Caro leitor, você sabe o que é taxa de mortalidade infantil? Trata-se de um índice demográfico obtido por meio do número de crianças de um determinado local (cidade, região, país, continente), que morrem antes de completar 1 ano, a cada mil nascidas vivas.
É um indicador social importante, porque demonstra a quantidade de bebês que morrem ainda no início da vida e revela as deficiências do sistema de saúde pública. Esse dado é também fundamental para avaliar a qualidade de vida das pessoas e dos serviços públicos, tais como saneamento básico, disponibilidade de remédios e vacinas, acompanhamento médico, entre outros.
Apesar da mortalidade infantil no mundo ter caído mais da metade nos últimos 25 anos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou que 16 mil crianças menores de 5 anos morrem todos os dias. Atualmente, cinco em cada dez mortes de nenês são registradas na África Subsaariana e três em cada dez, no Sul da Ásia.
Redução
No Brasil, de acordo com a OMS, a mortalidade infantil caiu 73% também nos últimos 25 anos. Segundo relatório da Entidade, o índice de mortes entre crianças brasileiras menores de 5 anos passou, em 1990, de 61 óbitos a cada mil nascidas vivas para 16 em 2015.
Conforme o relatório da OMS, os dias que se seguem ao nascimento constituem o maior desafio a ser vencido, já que 45% dos óbitos registrados entre menores de 5 anos ocorrem nos primeiros 28 dias de vida. Prematuridade, pneumonia e complicações durante o parto são algumas das principais causas de morte, sendo que quase metade dos óbitos entre crianças está associada à subnutrição.
A Cidade de Santos, por sua vez, segue a tendência mundial de redução de mortes infantis, fruto de um acompanhamento integral e prolongado à família, estabelecendo vínculos entre o profissional de saúde e a paciente.
Assistência
O Programa Mãe Santista, criado em 2013 e que propicia assistência e orientação à mulher durante todo o pré-natal, no parto e até os 24 meses de vida do bebê, foi um dos grandes responsáveis por essa queda, dando ênfase ao aleitamento materno exclusivo até os primeiros seis meses e dois anos na alimentação complementar.
No primeiro trimestre, começa ainda em unidades municipais de saúde a Escola das Mães – conjunto de atividades educativas, que visam a participação mais ativa da mulher com o próprio cuidado. Também, neste período, será disponibilizado na Cidade o primeiro aplicativo oferecido por uma Prefeitura do Brasil, voltado para gestantes, com informações, por exemplo, sobre métodos contraceptivos, sexualidade, alimentação na gestação, tipos de parto e preparo para amamentação.
Enfim, para um País que quer estar no topo das nações em desenvolvimento, colocar a mortalidade infantil como uma das grandes prioridades públicas, certamente irá garantir melhores condições de vida à população.
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