Lidando com o gerente | Boqnews

Ponto de vista

Lidando com o gerente
Muitos profissionais são eficazes no relacionamento com a equipe, mas nem sempre conseguem interagir de forma construtiva com o líder imediato. Diversas atitudes na interação com o gerente podem causar conflitos indesejáveis. Apresentar um projeto de forma detalhada ao gestor, sabendo que ele gostaria de analisar somente os aspectos mais importantes. Considerar erroneamente o líder como “ouvinte” discutindo pessoalmente todas as informações e deixando ao final um resumo escrito complementando o assunto sem perceber que ele apreciaria exatamente o contrário. Agir com o seu gerente como se ele fosse do tipo “leitor”, encaminhando um relatório por escrito e esperando ser chamado para discutir o problema, sem entender que ele quer logo de início discutir o assunto pessoalmente. Expor aquela proposta importante ao seu líder na pior hora possível. Falar de assuntos gerais ou abordar problemas pessoais quando o gerente demonstra claramente não se sentir à vontade em conversar sobre assuntos extra serviço. Estas situações ocorrem com frequência quando o executivo não se preocupa em “ganhar o jogo” nas atividades junto ao líder. O problema não é resvalar pela ingenuidade em tentar mudar as atitudes do gerente. Isso é impossível. Também não tratar o gerente com bajulação e apoio incondicional. Isso é insensato, pois provavelmente um dos dois estará sobrando... Trata-se de buscar alternativas, dedicando tempo e esforço para transformar a relação com o gestor em uma autêntica parceria baseada em objetivos comuns e na excelência de resultados. Para isso é necessário que o profissional se conscientize de seus pontos fortes e a melhorar, valores, necessidades e expectativas, adaptando sua forma de agir ao estilo gerencial do líder. As seguintes regras devem ser seguidas para facilitar o trabalho em sintonia com o líder imediato: Aprender a se conhecer: identificar os pontos positivos e a desenvolver, valores, expectativas e necessidades. Conhecer seu líder: identificar as características positivas como objetividade e organização, atitudes nem sempre eficazes: improvisação, agressividade, valores a exemplo de relacionamento pessoal, pontualidade, honestidade, expectativas como iniciativa dos subordinados, cumprimento dos prazos, e pressões como carga elevada de responsabilidades e problemas pessoais. Analisar as possíveis áreas de conflito: quais os problemas potenciais na relação com o gerente? Organização x improvisação, atenção a detalhes x atitude generalista, cordialidade x formalidade, comportamento centralizador x desejo de autonomia, análise lógica x resultados práticos, impulsividade x ponderação, entre outros. Identificar os comportamentos críticos a serem mudados: assumir a realidade que é preciso mudar alguns comportamentos como, por exemplo, não reagir agressivamente às críticas do líder, não bater de frente na primeira dúvida a sua proposta, ter paciência com as divagações de seu gerente ... Lutar contra eventuais preconceitos em relação ao gerente: formação profissional, experiência, idade, aspecto físico, nacionalidade, postura social, sexo, cor, entre outros. “Ele não é engenheiro!”, “ser chefiado por uma mulher?”, “ele é mais novo do que eu!”. Manter seu gerente informado: fornecer a quantidade certa de informações - nem mais e nem menos - que ele gostaria de receber. Não gastar o tempo do gerente: procurar atuar de forma adequada na administração do tempo, sem abusar da disponibilidade do líder. Lembrar que para errar basta estar vivo: não encarar o erro como um inimigo, pois ele poderá ser de grande utilidade no futuro. Enfrentar a realidade sem ilusões. Se por um lado ninguém é mágico e todos têm limites no gerenciamento das atividades do gerente, por outro, o profissional pode fazer muita coisa para melhorar sua interação com o gestor. Este nunca deve esquecer que se a relação com o líder apresenta problemas, é provável que ele também seja responsável pelos mesmos.
26 de abril de 2016

Lidando com o gerente

Muitos profissionais são eficazes no relacionamento com a equipe, mas nem sempre conseguem interagir de forma construtiva com o líder imediato.

