fim de Jogos Vorazes, já que o gênero ainda tem muita lenha para queimar. E o queridinho da vez é a Série Divergente e seu terceiro filme, Convergente.

Na verdade, o bom senso de Hollywood até teria a chance de fechar a tampa com esse filme, já que ele termina a saga nos livros, mas como “bom senso” nunca foi o forte de Hollywood, o último capítulo da trilogia foi dividido em dois. E a grande verdade é que, sem sombra de dúvida, todo Convergente, poderia estar contido na metade de um filme. Na verdade se houvesse bom senso mesmo ele poderia estar contido até no primeiro ato de um curta, assim quem sabe a dor de assisti-lo se tornasse menor.

Nele, depois de descobrir umas duas verdades diferentes nos dois primeiros filmes, a heroína Tris (Shailene Woodley, que continua sem o mínimo charme) descobre agora que todo o papo de convergente, divergente etc., não vale mais nada e a nova moda são os “puros” e os “danificados”. Ela descobre isso ao fugir de Chicago e descobrir uma nova cidade, muito mais avançada e que, na verdade, está ali para monitorar todo aquela conversa dos dois primeiros filmes sobre aquele muro ser o limite da humanidade.

E só essa premissa já deve deixar qualquer espectador com raiva, já que, praticamente toda trama e mitologia criada nos dois primeiros filmes é praticamente deixada de lado em razão de um novo núcleo de personagens ainda mais desinteressantes que os que povoaram o filmes anteriores.

335082Miles Teller e Ansel Ergot continuam lá mesmo depois de terem estourado nos cinemas com Whiplash e A Culpa é das Estrelas (respectivamente), ambos com cara de arrependidos por terem assinado um contrato de quatro filmes para papeis bem coadjuvantes, ainda que Teller (que é um baita ator) continue roubando a cena e novamente seja usado no roteiro como uma espécie de Deus Ex-Machina para finalizar a trama. Do resto, Theo James, como Quatro, mantém a mesma capacidade de ser desinteressante e some diante de absolutamente qualquer um que contracenar com ele.

Jeff Daniels (aquele de Debi e Loide e que ganhou credibilidade com a ótima série Newsroom), surge para ficar com o posto de “vilão com grande salário” que era de Kate Winslet, e com muito menos material em mãos, faz menos ainda que a atriz inglesa já tinha feito. Se deixando então resumir a meia dúzia de frases vazias e um embate psicológico com a heroína que não acrescenta nada à trama.

E falando em não acrescentar nada, chega a ser vexatório o quanto Convergente acha realmente que está discutindo algo maior, mas apenas arranha a casca de uma série de símbolos e metáforas que poderiam servir de alusão a uma série de problemas contemporâneos. Como se não percebessem que a ficção científica sempre usou distopias para mascarar as críticas à sociedade que se estabelecia naquele momento. Convergente continua falando em castas e igualdade como se não percebesse que já extrapolou essa discussão e provou seu ponto de vista antes mesmo da ação começar no primeiro, fazendo então com que todo resto seja uma repetição disso.

Mas parece também que isso é proposital, já que Convergente claramente se preocupa muito mais com um punhado de bugigangas futuristas que não servem para muita coisa fora as necessidades da trama, do que com aprofundá-la em termos narrativos, afinal, o filme sabe o quanto ele é só mais um blockbuster distópico esquecível que vem na esteira de Jogos Vorazes e não sabe muito bem o que fazer com isso em mãos.

Críticas sobre esses e outros filmes você pode encontrar no CinemAqui 

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