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Opiniões

30 DE JANEIRO DE 2026

Futuro promissor ao Porto

Humberto Challoub 

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Fundamental para as pretensões brasileiras de ampliar o comércio internacional, o Porto de Santos, que ora completa 134 anos de existência, vive um dos momentos mais pujantes de sua rica história.

Além da comprovada eficiência atestada pela conquista de sucessivos recordes na movimentação de cargas, a perspectiva de um cenário ainda mais favorável criada com os investimentos anunciados à melhoria da infraestrutura portuária leva a crer que os próximos anos ampliarão ainda mais a importância do cais santista nas rotas de comércio internacional.

Os números positivos refletidos em superávits orçamentários obtidos pela Autoridade Portuária não deixam dúvidas sobre a capacidade do Porto de Santos despertar o interesse de investidores, exigindo assim a sequência de políticas que estimulem a melhoria contínua da capacidade técnica e operacional.

Da mesma forma, não há como negar sua relevância para a economia regional, com a geração de inúmeros empregos e a expressiva contribuição na arrecadação de tributos para o fortalecimento dos cofres municipais.

Agora também integrado aos objetivos das atividades turísticas, abrigando terminal de cruzeiros marítimos e cedendo espaço ao Porto Valongo, o Porto santista se consolida, cada vez mais, como uma valiosa ferramenta a serviço dos anseios e expectativas regionais.

Havemos também de ressaltar a contribuição do sistema portuário para a formação de mão de obra qualificada e como importante patrocinador de projetos socioculturais e de interesse da sociedade.

Contudo, questões ambientais relacionadas à poluição e ocupação de áreas de preservação, somadas aos impactos motivados pela intensa movimentação de caminhões que congestionam estradas de acesso às cidades e prejudicam vias locais merecem maior atenção diante das consequências que representam para a qualidade de vida das populações das cidades onde o Porto está inserido.

Nesse sentido, é de se esperar que, mais do que regozijar sobre ganhos prováveis propiciados pela ampliação e modernização do porto, o desenvolvimento desse processo seja conduzido de forma cuidadosa e responsável, evitando assim a repetição dos erros conhecidos cometidos no passado, especialmente os relacionados às políticas equivocadas adotadas na concessão de áreas públicas a empresas particulares arrendatárias que trouxeram prejuízos ao conjunto da sociedade.

Por isso, mais do que nunca, é preciso garantir contrapartidas às administrações municipais integradas a área do porto organizado, de forma a que possam dispor dos recursos necessários para adotar as ações de resguardo à qualidade de vida das populações locais.

 

Humberto Challoub é jornalista, diretor de redação do jornal Boqnews e do Grupo Enfoque de Comunicação

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