As tendas da contenda | Boqnews

Ponto de vista

As tendas da contenda

    As tendas instaladas ao longo da orla durante o período de verão já viraram tradição, fazendo a alegria de santistas e turistas e abrindo espaço para a exibição de artistas locais.

    No entanto, por culpa do equinócio (ponto da órbita da terra que registra uma igual duração do dia e da noite, um fenômeno que ocorre nos dias 21 de março e 23 de setembro), a data da festa popular avançou (o Carnaval ocorre sempre sete semanas antes da Páscoa, a partir do primeiro domingo de lua cheia após 21 de março).

    E por incrível que apareça - mas nem tanto em uma cidade como Santos, onde a turma do não adora marcar presença -, tal fato motiva manifestações favoráveis e contrárias à retirada das tendas da orla após as férias de janeiro.

    Como a festa momesca só ocorrerá a partir de 5 de março (após 33 dias do encerramento das atividades das tendas), a Secretaria de Cultura resolveu não prolongar a montagem das mesmas, sob alegação de aumentar as despesas e de relativa ociosidade durante a semana.

    Resultado: ao contrário dos anos anteriores, quando o Carnaval ocorreu em fevereiro, as tendas não serão montadas na praia, mas nas quadras esportivas do Complexo Rebouças na Ponta da Praia, nos morros e no Emissário Submarino. A alteração agradará a alguns, como as ONGs que se caracterizam como donas das cidades e dão palpite em tudo, mas, certamente, desagradará os que costumavam se divertir,  nas matinês  e bailes noturnos, nestes espaços públicos, gratuitos e familiares.

    A justificativa para a contenção de despesas é plausível. Os gastos com a manutenção das tendas até o Carnaval aumentariam em mais uns R$ 200/250 mil, especialmente no tocante ao pagamento dos cachês dos músicos e na manutenção do espaço, como explica o chefe do departamento de eventos, Wellington Lima.

    No entanto, turisticamente a Cidade perde com a decisão. Afinal, a despeito do desfile das escolas de samba ser merecedor de elogios pelo empenho da atual administração em resgatar o Carnaval santista, a eliminação das tradicionais tendas acaba com qualquer tipo de manifestação carnavalesca na principal área turística do Município. Uma economia, portanto, discutível.

    Uma alternativa para amenizar os gastos que a Prefeitura tem com tais eventos seria fazer uma licitação para que empresas de publicidade concorressem para captar recursos para exploração publicitária nas tendas junto à iniciativa privada. O lucro seria do comissionamento pago pelo mercado pela captação dos recursos, como ocorre com a Lei Rouanet em projetos como o do Chorinho no Aquário e Música no Quebra-Mar, ambos patrocinados.

    Conforme o professor universitário e mestre em Gestão Estratégia e Negócios, Alex Fernandes, as tendas e o local onde estão montadas são fortes atrativos para exploração comercial, desde que criem-se condições para atrair anunciantes interessados em veicular suas mensagens e realizar ações na principal cidade do litoral paulista.

    Fica a sugestão, portanto, para os próximos carnavais.

18 de fevereiro de 2011

As tendas da contenda

    As tendas instaladas ao longo da orla durante o período de verão já viraram tradição, fazendo a alegria de santistas e turistas e abrindo espaço para a exibição de artistas locais.


    No entanto, por culpa do equinócio (ponto da órbita da terra que registra uma igual duração do dia e da noite, um fenômeno que ocorre nos dias 21 de março e 23 de setembro), a data da festa popular avançou (o Carnaval ocorre sempre sete semanas antes da Páscoa, a partir do primeiro domingo de lua cheia após 21 de março).


    E por incrível que apareça – mas nem tanto em uma cidade como Santos, onde a turma do não adora marcar presença -, tal fato motiva manifestações favoráveis e contrárias à retirada das tendas da orla após as férias de janeiro.


    Como a festa momesca só ocorrerá a partir de 5 de março (após 33 dias do encerramento das atividades das tendas), a Secretaria de Cultura resolveu não prolongar a montagem das mesmas, sob alegação de aumentar as despesas e de relativa ociosidade durante a semana.


    Resultado: ao contrário dos anos anteriores, quando o Carnaval ocorreu em fevereiro, as tendas não serão montadas na praia, mas nas quadras esportivas do Complexo Rebouças na Ponta da Praia, nos morros e no Emissário Submarino. A alteração agradará a alguns, como as ONGs que se caracterizam como donas das cidades e dão palpite em tudo, mas, certamente, desagradará os que costumavam se divertir,  nas matinês  e bailes noturnos, nestes espaços públicos, gratuitos e familiares.


    A justificativa para a contenção de despesas é plausível. Os gastos com a manutenção das tendas até o Carnaval aumentariam em mais uns R$ 200/250 mil, especialmente no tocante ao pagamento dos cachês dos músicos e na manutenção do espaço, como explica o chefe do departamento de eventos, Wellington Lima.


    No entanto, turisticamente a Cidade perde com a decisão. Afinal, a despeito do desfile das escolas de samba ser merecedor de elogios pelo empenho da atual administração em resgatar o Carnaval santista, a eliminação das tradicionais tendas acaba com qualquer tipo de manifestação carnavalesca na principal área turística do Município. Uma economia, portanto, discutível.


    Uma alternativa para amenizar os gastos que a Prefeitura tem com tais eventos seria fazer uma licitação para que empresas de publicidade concorressem para captar recursos para exploração publicitária nas tendas junto à iniciativa privada. O lucro seria do comissionamento pago pelo mercado pela captação dos recursos, como ocorre com a Lei Rouanet em projetos como o do Chorinho no Aquário e Música no Quebra-Mar, ambos patrocinados.


    Conforme o professor universitário e mestre em Gestão Estratégia e Negócios, Alex Fernandes, as tendas e o local onde estão montadas são fortes atrativos para exploração comercial, desde que criem-se condições para atrair anunciantes interessados em veicular suas mensagens e realizar ações na principal cidade do litoral paulista.


    Fica a sugestão, portanto, para os próximos carnavais.

Fernando De Maria
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