“Não sei se tenho medo
Trabalho o tempo inteiro
Estou procurando emprego
E é mais um aumento
Não tenho mais dinheiro
Atraso o aluguel
Não compro alimento”
A letra da música Desemprego, do cantor Renato Russo, retrata a situação delicada que muitos brasileiros estão vivendo nesse período de crise econômica.
O Brasil chegou ao Dia do Trabalho, comemorado no último dia 1º de maio, com taxa de desemprego de 10,9%, segundo os dados mais recentes do IBGE e perda de 1,85 milhão de vagas formais em 12 meses.
Segundo pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o País registrará o maior salto na taxa de desemprego entre as grandes economias do mundo em 2016 e será responsável por um a cada três novos desempregados em 2016 no mundo.
Migração
A crise econômica não é a única responsável pela queda no mercado de trabalho. A incerteza política também atrasa a recuperação econômica, deixando empreendedores e jovens profissionais apreensivos com a falta de boas vagas no mercado formal.
Atualmente, ocorre uma migração profissional “forçada”, onde muitos jovens (o desemprego atinge um em cada cinco jovens de 18 a 24 anos no Brasil), trabalhadores de potencial em várias áreas, estão seguindo ou para o emprego informal ou mudando de profissão, devida a baixa qualidade do emprego no Brasil.
Essa nova geração do mercado de trabalho está se deparando pela primeira vez com um cenário de retração de empregos. Acostumados a um bom padrão de vida, esses profissionais estão infelizes e tendem a seguir carreira em outra profissão.
Opção
Para quem quer mudar realmente, uma opção nesses tempos de crise é o cargo público, federal, estadual ou municipal, que passou a ser o grande empregador nesses período de escassez econômica. Foi o que a Prefeitura de Santos promoveu neste início de ano, com 455 vagas em 80 cargos disponíveis por meio de concurso público.
E quem prestou não deve perder as esperanças e torcer para ficar na listagem dos habilitados, a qual define os aprovados e a ordem de convocação para seu ingresso – com chamadas pelo Diário Oficial, que garante estabilidade de emprego, além de ascensão na carreira.
Tanto é verdade que o histórico mostra que são chamados muito mais aprovados nos concursos do que o número previsto nos editais. Desde 2005, a Prefeitura concluiu 14 seleções, que ofereciam 4.770 vagas. Só que, no período de vigência destes processos, foram convocados 12.963 aprovados – quase três vezes mais – com a posse de 8.341 deles, o que representou 74,8% acima da quantidade de vagas anunciadas.
Se essa é a hora de se diferenciar, inovar e se reinventar, então não perca tempo!
(*) por Celso Évora
Deixe um comentário