Caro leitor, pense em uma aglomeração de pessoas apertadas, disputando espaço no transporte público; numa quantidade enorme de carros circulando pelas ruas da cidade, causando trânsito insuportável; num supermercado lotado de gente a todo instante; ou até mesmo pessoas lutando para conseguir água potável.
Esse cenário caótico parece ser o destino para a maioria da população mundial, daqui a algumas dezenas de anos, principalmente nas médias e grandes cidades do planeta, caso não sejam criadas políticas públicas sustentáveis, que ofereçam melhores condições de vida a todos. Dois terços da população mundial estarão concentrados em áreas urbanas no ano de 2050, indicou a Organização das Nações Unidas (ONU), num relatório anual divulgado em 2014.
As projeções oficiais indicam que o maior crescimento de habitantes em áreas urbanas ocorrerá na Ásia e na África. Essas regiões juntas vão contabilizar 86% do crescimento total da população urbana mundial até 2050.
Desafio
De acordo com o Censo Demográfico de 2010, o ingresso de quase 23 milhões de pessoas nas áreas urbanas resultou no aumento do grau de urbanização no Brasil, que passou de 81,2% em 2000 para 84,4% em 2010.
A gestão das áreas urbanas se transformou em um dos mais importantes desafios para o desenvolvimento no século XXI. O crescimento das cidades significa que elas serão responsáveis por prestar serviços a um número cada vez maior de pessoas. Isso inclui educação, saúde, segurança e habitação acessíveis, água potável e comida, ar limpo e transporte eficiente. Um exemplo disso pode ser mensurado quando o Poder Público investe em mobilidade urbana. Maior número de pessoas circulando entre regiões urbanas próximas, aumenta, consequentemente, a oferta de assistência à saúde e o maior incremento da sua infraestrutura pública.
Modelo
Neste sentido, a pressão da demanda requer ainda um acesso mais igualitário aos serviços públicos para toda a população. Essa exigência social tem mudado a atuação das prefeituras, como a de Santos, que inaugurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em parceria com Estado e União. O Município ainda ganhará mais duas UPA’s em breve, nas Zonas Noroeste e Leste, bem como o Hospital de Clínicas. Aqui, fica o recado para que as cidades vizinhas também encampem a missão de qualificar seus serviços de saúde, para garantir qualidade de vida em geral.
A UPA Central de Santos, mais moderna e com quase três vezes o tamanho do antigo PS Central, tem capacidade de até 600 atendimentos ao dia. Ela conta com equipamentos novos e gestão profissionalizada, garantindo mais conforto e atendimento humanizado à população. Os novos padrões de atendimento médico são o início da tomada de consciência dos gestores públicos ante à evolução da expectativa de vida da população nas áreas urbanas. Mais gente vivendo com boa saúde, maior o desenvolvimento econômico e o progresso das cidades.
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