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02 DE MAIO DE 2015

Começar de novo

Por: Da Redação

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“A economia brasileira tem o pior desempenho desde 1931”. “A popularidade de Dilma é a menor já registrada por um presidente da República”. “O aumento da taxa de inflação é o maior em mais de uma década”. Essas têm sido as principais manchetes dos jornais brasileiros nos últimos meses, evidenciando um cenário econômico desfavorável e inquietando os brasileiros sobre o que podem esperar para os próximos anos.

Já sabemos que o desempenho da economia em 2015 não será muito bom. A dúvida de todos, agora, é se faremos os ajustes corretos para que os anos seguintes sejam melhores.
Nesses últimos 15 anos, o Brasil foi afetado e conseguiu se recuperar de duas crises mundiais, muito pela manutenção dos fundamentos da política econômica adotada no início da década de 1990.

Quem nasceu no começo dos anos 2000 não acompanhou o período crítico da desvalorização diária do dinheiro no Brasil, que só se resolveu com a troca de moeda em 1994, com a criação do Plano Real. Durante quase duas décadas, o Brasil vivia um cenário econômico de superinflação, com o aumento de preços dos produtos em até 2.700% por ano. O processo inflacionário era tão absurdo que, numa noite, a mercadoria tinha um valor e no dia seguinte já estava com outro, muito maior.

Fundamentos
Com a aceitação do novo dinheiro nacional pela população, iniciou-se um ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico. As principais consequências do Plano Real foram o fim das correções automáticas dos preços das mercadorias em geral e a maior abertura da economia às importações, estimulando a concorrência empresarial e inserindo o Brasil no contexto da globalização da economia.

A globalização aumentou a integração entre os países e promoveu a elevação do comércio exterior oferecendo às nações pouco desenvolvidas a possibilidade de sair do subdesenvolvimento para o desenvolvimento econômico.

Mas, no mercado internacionalizado, as crises mundiais e as oscilações financeiras dos grandes países afetam a todos de diversas maneiras. E com o Brasil não é diferente.
A situação brasileira depende, e muito, por exemplo, dos rumos das economias chinesa e norte americana. Observando a economia desses países, que dá sinais de recuperação ou crescimento razoável, é possível crer que o Brasil também consiga superar o período de “baixa” de seu ciclo econômico o mais rápido possível.

Oportunidades
Mas as crises também apresentam oportunidades e, diante da escassez nos cofres públicos, cabe aos governantes focar no ajuste das contas públicas e, principalmente, atrair investimentos particulares, nacionais e estrangeiros.

Às Prefeituras resta fazer, cada vez mais, Parcerias Público-Privadas, para melhorar o desenvolvimento urbano dos Municípios e contratos com organizações sociais, para atender às áreas sociais.

Existe um ditado chinês que diz: “Não há crise, existe oportunidade”. Então, que façamos a lição de casa neste momento, para vivermos bem lá na frente.

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