Os cortes anunciados pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), especialmente nas autarquias municipais, são importantes para frear as dívidas em ascensão. Afinal, empresas como CET, Cohab e Prodesan se tornaram verdadeiros cabides de emprego ao longo dos anos, em razão de favorecimento de profissionais que ocupam cargos de assessores de diretoria ou termos semelhantes. Além da falta total de transparência das mesmas, contrariando a Lei de Acesso à Informação.
Navalha na carne II
O desafio, porém, é conciliar esta necessidade com os compromissos eleitorais, especialmente entre aqueles candidatos que não conseguiram obter votos suficientes para o Legislativo, além dos indicados por aqueles que estão no cargo, uma prática costumeira.
Navalha na carne III
O prefeito sabe também que não bastarão apenas os cortes nos cargos de assessores para minimizar as despesas das administrações direta e indireta. Afinal, de dezembro de 2015 até agosto passado, a dívida consolidada líquida saltou de R$ 107 milhões para R$ 389 milhões, o equivalente a quase 19% da receita corrente líquida.
Jogo duro
Não bastasse, o sindicato do funcionalismo promete endurecer as negociações em fevereiro, data-base da categoria, para repor perdas salariais. Conforme o último balanço, os gastos com pessoal chegam a 45,29% da receita corrente líquida (RCL) o que, segundo os sindicalistas, abre espaço para aumentos acima da inflação.
Difícil missão II
No entanto, em razão da entrega de policlínicas, escolas e outros serviços públicos no primeiro mandato, haverá a natural evolução do custeio da máquina pública. O desafio, porém, é conciliar este crescimento com a arrecadação em baixa. Missão bem difícil.
Quem é o santo?
A Odebrechet mantinha o Setor de Operações Estruturadas da empresa, considerado pela Polícia Federal como departamento de propinas. Entre os vários e-mails envolvendo diretores da Odebrechet, surgem indícios de pagamentos para agentes públicos envolvidos nas obras do Metrô em São Paulo. E um codinome chama a atenção dos policiais: Santo. Afinal, qual político paulista em atividade teria esta característica puritana?
Marmelada
Ao que parece, a CPI da Merenda, que investiga a fraude no superfaturamento de merenda escolar em 22 cidades paulistas, incluindo Santos, vai acabar em marmelada. Com ampla maioria na Assembleia, o PSDB faz linha cerrada para evitar desgastes ao governo Alckmin, candidatíssimo à Presidência da República e também ao presidente da Casa, Fernando Capez, também tucano, um dos citados na investigação. Um dos depoentes já mudou o teor da denúncia, amenizando a denúncia contra Capez.
Gangorra que sobe…
Na comparação entre as eleições de 2012 e 2016, é possível perceber o crescimento e queda na votação dos candidatos a vereador eleitos. O maior aumento foi do prof. Kenny (PSDB), que cresceu de 3.376 votos em 2012 para 24.765 atuais (expressivos 633%!). Outro que também avançou foi Fabiano da Farmácia (PR), que saltou de 2.595 votos para 4.481 (72,3%). Bruno Orlandi (PSDB) cresceu de 2.127 para 2.823 (+32,7%) e Lincoln Reis, de 1.845 para 2.584 (+40%). Além de Zequinha Teixeira (PSD), de 1.419 para 2.483 (+75%).
Gangorra que desce
Por sua vez, algumas quedas consideráveis – em alguns casos, suficientes para ficarem de fora da reeleição – ocorreram com Douglas Gonçalves (DEM), de 2.689 votos em 2012 para 1.224 (- 54,5%), Carabina (PSDB), de 3.666 para 1.864 (- 49,1%) e Boquinha (PSDB), de 3.134 para 2.284 (- 27,1%), além do prof. Igor (PSB), de 1.689 para 1.038 (- 38,5%).
