Arte: Alberto Rocha/AMORC ORDEM ROSA CRUZ

Opiniões

26 DE AGOSTO DE 2019

Continuação do MANIFESTO Positio Fraternitatis Rosae Crucis – Parte III

Por: Ordem Rosacruz

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No tocante à política, consideramos que é imperativo que ela se renove. Dentre os grandes modelos do século XX, o marxismo-leninismo e o nacional-socialismo (nazismo), baseados em postulados sociais pretensamente definitivos, levaram a uma regressão da razão e, finalmente, à barbárie. Os determinismos correlatos com essas duas ideologias totalitárias contrastaram fatalmente com a necessidade de autodeterminação do Ser Humano, traindo assim seu direito à liberdade e escrevendo, no mesmo golpe, algumas das páginas mais negras da História. E a História desqualificou a ambas, esperemos que para todo o sempre.

Seja o que for que se pense disso, os sistemas políticos baseados num monologismo, isto é, num pensamento único, têm com frequência em comum o fato de imporem ao Ser Humano “uma doutrina da salvação” que se presume libertá-lo de sua condição imperfeita e elevá-lo a um status “paradisíaco”. Por outro lado, a maioria deles não pede ao cidadão que reflita e sim que creia, o que os assemelha, na realidade, a “religiões laicas”.

Ao contrário, correntes de pensamento como o rosacrucianismo não são monológicas e sim dialógicas e pluralistas. Em outras palavras, encorajam o diálogo com outrem e favorecem as relações humanas. Paralelamente, aceitam a pluralidade de opiniões e a diversidade dos comportamentos. Tais correntes se nutrem, portanto, de trocas, de interações e mesmo de contradições, coisa que as ideologias totalitárias proíbem e se proíbem. É aliás por esta razão que o Pensamento Rosacruz sempre foi rejeitado pelos totalitarismos, qualquer que fosse a sua natureza.

Desde suas origens, nossa Fraternidade preconiza o direito individual de forjar suas ideias e expressá-las de maneira totalmente livre. Nisso, os rosacruzes não são necessariamente livres pensadores, mas todos são pensadores livres. No estado atual do mundo, parece-nos que a democracia continua a ser a melhor forma de governo, o que não exclui certas fraquezas.

Com efeito, sendo toda verdadeira democracia baseada na liberdade de opinião e de expressão, nela se encontram, geralmente, uma pluralidade de tendências, tanto entre os governantes como entre os governados. Infelizmente, essa pluralidade com frequência gera divisão, com todos os conflitos que disso resultam.

Assim é que a maioria dos Estados democráticos manifesta facções que se opõem continuamente e de maneira quase sistemática. Essas facções políticas, gravitando o mais das vezes em torno de uma maioria e de uma oposição, não nos parecem mais adaptadas às sociedades modernas e desaceleram a Regeneração da Humanidade.

O ideal nessa matéria seria que cada nação favorecesse a emergência de um governo que reunisse todas as tendências amalgamadas, as personalidades mais aptas a dirigir os negócios do Estado. Por extensão, fazemos votos de que um dia exista um Governo mundial representativo de todas as nações, do qual a ONU é apenas um embrião.

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