Não são poucos os candidatos ao Legislativo que estão à beira de um ataque de nervos. Afinal, não estão sendo cumpridas promessas pelos candidatos ao cargo majoritário, todas relativas às questões financeiras. São raras as exceções daqueles que possuem cacife para bancar suas próprias campanhas.
Desespero II
Os pretendentes continuam esperando o auxílio financeiro prometido pelos candidatos a prefeito que, segundo consta, viriam por meio dos partidos, o que não tem ocorrido. Junte-se a isso o tempo curto das campanhas. Neste ritmo, alguns chegarão ao dia da eleição completamente anônimos.
Desespero III
O que se vê nas ruas é um total desinteresse por parte do eleitor. Afinal, a eleição está parecendo carnaval sem confete, nem serpentina. Falta ainda aquele velho clima eleitoral. Vamos torcer para que isso mude até lá.
Obras paradas
Quem tem a curiosidade de consultar o Sistema de Gestão de Contratos da Prefeitura de Santos na internet pode conferir as realizações que o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) tem mostrado no horário eleitoral gratuito. Em uma mapa digital, percebe-se as etapas e custos dos serviços, o que é louvável para esclarecimento à população.
Obras paradas II
Assim, é possível identificar mais de 120 intervenções que encontram-se em estágio de “execução”. Chama a atenção os valores gastos e aditamentos em algumas delas, ainda longe de estarem concluídas. Exemplo: o Centro Turístico da Vila Progresso, cujo contrato foi firmado no início de 2014, e já consumiu R$ 7,88 milhões, mais que o dobro das despesas previstas para a edificação da UPA da Zona Noroeste, por exemplo.
Obras paradas III
Outra novela sem fim, cujas intervenções foram iniciadas há dois anos, é o Complexo Esportivo Rebouças, que já recebeu dois aditamentos contratuais, o último em junho passado com previsão de entrega para o sábado (17), data impossível de ser cumprida pelo atual estágio da obra. O valor da fatura inicial era de R$ 4,3 milhões, mas já chega a R$ 6,4 milhões – um aumento em quase 50% nos gastos.
Em declínio
Antes de ser vice da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2010 e 2014, o atual mandatário do País, Michel Temer, estava em declínio eleitoral. Candidato em 2002 a deputado federal, obteve na ocasião 259.229 votos. Na eleição seguinte (2006), foi eleito com 99.046. E no meio do caminho, em 2004, foi vice de Luíza Erundina, hoje no PSOL e na ocasião no PSB, quando ficou na quarta colocação na disputa pela Prefeitura de São Paulo. A chapa obteve 244.090 votos.
Operação Sanguessuga
Engana-se quem pensa que a Operação Sanguessuga, que apura desvios de recursos no Ministério da Saúde e descoberta há uma década, caiu no esquecimento. Apesar da lentidão nas investigações, o caso prossegue, com o envolvimento de uma ONG de Santos. Um líder religioso e um ex-deputado estadual local, ex-genro do mesmo, estão na lista dos indiciados por formação de quadrilha.
Parceria
Ex-vereador Braz Antunes (PSD) está contatando entidades de classe de profissionais de Saúde propondo a criação de uma parceria para que a demanda reprimida do serviço de saúde municipal seja atendida em consultórios e remunerada pela Prefeitura, algo similar ao que ocorre com os advogados. A ideia tem sido bem recebida.
Invasões
As invasões em áreas carentes continuam. Só não vê quem não quer. A mais nova ocorre no Morro Santa Maria, junto às torres de energia. Uma ampla área de vegetação foi desvastada e casebres começaram a ser construídos. Coincidência de estarmos às vésperas das eleições?
Quem responde?
Será…
que o deputado Beto Mansur (PRB) vai acompanhar os demais parlamentares da região e votar a favor da cassação do deputado Eduardo Cunha (PMDB), seu colega de Mesa Diretora?
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