Gangorra que desce II
Até os eleitos viram seu poderio popular diminuir nas urnas. Casos de Banha (PMDB), de 5.778 para 3.258 votos (- 43,6%), Constantino (PSDB), de 3.546 para 2.647 (- 25,3%), Hugo Dupree, de 4.497 para 2.491 (- 44,6%), entre outros. Alguns, porém, tiveram mais votos, mas não conseguiram se reeleger, como Murilo Barletta (PR), que cresceu de 2.094 para 2.349 votos (12,1%), mas ficou como primeiro suplente da legenda.
Gangorra estacionada
Chico (PT) manteve quase a mesma votação (2060 em 2012 e 2046 agora). Menos votos, mas com a cadeira garantida desta vez, graças ao quociente eleitoral menor.
Prêmio de consolo
Candidatos a vereador por partidos de situação na eleição passada já retomaram os cargos comissionados nas secretarias municipais, especialmente em Esportes e Cultura.
Nas redes sociais
Para aqueles que acham que as redes sociais são a salvação da lavoura é interessante notar que, pelo menos nesta eleição, ambos os administradores de duas páginas com milhares de seguidores no Facebook (Sobreviver em Santos e Vivendo em Santos) não foram eleitos vereadores. Victor Panchorra, com 1.510 votos, e Lobão, com 581, respectivamente, ficaram de fora. O mesmo vale para apresentadores de TV.
Mudança de banco
Por um contrato de R$ 5 milhões 250 mil, a Caixa substituirá o Banco do Brasil nos serviços bancários da Prefeitura de Santos para os próximos cinco anos.
Aposentados alimentados
Pelo menos, 23 aposentados e pensionistas que ganham até três salários mínimos (R$ 2.640) continuam recebendo vale-alimentação da Câmara no valor mensal de R$ 250,00, cerca de 40% a menos que os da ativa. Imagine se o INSS tivesse que fazer o mesmo…
Semelhanças e prejuízo
A empresa santista Exsergia está sendo prejudicada pela investigação envolvendo a liberação de empréstimos do BNDES para financiar obras da Odebrechet em Angola. O motivo: ela é homônima à Exergia Brasil, empresa cujo sócio Taiguara Rodrigues do Santos é sobrinho do ex-presidente Lula e um dos indiciados pela Polícia Federal na Operação Janus.
Semelhanças e prejuízo II
Em razão do nome homônimo, a Exsergia já perdeu oportunidades para fechar negócios. A empresa informa nunca ter tido ligação com a Odebrechet nem realizou obra para o Governo Federal. A coincidência é que ambas, além de nomes parecidos, se localizam em Santos e atuam no ramo de engenharia, mas em áreas distintas.
Pedido indeferido
Apesar da nobre iniciativa em homenagear o médico Luiz Gonzaga de Oliveira Gomes para dar o nome à ala pediátrica do Complexo Hospitalar dos Estivadores, o vereador Geonísio Pereira de Aguiar (PSDB), Boquinha, esqueceu de um detalhe: o nosocômio não contará com ala de pediatria. Resultado: seu projeto de lei foi vetado.
Todos ouvidos
Depois de atuar como secretário de Comunicação da Prefeitura, o jornalista Rivaldo Santos agora é o novo ouvidor do Município. Ele segue os passos do ex-ouvidor e jornalista Francisco La Scala Jr, que ocupou a secretaria de Comunicação e depois se tornou ouvidor na gestão do ex-prefeito João Paulo Tavares Papa.
Trocando a sigla
O prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, hoje no PSDB, acena com a possibilidade de deixar o ninho tucano e cair nos braços do PMDB, partido onde o ministro José Serra deve encontrar guarida visando a disputa presidencial em 2018. Seu genro, o deputado Cássio Navarro, é presidente local da agremiação.
SOS Asfalto
Crateras estão abertas na Avenida Francisco Glicério entre o Canal 3 e Conselheiro Nébias, colocando em risco motoristas e motociclistas e atrapalhando o trânsito no local.
Quem responde?
Quais…
prefeitos conseguirão cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, quitarão as dívidas e evitarão deixar
restos a pagar para 2017?
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