Coluna 3
Jairo Sergio de Abreu

Balsa RS-45

A desistência da candidatura de Kenny Mendes a Prefeitura de Santos e as polêmicas envolvendo os bastidores, são os destaques da coluna do jornalista Jairo Sérgio Campos

26 de junho de 2020 - 19:00

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Depois do Jumbão-11, bonde-15, transatlântico-45, agora será a vez da balsa RS-45 se aproximar rumo ao Palácio José Bonifácio.

Balsa RS-45 II

Afinal, com a desistência do deputado Kenny Mendes (Progressistas) de entrar na disputa, abre-se oficialmente a rampa da balsa para a entrada dos interessados na ampla chapa de situação que está se formando, sob o comando do prefeito Paulo Alexandre, do PSDB, que mesmo não podendo se candidatar, cuida pessoalmente da disputa eleitoral.

Balsa RS-45 III

A despeito do partido informar que são três os pré-candidatos interessados no PSDB, até as estátuas dos deuses gregos Atena e Hermes que guardam a entrada principal do Paço sabem quem será o ungido.

Balsa RS-45 IV

Há tempos, o então secretário de Governo, Rogério dos Santos, se coloca como o preferido. Um dos homens fortes e próximos ao prefeito, ele deixou o cargo há um mês para poder se dedicar à campanha.

Incrédulos

Incredulidade. Este substantivo feminino resume o estado de ânimo que os pré-candidatos a vereador pelo Progressistas ficaram ao saberem oficialmente da desistência de Kenny, que divulgou a decisão em suas redes sociais, sendo alvo de elogios e também severas críticas.

Sem chances

Afinal, muitos entraram na legenda justamente pelo fato da promessa do deputado ser candidato. Agora, sentem-se frustrados. E temem que sem um nome ao cargo majoritário, as chances de sucesso nas urnas destes recém-chegados sejam nulas.

Casa cheia

O partido já conta com três vereadores: Audrey Kleys, Adilson Jr e Zequinha Teixeira. E imaginar que na janela partidária, até o início de abril, eram para desembarcar oito vereadores ao Progressistas – assim como ocorreu com o PSDB nas últimas eleições, quando fez a maior bancada.

Pedido

Desta forma, um nome natural pedido pelos pré-candidatos do partido para preencher o espaço deixado pelo deputado seria da atual vereadora Audrey Kleys, sempre bem avaliada nas pesquisas como uma das mais atuantes do Legislativo. Antes da decisão de Kenny, ela havia manifestado o interesse de buscar a reeleição ao cargo.

Como nuvens

Mas, como diz o velho ditado do ex-governador mineiro, Magalhães Pinto: ‘Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou…’
Sem lógica
O que surpreendeu é que havia uma espécie de pacto de apoio mútuo entre os pré-candidatos do PP e PSDB. Quem estivesse melhor nas pesquisas até o final de junho, seria o escolhido. Como Kenny liderava todos os levantamentos, esta lógica não foi levada em consideração.

Não seria bem assim

Um dos motivos da desistência foi o fato do mesmo ter doado seus proventos como parlamentar ao Fundo Municipal de Saúde para o combate ao Covid-19, algo difundido em suas redes sociais, o que poderia implicar questionamentos na Justiça. Um advogado especializado em direito eleitoral consultado pelo colunista disse, porém, que aparentemente não existiria qualquer implicação abusiva ou ilegal neste ato.

Ganhar por WO

Em off, vereadores não se surpreenderam com a desistência de Kenny. Afinal, o líder do governo na Câmara, Adilson Jr, deixou o PTB para migrar para o partido dele. Para um edil, o prefeito gosta de ganhar o jogo da política por WO. A conferir.

Quem Responde?

Na…
guerra contra o Covid-19, quem estará certo: os que defendem a abertura mais ágil das atividades econômicas ou os médicos, que temem uma explosão de casos?

“Um povo ignorante é um instrumento cego da sua própria destruição.”

Simón Bolivar
Político e líder militar venezuelano