Heroísmo dos kamikazes | Boqnews

Ponto de vista

Heroísmo dos kamikazes
Como compreender a determinação que motivava os jovens japoneses a colocarem, literalmente, a própria vida à disposição do País? 

Perseverança, fanatismo, patriotismo, honra? Talvez não haja palavras que descrevam tamanha coragem dos kamikazes. "Naquele momento, todos sabiam que cedo ou tarde iríamos morrer. Se não fosse em guerra seria em um avião kamikaze. Medo? A maioria sentia medo mas o país precisava de ajuda. Era para salvar o Japão que todos criavam coragem e morriam se fosse preciso", comentou Kiyoshi Tokudome, ex-piloto aspirante a kamikaze, na época.

Há 69 anos chegava ao fim a Segunda Guerra Mundial. Nesse período histórico, num ato de desespero, o Japão decidiu colocar em prática uma ousada estratégia de guerra onde os pilotos se atiravam contra o alvo inimigo em aviões carregados com bombas. O Japão estava sendo massacrado pelos bombardeios norte-americanos e precisava tomar uma atitude para tentar impedir o avanço dos inimigos com resultados precisos e o menor número de mortes possível. A inesperada ação dos kamikazes, como ficaram conhecidos os pilotos suicidas, impressionou seus adversários.

Por incrível que possa parecer era o próprio piloto quem decidia se tornar um kamikaze. Durante o curso, os estudantes participavam de uma enquete para que assinalassem qual o grau de desejo que cada um tinha de ser um piloto suicida. "Todos marcavam três bolinhas que significava uma vontade muito grande de ser um kamikaze", disse Tokudome.

Yokaren - Escola preparatória
Diariamente às 6 horas, os estudantes de Yokaren eram obrigados a formar uma fila voltados para o leste e a prestarem continência ao imperador. Após cumprirem o ritual, faziam exercícios para começar o dia onde realizavam a limpeza dos quartos, recebiam o café da manhã e entravam em sala de aula, onde a matéria principal era sobre a guerra. Segundo Tokudome, "além de entender de guerra, para ser piloto também era importante ser bom em cálculos. Isso exigia que todos tirassem notas boas em matemática para continuar na escola".

Estima-se que entre março de 1939 e agosto de 1945 o Japão tenha produzido mais de 10 mil unidades do "Avião Zero", modelo mais utilizado pelos kamikazes.  Cada avião carregava em torno de 250 quilos de bombas.

Quando se fala em kamikazes é comum visualizar aviões se chocando contra grandes tropas marinhas. No entanto, o que poucos sabem é que no final da guerra o Japão quase não tinha aviões disponíveis para usar em combate. Até mesmo as aeronaves que serviam para treinar os estudantes estavam sendo usadas pelos kamikazes.

Dessa forma, o Japão decidiu usar pequenas embarcações  também carregadas com bombas para fazerem a função dos aviões. "Os kamikazes e todos que lutaram pelo Japão merecem respeito porque acreditavam que valia a pena morrer para que o Japão não acabasse", conclui Kiyoshi Tokudome, hoje com 94 anos.
23 de fevereiro de 2014

Heroísmo dos kamikazes

Como compreender a determinação que motivava os jovens japoneses a colocarem, literalmente, a própria vida à disposição do País? 
Perseverança, fanatismo, patriotismo, honra? Talvez não haja palavras que descrevam tamanha coragem dos kamikazes. “Naquele momento, todos sabiam que cedo ou tarde iríamos morrer. Se não fosse em guerra seria em um avião kamikaze. Medo? A maioria sentia medo mas o país precisava de ajuda. Era para salvar o Japão que todos criavam coragem e morriam se fosse preciso”, comentou Kiyoshi Tokudome, ex-piloto aspirante a kamikaze, na época.
Há 69 anos chegava ao fim a Segunda Guerra Mundial. Nesse período histórico, num ato de desespero, o Japão decidiu colocar em prática uma ousada estratégia de guerra onde os pilotos se atiravam contra o alvo inimigo em aviões carregados com bombas. O Japão estava sendo massacrado pelos bombardeios norte-americanos e precisava tomar uma atitude para tentar impedir o avanço dos inimigos com resultados precisos e o menor número de mortes possível. A inesperada ação dos kamikazes, como ficaram conhecidos os pilotos suicidas, impressionou seus adversários.
Por incrível que possa parecer era o próprio piloto quem decidia se tornar um kamikaze. Durante o curso, os estudantes participavam de uma enquete para que assinalassem qual o grau de desejo que cada um tinha de ser um piloto suicida. “Todos marcavam três bolinhas que significava uma vontade muito grande de ser um kamikaze”, disse Tokudome.
Yokaren – Escola preparatória
Diariamente às 6 horas, os estudantes de Yokaren eram obrigados a formar uma fila voltados para o leste e a prestarem continência ao imperador. Após cumprirem o ritual, faziam exercícios para começar o dia onde realizavam a limpeza dos quartos, recebiam o café da manhã e entravam em sala de aula, onde a matéria principal era sobre a guerra. Segundo Tokudome, “além de entender de guerra, para ser piloto também era importante ser bom em cálculos. Isso exigia que todos tirassem notas boas em matemática para continuar na escola”.
Estima-se que entre março de 1939 e agosto de 1945 o Japão tenha produzido mais de 10 mil unidades do “Avião Zero”, modelo mais utilizado pelos kamikazes.  Cada avião carregava em torno de 250 quilos de bombas.
Quando se fala em kamikazes é comum visualizar aviões se chocando contra grandes tropas marinhas. No entanto, o que poucos sabem é que no final da guerra o Japão quase não tinha aviões disponíveis para usar em combate. Até mesmo as aeronaves que serviam para treinar os estudantes estavam sendo usadas pelos kamikazes.
Dessa forma, o Japão decidiu usar pequenas embarcações  também carregadas com bombas para fazerem a função dos aviões. “Os kamikazes e todos que lutaram pelo Japão merecem respeito porque acreditavam que valia a pena morrer para que o Japão não acabasse”, conclui Kiyoshi Tokudome, hoje com 94 anos.
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