Cicatriz | Boqnews

Ponto de vista

Cicatriz

Adolescência  que, romanticamente, cremos ser tempo de luz, sonhos, alegrias e descobertas, também pode ser de penumbra, dor e cicatrizes ocultas de alma, que se concretizam no corpo causadas pelos próprios adolescentes para dar vazão a sofrimentos psíquicos com causas, às vezes, desconhecidas pelos próprios e outras, como modo de descarregar tensões e medos, vindos de dificuldades muito concretas como abusos sexuais ou verbais.

Falo de uma prática que tem se mostrado mais comum do que parece, o cutting (cortar-se em inglês), prática de automutilação que atinge um grande número de adolescentes.

Difícil quantificar, pois ocorre na escuridão da solidão em quartos ou banheiros trancados, até porque normalmente eles escondem os cortes enquanto podem, numa falsa ilusão de que estão controlando sua vida, história e dor.

Sabe-se que entre os adolescentes americanos o cutting acomete de 13 % a 39 % dos jovens em maior ou menor grau. Em casos mais graves podem levar ao suicídio, no caso dos cortes tornarem-se graves.
A lógica desse comportamento é a crença que uma dor maior alivia uma dor menos ou com a qual o jovem não sabe lidar. O ato de automutilação acontece durante um momento de grande ansiedade. Se o desespero passa de certo ponto, a pessoa precisa de uma atitude concreta de controle.

Em muitos casos, a prática se torna compulsão assim como as drogas, comida ou bebida, pois são problemas equivalentes. Entretanto, a automutilação parece pior, pois ainda é um mistério para o entendimento dos pais que consideram o corpo de seus filhos sagrados e idealizados, portanto, é  terrível ver esse corpo ferido.

É imperativo que a família ajude o jovem recomeçando pela reconstrução dos laços afetivos que, por distração, podem ter sido negligenciados proporcionando uma sensação de abandono e sofrimento.
Acompanhamento médico e psicológico é imperioso para que as cicatrizes se façam  e os cortes sejam, de fato, as marcas da capacidade de regeneração de tecidos e de afetos.

8 de julho de 2011

Cicatriz

Adolescência  que, romanticamente, cremos ser tempo de luz, sonhos, alegrias e descobertas, também pode ser de penumbra, dor e cicatrizes ocultas de alma, que se concretizam no corpo causadas pelos próprios adolescentes para dar vazão a sofrimentos psíquicos com causas, às vezes, desconhecidas pelos próprios e outras, como modo de descarregar tensões e medos, vindos de dificuldades muito concretas como abusos sexuais ou verbais.


Falo de uma prática que tem se mostrado mais comum do que parece, o cutting (cortar-se em inglês), prática de automutilação que atinge um grande número de adolescentes.


Difícil quantificar, pois ocorre na escuridão da solidão em quartos ou banheiros trancados, até porque normalmente eles escondem os cortes enquanto podem, numa falsa ilusão de que estão controlando sua vida, história e dor.


Sabe-se que entre os adolescentes americanos o cutting acomete de 13 % a 39 % dos jovens em maior ou menor grau. Em casos mais graves podem levar ao suicídio, no caso dos cortes tornarem-se graves.
A lógica desse comportamento é a crença que uma dor maior alivia uma dor menos ou com a qual o jovem não sabe lidar. O ato de automutilação acontece durante um momento de grande ansiedade. Se o desespero passa de certo ponto, a pessoa precisa de uma atitude concreta de controle.


Em muitos casos, a prática se torna compulsão assim como as drogas, comida ou bebida, pois são problemas equivalentes. Entretanto, a automutilação parece pior, pois ainda é um mistério para o entendimento dos pais que consideram o corpo de seus filhos sagrados e idealizados, portanto, é  terrível ver esse corpo ferido.


É imperativo que a família ajude o jovem recomeçando pela reconstrução dos laços afetivos que, por distração, podem ter sido negligenciados proporcionando uma sensação de abandono e sofrimento.
Acompanhamento médico e psicológico é imperioso para que as cicatrizes se façam  e os cortes sejam, de fato, as marcas da capacidade de regeneração de tecidos e de afetos.

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