Não é tubarão, cardume de piranhas, enxame de abelhas, bandos de leões, ursos ou qualquer outro tipo conhecido de animal selvagem ou inseto é extremamente letal ao ser humano. Atualmente, a população mundial tem medo de um simples bichinho, quase invisível aos olhos humanos, mas muito comum em nosso cotidiano: o mosquito.
E esse pequenino inseto voador, do gênero Aedes aegypti, transmite uma doença tropical chamada dengue. Só que do século passado para esse o vírus evolui e deu uma turbinada, agora com outros sorotipos, que se desenvolveram ao longo das últimas décadas, causando uma epidemia mundial sem precedentes.
Segundo pesquisas, o primeiro registro de um provável caso de dengue foi publicado numa enciclopédia médica chinesa da época das dinastias. Os chineses se referiam à doença como “veneno da água” e sabiam que havia alguma associação com insetos voadores. Dessa época até 1940, epidemias de dengue se tornaram frequentes.
Ameaça
Hoje, há um outro vírus que se tornou emergência mundial pelas autoridades no planeta e também é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti: o zika. A doença tem um período de incubação de aproximadamente quatro dias até os sintomas começarem a se manifestar no organismo humano, como febre baixa, olhos vermelhos, dores musculares e nas articulações, sendo semelhantes ao da dengue, febre amarela e chikungunya.
No Brasil, as autoridades de saúde investigam a relação do zika com o aumento da ocorrência de microcefalia, uma anomalia que implica na redução da circunferência craniana do bebê ao nascer ou nos primeiros anos de vida, além da possibilidade de transmissão do vírus entre humanos. Entre 3 e 4 milhões de pessoas devem contrair o vírus zika em 2016 no continente americano, sendo que 1,5 milhão desses casos devem ser registrados no Brasil. A estimativa foi divulgada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O cálculo considera o número de infectados por dengue em 2015 e a falta de imunidade da população ao vírus.
Enquanto o zika se espalha, o Governo Federal bate cabeça. O atual ministro da Saúde, Marcelo Castro, além de pronunciamentos ofensivos e inconvenientes às mulheres sobre como se prevenir da doença, admitiu que o Brasil está “perdendo feio” no combate ao mosquito. Na região, a Prefeitura de Santos aperta o cerco contra o mosquito, organizando mutirões conjuntos em busca de criadouros nas escolas e em prédios públicos. Mais de 15 mil imóveis foram vistoriados e proprietários de terrenos são punidos com multas, caso sejam encontrados focos do vetor. Com essas ações, houve queda de 41% de casos de dengue na Cidade.
Todos nós, indistintamente, somos responsáveis pelo combate ao zika vírus, dengue e outros. Se fizermos a nossa parte, eliminando potenciais criadouros, como lixo acumulado, caixas d’água, calhas e pneus velhos descobertos, afastaremos essa ameaça à saúde humana.
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