Diversas atitudes na interação com o gerente podem causar conflitos indesejáveis. Apresentar um projeto de forma detalhada ao gestor, sabendo que ele gostaria de analisar somente os aspectos mais importantes.

Considerar erroneamente o líder como “ouvinte” discutindo pessoalmente todas as informações e deixando ao final um resumo escrito complementando o assunto sem perceber que ele apreciaria exatamente o contrário.

Agir com o seu gerente como se ele fosse do tipo “leitor”, encaminhando um relatório por escrito e esperando ser chamado para discutir o problema, sem entender que ele quer logo de início discutir o assunto pessoalmente.

Expor aquela proposta importante ao seu líder na pior hora possível. Falar de assuntos gerais ou abordar problemas pessoais quando o gerente demonstra claramente não se sentir à vontade em conversar sobre assuntos extra serviço.

Estas situações ocorrem com frequência quando o executivo não se preocupa em “ganhar o jogo” nas atividades junto ao líder. O problema não é resvalar pela ingenuidade em tentar mudar as atitudes do gerente. Isso é impossível.

Também não tratar o gerente com bajulação e apoio incondicional. Isso é insensato, pois provavelmente um dos dois estará sobrando…

Trata-se de buscar alternativas, dedicando tempo e esforço para transformar a relação com o gestor em uma autêntica parceria baseada em objetivos comuns e na excelência de resultados.

Para isso é necessário que o profissional se conscientize de seus pontos fortes e a melhorar, valores, necessidades e expectativas, adaptando sua forma de agir ao estilo gerencial do líder.

As seguintes regras devem ser seguidas para facilitar o trabalho em sintonia com o líder imediato:
Aprender a se conhecer: identificar os pontos positivos e a desenvolver, valores, expectativas e necessidades.

Conhecer seu líder: identificar as características positivas como objetividade e organização, atitudes nem sempre eficazes: improvisação, agressividade, valores a exemplo de relacionamento pessoal, pontualidade, honestidade, expectativas como iniciativa dos subordinados, cumprimento dos prazos, e pressões como carga elevada de responsabilidades e problemas pessoais.

Analisar as possíveis áreas de conflito: quais os problemas potenciais na relação com o gerente? Organização x improvisação, atenção a detalhes x atitude generalista, cordialidade x formalidade, comportamento centralizador x desejo de autonomia, análise lógica x resultados práticos, impulsividade x ponderação, entre outros.

Identificar os comportamentos críticos a serem mudados: assumir a realidade que é preciso mudar alguns comportamentos como, por exemplo, não reagir agressivamente às críticas do líder, não bater de frente na primeira dúvida a sua proposta, ter paciência com as divagações de seu gerente …

Lutar contra eventuais preconceitos em relação ao gerente: formação profissional, experiência, idade, aspecto físico, nacionalidade, postura social, sexo, cor, entre outros. “Ele não é engenheiro!”, “ser chefiado por uma mulher?”, “ele é mais novo do que eu!”.

Manter seu gerente informado: fornecer a quantidade certa de informações – nem mais e nem menos – que ele gostaria de receber.

Não gastar o tempo do gerente: procurar atuar de forma adequada na administração do tempo, sem abusar da disponibilidade do líder.

Lembrar que para errar basta estar vivo: não encarar o erro como um inimigo, pois ele poderá ser de grande utilidade no futuro.

Enfrentar a realidade sem ilusões. Se por um lado ninguém é mágico e todos têm limites no gerenciamento das atividades do gerente, por outro, o profissional pode fazer muita coisa para melhorar sua interação com o gestor.

Este nunca deve esquecer que se a relação com o líder apresenta problemas, é provável que ele também seja responsável pelos mesmos.

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