Opiniões

26 DE ABRIL DE 2021

Continuação do MANIFESTO Positio Fraternitatis Rosae Crucis – Parte XI

Por: Ordem Rosacruz

A propósito das relações do Ser Humano com a Natureza, consideramos que elas nunca foram tão ruins num plano de conjunto. Todo mundo pode constatar que a atividade humana tem efeitos cada vez mais nocivos e degradantes sobre o ambiente.

No entanto, é evidente que a sobrevivência da espécie humana depende de sua aptidão para respeitar os equilíbrios naturais. O desenvolvimento da Civilização gerou muitos perigos decorrentes de manipulações biológicas relativas à alimentação, à utilização em grande escala de agentes poluentes, à acumulação mal controlada de resíduos nucleares, para citarmos apenas alguns riscos principais.

A proteção da Natureza e, portanto, a salvaguarda da Humanidade, tornou-se uma questão de cidadania, ao passo que antes só dizia respeito aos especialistas. Ademais, ela se impõe doravante no plano mundial. Isso é ainda mais importante porque o próprio conceito de Natureza mudou e porque o Ser Humano está se sentindo parte integrante dela; não se pode mais falar, hoje em dia, em Natureza em si mesma. A Natureza há de ser, portanto, aquilo que o Ser Humano queira que ela seja.

Uma das características da época atual é seu grande consumo de energia. Esse fenômeno não seria em si mesmo inquietante se fosse produzido com inteligência. Observamos, no entanto, que as fontes naturais estão sendo super-exploradas e estão se esgotando gradativamente (carvão, gás, petróleo). Por outro lado, certas fontes de energia (centrais nucleares) apresentam riscos consideráveis, muito difíceis de dominar.

Notamos também que, a despeito de recentes tentativas de acordo, certos perigos, como a emissão de gás com efeito-estufa, a desertificação, o desmatamento, a poluição dos oceanos, etc., não são objeto de medidas adequadas, por falta de uma vontade suficiente.

Além do fato de que essas agressões ao ambiente fazem com que a Humanidade corra riscos muito graves, elas traduzem uma grande falta de maturidade, tanto no plano individual quanto no coletivo. Seja o que for que se diga, consideramos que as anormalidades climáticas atuais, com seu cortejo de tempestades, inundações, etc., são uma consequência das agressões que os homens infligem há muito tempo ao nosso planeta.

Evidentemente, um outro problema importante não deixará de se impor de modo mais ou menos crucial no futuro: o problema da água. Ela é um elemento indispensável à manutenção e ao desenvolvimento da vida. Sob uma forma ou outra, todos os seres vivos dela necessitam. O Ser Humano não é exceção a essa lei natural, mesmo porque seu corpo contém 70% de água.

Hoje, aproximadamente um habitante entre cada seis, tem dificuldades para o acesso a água doce, proporção que ameaça reduzir-se para quatro antes de meio século, devido ao aumento da população mundial e da poluição dos rios e dos riachos. Os maiores especialistas concordam em dizer, hoje em dia, que o “ouro branco” será, mais que o “ouro negro”, o jogo do século, com todos os riscos de conflitos que isso implica. Uma tomada de consciência global desse problema também se impõe.

A poluição do ar encerra ainda perigos consideráveis para a vida em geral e para a espécie humana em particular. A indústria, o aquecimento e os transportes, participam numa degradação de sua qualidade e poluem a atmosfera, fonte de riscos para a saúde pública. As zonas urbanas são as mais atingidas por esse fenômeno, que ameaça então se ampliar na medida da urbanização.

Nessa linha de pensamento, a hipertrofia das cidades constitui um perigo não negligenciável para o equilíbrio das sociedades. A propósito de seu crescimento, adotamos a opinião que Platão, ao qual já nos referimos, emitiu em sua época: “Até ao ponto em que, aumentada, ela conserve sua unidade, a cidade poderá se estender, mas não além desse ponto”.

O gigantismo não pode favorecer o humanismo no sentido com que já o definimos. Ele acarreta necessariamente desarmonia no seio das grandes cidades, gerando mal-estar e insegurança.

O comportamento do Ser Humano para com os animais também faz parte de suas relações com a Natureza. Ele tem o dever de amá-los e respeitá-los. Todos participam na cadeia da vida tal como se manifesta na Terra e todos são agentes da Evolução. Ao seu nível, eles são também veículos da Alma Divina e participam no Plano Divino. Vamos mesmo ao ponto de considerar que os mais evoluídos dentre eles são seres humanos em devir. Por todas essas razões, consideramos indignas as condições em que muitos deles são criados e abatidos. Quanto à vivissecção, nela vemos um ato de barbárie.

De maneira geral, consideramos que a fraternidade deve incluir todos os seres que a vida pôs no mundo. Compartilhamos também essas proposições atribuídas a Pitágoras: “Enquanto os homens continuarem a destruir sem piedade os seres vivos dos reinos inferiores, não conhecerão nem a santidade nem a paz. Enquanto eles massacrarem os animais, haverão de se matar entre si. Com efeito, quem semeia morticínio e dor não pode colher alegria e amor”.

V

Continua…

Propósito da Antiga e Mística Ordem Rosacruz – AMORC

A Ordem Rosacruz, AMORC, é uma Organização místico-filosófica mundial, não-religiosa, não-lucrativa, cultural, educacional e apolítica, destinada ao autoaperfeiçoamento do ser humano, visando o despertar de seus poderes interiores, para uma vida mais plena e integral, em paz e harmonia.

A Ordem conserva um conjunto de técnicas milenares, mas sempre atualizadas, comprovadas pelo tempo e capazes de promover este despertar.

A AMORC integra em seu quadro pessoas de todas as raças, idades, posições sociais e sexos, em clima de perfeita liberdade de pensamento. Guiar o ser humano rumo à sua própria liberdade interior, na comunhão consciente com o Universo, por meio do autoconhecimento, é a meta da AMORC.

Você está convidado a participar de nossa exploração das leis universais que regem a humanidade e o universo.

Conheça mais sobre a AMORC! Serviço: Ordem Rosacruz, AMORC – Site: www.amorc.org.br (em Início, clique em O Domínio da Vida ou Câmara Externa e conheça mais sobre a Ordem Rosacruz. Você pode até experimentar os estudos!) E-mail: rosacruz@amorc.org.br LCB

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