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Denise Covas

Relações públicas, organizadora do Santos Jazz Festival e colaboradora da coluna Giro do jornal Boqnews.

Choque de realidade da OMS

Numa entrevista muito realista, o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse em coletiva de imprensa em Genebra: "O mundo deve estar pronto quando a próxima pandemia vier".

14 de setembro de 2020 - 11:32

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A fala de Tedros recomenda aos países a investirem mais em saúde pública como parte de seus esforços para se recuperar da Covid-19. “A saúde pública é a base da estabilidade social, econômica e política”, acrescentou, conclamando os países a investirem em serviços de prevenção, detecção e resposta às doenças. “A Covid-19 está ensinando muitas lições a todos nós”, disse o diretor da OMS. “Uma delas é que a saúde não é um artigo de luxo para quem pode pagar – é uma necessidade e um direito humano”.

Embora muitos países tenham feito “enormes avanços” recentemente no campo dos medicamentos, muitos negligenciaram seus sistemas básicos de saúde pública, que é a base para responder aos surtos de doenças infecciosas. “Parte do compromisso de reconstrução de cada país deve incluir investimento em saúde pública para que tenhamos um futuro mais saudável e seguro”, enfatizou o chefe da OMS.

“Em última análise, não estamos apenas lutando contra um vírus. Estamos lutando por um futuro mais saudável, seguro, limpo e sustentável”.

O chefe da OMS também informou que o Comitê de Revisão do Regulamento de Saúde Internacional (RSI) vai analisar a convocação do Comitê de Emergência, a declaração de uma emergência de saúde pública de interesse internacional, o papel e o funcionamento dos pontos focais nacionais do RSI e examinará o progresso feito na implementação das recomendações dos comitês de revisão anteriores. O Comitê de Revisão, que incluiu especialistas independentes, avaliará o funcionamento do Regulamento de Saúde Internacional e aconselhará se mudanças serão necessárias.

O tratado descreve os direitos e obrigações dos países, incluindo a exigência de relatar eventos de saúde pública, bem como os critérios para determinar se um evento constitui ou não uma “emergência de saúde pública de interesse internacional”. “Dependendo do progresso feito, o comitê pode apresentar um relatório de progresso provisório à Assembleia Mundial da Saúde em novembro e um relatório final à Assembleia em maio do próximo ano”, explicou o diretor da OMS. (Fonte: ONU)