Dia D | Boqnews
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Opiniões

27 DE OUTUBRO DE 2018

Dia D

Por: Da Redação

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Dia D I

Chega ao fim uma eleição federal onde tivemos de tudo.

Um candidato preso, outro esfaqueado.

Pela primeira vez, ausência de debates eleitorais no 2º turno.

E com a ira ganhando espaço entre amigos e familiares por causa de posições políticas contrárias.

Assim, chegamos ao Dia D, quando o Brasil saberá quem será seu novo presidente.

Dia D II

Salvo alguma hecatombe, Jair Bolsonaro (PSL) será aclamado o 38º presidente do País na noite de domingo.

Espera-se que o eleito deixe o discurso de incitação à violência do passado para governar de forma igualitária para todos os brasileiros, inclusive entre os que não o apoiaram.

Voto a voto

Se a decisão federal dificilmente será revertida entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT), o mesmo não se pode falar da disputa pelo governo paulista.

Os números das pesquisas divulgadas pelo Ibope e Datafolha deixam em aberto quem será o escolhido, onde João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) fazem o embate mais acirrado das últimas décadas no estado.

segundo turno

Consequências vicentinas

O resultado das urnas em âmbito estadual terá consequência nas eleições municipais de 2020. Em São Vicente, Pedro Gouvea (MDB), cunhado de França, tentará a reeleição.

Suas chances de sucesso serão maiores, se tiver o atual governador no poder.

Caso contrário, sabe que enfrentará um adversário em potencial: Kayo Amado, que obteve 54.944 votos como candidato a deputado federal.

Consequências santistas

Situação semelhante ao prefeito Paulo Barbosa (PSDB), que declarou apoio a França, a despeito de Doria ser do mesmo partido.

Se a aposta for vitoriosa, Barbosa se fortalece – é membro do diretório nacional.

Se perder, sua saída do ninho tucano será inevitável.

E este cenário, é claro, interferirá no destino do partido em Santos, especialmente em relação às eleições municipais de 2020.

 

Por aqui

Ao contrário do publicado por este colunista na edição impressa deste sábado (27), o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) não tirou férias com a família e estará acompanhando in loco todo os acontecimentos eleitorais neste domingo (28).

Ele está animado com o crescimento da candidatura de Márcio França (PSB), que empatou tecnicamente com João Doria (PSDB) ao Governo do Estado, conforme pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas hoje à noite.

Barbosa acredita que com a tendência de alta conforme as pesquisas, França leva vantagem nesta reta final, conquistando os votos dos indecisos.

E aposta na elevada votação que o atual governador terá na Baixada Santista e Vale do Ribeira, o que poderá ser o fiel da balança em uma eleição tão disputada.

Afinal, os eleitores da Baixada representam 4% do eleitorado paulista.

Em uma disputa tão acirrada, uma votação expressiva aqui poderá fazer toda a diferença em âmbito estadual.

Se isso ocorrer, França será o primeiro governador eleito não tucano desde 1994 no Estado de São Paulo.

Apoio garantido

Ex-prefeito santista e deputado federal João Paulo Papa (PSDB) tem trabalhado pela candidatura de Doria.

Papa acredita que o candidato terá uma visão especial para a Baixada Santista.

“Doria mostrou-se sensível às principais questões relacionadas à Baixada, como o fortalecimento do Porto de Santos, do Polo de Cubatão e das atividades turísticas, além da solução aos gargalos na mobilidade urbana. Bandeiras que defendi como prefeito de Santos e na Câmara dos Deputados”.

 

Dobradinha

Já a deputada eleita Rosana Valle (PSB) aposta as fichas na dobrada Jair Bolsonaro (PSL) e Marcio França (PSB) ao governo paulista.

Foto: Reprodução

 

Ninho rachado

O PSDB nacional está claramente dividido em quatro grupos: família Covas/Doria; do ex-governador Geraldo Alckmin; de José Serra/Alberto Goldman e Fernando Henrique; e de Tasso Jereissati.

Foto: Reprodução

Esportes

A decisão sobre o novo nome que ocupará a secretaria de Esportes – com a saída de Sadao Nakai – passa pelo aval do futuro presidente da Câmara.

Dinheiro em caixa

Santos terá uma receita líquida de R$ 2.902,2 bilhões para o orçamento de 2019 com uma evolução de 8,9% em relação a 2018.

Valores bem acima da inflação.

Quem Responde?

Quantos vão perder o sono (e os empregos) após a divulgação dos resultados no domingo à noite?

Frase

“Uma eleição é feita para corrigir o erro da eleição anterior, mesmo que o agrave.”

Carlos Drummond – poeta, e cronista

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